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quarta-feira, 7 de junho de 2017

Memória e envelhecimento: como manter o bom funcionamento?


Olá, leitores!
Estamos de volta trazendo um tema que preocupa muita gente: a memória.

Nos dias de hoje, é comum ouvirmos as pessoas se queixando de esquecimento. E não apenas os idosos mas também jovens e adultos.  E olhem que interessante: as falhas de memória entre os idosos frequentemente tem as mesmas causas que em jovens, a não ser que alguma doença que a comprometa esteja instalada.
Existem muitos estereótipos e mitos com relação à memória das pessoas mais velhas, como a generalização de que todo velho é esquecido, que não são capazes de aprender novas informações ou de recordar fatos. É verdade que alguns aspectos da memória são afetados ao longo do envelhecimento mas não podemos associar as dificuldades que surgem com a senilidade (processo patológico do envelhecimento).

E quais são as causas em comum que podem prejudicar a memória de jovens e velhos? Algumas delas são: pouco esforço ou pouco uso da memória; cansaço; sobrecarga mental, estresse e preocupação em excesso; problemas de saúde; depressão; ansiedade; dificuldade em prestar atenção; não utilizar estratégias de memória; uso de alguns medicamentos; má alimentação; insônia; sedentarismo, dentre outros aspectos. Lembrando que não estamos falando de idosos acometidos por alguma demência, como o Alzheimer, ou que tenham algum tipo de sequela!

A memória possui subsistemas (que não iremos detalhar nesse texto) e todos eles interagem entre si e são inter-relacionados. Alguns aspectos começam a sofrer alterações por volta dos 25 anos de idade e outros não são afetados ao longo do envelhecimento. Geralmente, a área da linguagem e da cognição social são aspectos mais preservados em idosos sem demência e as funções relacionadas à atenção e às funções visuo-espaciais sofrem maior declínio.
As mudanças que ocorrem podem dificultar no aprendizado de novas informações e no resgate do que já sabemos, mas não se torna impossível. Muitas situações demandam mais de nossa memória e tornam-sem mais desafiadoras quando ficamos velhos e é preciso mais esforço para aprender algo novo e, se aprendermos bem a nova informação, não iremos esquecê-la. Não nos esquecemos de nossas atividades rotineiras justamente por repeti-las com frequência. Então, uma vez que nos dedicamos a aprender algo novo, provavelmente essa informação será armazenada. 

Existem maneiras de minimizar o impacto dessas alterações se estivermos dispostos a nos esforçar. Porém, devemos escolher tarefas e formas que sejam melhores para cada um de nós, que façam sentido e que nos ajude a manter as habilidades de memorização.
Algumas medidas que podem melhorar o potencial de nossa memória são:
- Exercitem-se e mantenham-se saudáveis;
- Reduzam o estresse sempre que possível. Tirem um tempo para fazer algo prazeroso e que te proporcionem tranquilidade;
- Diminuam medicamentos que possam afetar a sua memória e a sua atenção. Conversem com o seu médico a respeito;
- Reduzam a sobrecarga da sua mente. Coloquem as suas coisas sempre nos mesmos lugares e utilizem calendários, listas, agendas e lembretes.
- Realizem desafios mentais. Podem ser jogos ou aprender algo novo, como uma língua ou instrumento musical;
- Mantenham uma auto-concepção positiva a respeito do potencial de sua memória. Celebrem novas conquistas e não enfatizem os estereótipos relacionados à idade;
- Conheçam seus pontos fortes e fracos. Busquem técnicas que possam ajudar.

E, para lembrar o que é muito importante, tentem fazer o seguinte:
- Se necessário, utilizem seus óculos e aparelhos auditivos;
- Prestem muita atenção;
- Eliminem distrações externas e internas. Foquem totalmente nas suas atividades;
- Listem suas prioridades;
- Respeitem o seu tempo. Aprender e recordar demandam maior tempo quando vamos ficando mais velhos;
- Repitam as informações para criar uma nova memória;
- Pensem estrategicamente. Encontrem estratégias que geralmente funcionam para vocês. Alguns exemplos são: elaborar lembretes, organizar as informações em categorias, conectar novos itens com itens significativos que já estavam em suas memórias, identificar os principais pontos de uma história, repetir o que se deseja memorizar, escrever as informações, criar imagens mentais.

