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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Dia do...da...daquela doença...A...Alz...Alzheimer!

Olá caros leitores,

Vocês já devem ter vivenciado uma situação parecida, o famoso "deu branco". É algo que realmente incomoda, não é mesmo? Imaginem passar por isso frequentemente. Nada fácil, não é mesmo?

Dia 21 de setembro é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer. A "Geronto o quê?" não poderia deixar de falar um pouco sobre essa doença e os principais impactos que ela ocasiona na sociedade, família e saúde.

Atualmente, é usual encontrarmos pessoas que têm ou tiveram essa doença, pois com o acelerado do envelhecimento populacional, cada vez mais ouviremos falar de doenças desconhecidas e com nomes diferentes, muito devido à expansão da longevidade e do modo de vida urbanizado e dinâmico que vivemos.

A doença de Alzheimer (DA) é considerada uma das principais doenças degenerativas do sistema nervoso central, que acomete principalmente idosos. Porém, não são todas as pessoas que irão desenvolver Alzheimer quando chegar à velhice. Existem diversas causas para o surgimento dela, seja estresse constante, fatores hereditários, sociais e até mesmo o tipo de alimentação que temos.
O principal sintoma da DA é a perda da memória recente, porém ela pode estar associada com outros sintomas, como: depressão, perda de mobilidade, dificuldade ao falar, entre outros. Não somente sintomas psicológicos são evidenciados, porém diversos sintomas físicos, biológicos e fisiológicos estão associados com o desenvolvimento da doença.

Os portadores dessa doença, geralmente, não percebem seu desenvolvimento, pois é uma doença silenciosa e de progressão lenta. Os cuidadores, sejam eles familiares ou não, são os que mais sentem as dificuldades que essa doença acarreta, porque o indivíduo acaba perdendo sua identidade e passa a depender completamente para realizar suas atividades, além do fato de terem de estar em constante supervisão.

Apesar dos diversos avanços tecnológicos e da medicina, não existe cura para essa doença, porém seu tratamento encontra-se em estágio bastante avançado, auxiliando a retardar um pouco o desenvolvimento da doença para fases mais avançadas. O tratamento pode ser tanto farmacológico, quanto não farmacológico. Se bem que o não farmacológico, por incrível que pareça, tem produzido efeitos mais duradouros e benéficos.
Alguns cuidadores, principalmente familiares, tem muitas dificuldades em lidar com as mudanças que essa doença traz. Por isso, acabam privando o portador de realizar atividades e tarefas que ainda são possíveis de serem feitas por ele. Então, é importante estimular o indivíduo a permanecer fazendo o que ainda está ao seu alcance, como, por exemplo, pentear os cabelos, comer sozinho, se ensaboar durante o banho, etc. São tarefas simples mas que devem ser estimuladas, pois ajudam a preservar funções importantes, minimizando a dependência dessa pessoa. Além disso, outra medida interessante é permitir que o indivíduo tome algumas decisões enquanto puder: escolher a roupa que quer vestir, o que está com vontade de comer ou de fazer.
E, não menos importante, o cuidador deve cuidar de si mesmo e procurar grupos de apoio para trocar experiências e aliviar um pouco a sobrecarga que sente. Também é preciso revezar os cuidados com outra pessoa, para que a qualidade do cuidado permaneça e para que ninguém se sinta desamparado ou sobrecarregado.

Pensando no impacto dessa doença na sociedade, principalmente no contexto familiar, existem algumas instituições como a  Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz ), que oferecem oficinas para idosos portadores da doença e orientação familiar.

O impacto dessa doença é tão grande que diversas personalidades se sensibilizam sobre o assunto. O Papa Francisco, no dia 21, divulgou um texto sobre as pessoas portadoras da doença e o sofrimento que elas apresentam. Um exemplo, é a história do ex-pugilista Maguila, que vem lutando contra a doença em decorrência dos diversos traumas recebidos na cabeça durante suas lutas.



Ex-pugilista Maguila, portador da Doença de Alzheimer. Foto retirada da internet.

Compartilhamos na nossa página do Facebook um vídeo, realizado com o apoio da ABRAz, muito interessante, que simula a dificuldade de um portador da doença e a dificuldade das pessoas ajudarem em uma situação dessas. Confiram clicando aqui.
Ficou interessado sobre o tema? A "Geronto o quê?" possui um curso específico com orientações e conteúdos exclusivos sobre o desenvolvimento da doença, seus sintomas, alterações biológicas, psicológicas e sociais da doença, e os principais tipos de tratamentos.

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Foto retirada da internet

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