Essas são algumas dicas que podem ser úteis para pessoas de todas as idades. Além disso, existem programas de estimulação cognitiva que utilizam várias ferramentas para aprimorar a nossa memória e cognição. Não existe idade certa para iniciar, e melhores resultados são obtidos o quanto antes começar. Se vocês tem interesse entrem em contato conosco.
Esperamos que tenham gostado do texto e que tenha sido útil e informativo. Comentem a respeito e compartilhem conosco as suas estratégias para manter o bom funcionamento da memória. Estamos à disposição para qualquer esclarecimento.
Agradecemos a visita!
Um abraço.

quarta-feira, 22 de março de 2017

O Gerontólogo​: o que faz esse profissional?

Queridos leitores! Como estão? 
O que tem achado de nossos conteúdos por aqui e das nossas redes sociais? Vocês tem sugestões? Não hesitem em nos escrever! Estamos abertos às opiniões de todos.

Nesse post, estamos trazendo novamente um assunto que ainda gera muitas dúvidas: O que faz o Gerontólogo? 
Tentaremos responder a essa pergunta ao longo do texto através de nossas próprias experiências e também nos baseando nas atuações de nossos colegas.

Nós já escrevemos um pouco a respeito da Gerontologia e se você quer saber mais clique aqui.
O gerontólogo é um profissional novo que vem atender a uma nova demanda: o envelhecimento populacional. Está acontecendo uma transição demográfica, ou seja, a pirâmide etária está mudando: o número de idosos vem crescendo e o de jovens diminuindo.
Confiram o vídeo abaixo elaborado pela rede UNA-SUS para entenderem melhor esse fenômeno.


Os avanços medicinais, o melhor acesso às informações, os avanços tecnológicos, além de hábitos mais saudáveis são aspectos que possibilitaram o aumento da longevidade e da expectativa de vida no mundo todo. Porém, alguns países se prepararam melhor do que outros para lidar com esse processo. O Brasil está engatinhando nessa questão e ainda há muito o que precisa ser pensado e repensado. Infelizmente, a fase da velhice é muito rotulada pela sociedade que não possui informações e educação relacionada ao processo de envelhecimento e à velhice. Cada vez mais são necessárias políticas públicas específicas que atendam com qualidade às necessidades da população mais velha. Alguns avanços já são vistos mas ainda não é o suficiente.

Nesse contexto, o gerontólogo pode auxiliar com o seu conhecimento biopsicossocial, cultural e econômico que possui a respeito do processo de envelhecimento e da fase da velhice. Esse profissional é preparado ao longo da graduação para ter um olhar diferenciado e especializado para essa parcela da população. Além disso, pode atuar em todas as fases do ciclo de vida, oferecendo capacitação e educação permanente para equipes que atendam grande número de idosos, formação à cuidadores de idosos, orientação e apoio aos familiares, auxiliar na construção de conhecimento a respeito do próprio envelhecimento e na valorização da pessoa idosa.
É um profissional que tem como objetivo somar as equipes e auxiliar com os seus conhecimentos a fim de proporcionar um atendimento mais qualificado a todos e oferecer um serviço de qualidade. Sendo assim, pode integrar equipes multiprofissionais em unidades de saúde, hospitais, Instituições​ de longa permanência, centros dia, centros de convivência e demais equipamentos, realizando a gestão de casos e avaliação ampla. Além disso, pode realizar atendimentos domiciliares, esclarecendo dúvidas de cuidadores, familiares e auxiliar nas dificuldades que podem surgir na fase da velhice.
Por ter uma formação ampla e com disciplinas de gestão no currículo, o gerontólogo tem a capacidade de atuar nessa área, trabalhando na administração de instituições que prestam serviços à população idosa e voltados para a promoção do envelhecimento ativo. Além de elaborar, promover e coordenar ações para informar a população sobre os cuidados específicos com os idosos, propor projetos e políticas públicas que melhor atendam às necessidades da velhice.
Há a possibilidade desse profissional seguir carreira acadêmica e na área da pesquisa.

As possibilidades são inúmeras, visto que todos envelhecemos a cada dia, desde a fecundação e que a velhice é uma fase do ciclo de vida.
 Vocês pensam nesse processo? Pensam em como querem chegar na velhice? Cuidam de suas saúde, de seus corpos e se planejam economicamente? Já pensaram onde e como querem morar quando forem idosos? O que vocês estão fazendo hoje para que tenham qualidade de vida no futuro?
O gerontólogo pode te ajudar a gerir todas essas questões.

E, o dia 24 de março é o dia do Gerontólogo! Parabenizamos à todos que lutam fortemente por essa profissão e aos nossos colegas tão especiais. Juntos iremos mais longe. Deixamos o nosso agradecimento especial à Associação Brasileira de Gerontologia que nos representa brilhantemente.
Está tramitando no Senado um projeto de lei para a regulamentação da nossa profissão. Saiba mais acessando o link a seguir e vote SIM. O sim para uma sociedade com maior qualidade de vida m todas as suas fases! http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114007

Agradecemos a visita de todos e continuem nos acompanhando. Se desejam saber mais entrem em contato conosco. Será um prazer conversar com vocês.
Não esqueçam de compartilhar a postagem para que o maior número de pessoas possa conhecer e entender a respeito do gerontólogo!
Um grande abraço a todos!

"Envelhecer, ainda, é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo."  Charles Saint-Beuve



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sexualidade na Velhice

Olá leitores! 
Como estão? 
Nós estamos na correria do dia-a-dia mas sempre buscando atualizar as nossas redes sociais. Sigam-nos também no Facebook e no Instagram. 😉

Hoje resolvemos trazer um assunto que ainda é um tabu para a sociedade e cercado de estereótipos: a sexualidade na velhice.
Quem pensa que a sexualidade trata-se apenas do ato sexual em si engana-se. Ela está ligada à nossa identidade, diz respeito a quem nós somos e é uma expressão do nosso self, além de estar ligada com a maneira de como lidamos e manifestamos nossos sentimentos.
Tem a ver com a energia que nos motiva, com o desejo e a libido. 

A OMS traz o segundo conceito a respeito: "A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito (relação sexual) e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas, e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto a saúde física e mental."

O sexo e a sexualidade na velhice são associados como um ato vergonhoso e, muitas vezes, como algo proibido. A família e a sociedade enxergam os idosos como assexuados e inativos sexualmente, o que é um grande mito. Esses estereótipos acabam reprimindo os idosos e fazendo com que eles não abordem o tema, até mesmo com profissionais da saúde, deixando de tirar dúvidas que possam ter e de cuidarem de seus corpos, comprometendo a sua saúde pois podem fazer o uso indiscriminado de viagra e não usarem preservativos. Essa última questão pode estar ligada a diversos motivos:  por preconceitos quanto ao uso de preservativos e por falta de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS, associando ao uso de preservativos uma relação sexual ruim e por terem a ideia de que é apenas um método contraceptivo.
Pesquisas apontam que muitos idosos acreditam que a AIDS só pode ser contraída e transmitida por determinados grupos e que pode-se contrair através da picada de mosquitos. 
Ainda, por parte dos profissionais de saúde, pode haver dificuldade em abordar o tema com um paciente idoso, o que pode intensificar a problemática citada acima.
É importante lembrar que a AIDS tem crescido entre a população mais velha e que os profissionais e as unidades de saúde tem o papel de divulgar informações a respeito e maneiras de prevenir.

Com relação às mudanças fisiológicas da sexualidade do idoso, alterações naturais vão acontecendo ao longo do envelhecimento e estão relacionadas com as características genéticas e com o estilo de vida de cada um. É importante salientar que a vida sexual existe e permanece viva até que se alcancem os mais altos níveis de idade.
Nas mulheres, grande parte dessas mudanças está diretamente ligada ao processo do climatério, sendo caracterizado por calores intermitentes e em ondas; irritabilidade; 
aumento da sensibilidade emocional e alterações no sono (Freitas & Miranda, 2006). Há uma redução do nível dos estrogênios (hormônio feminino) que determina a diminuição da elasticidade da parede vaginal e das glândulas mucosas, de forma que sua lubrificação se manifesta menos rápida ou abundante, causando irritação, incômodo e dor durante a relação, podendo às vezes lacerar-se e sangrar (Capodieci, 2000). 
Com exceção das consequências da menopausa, as mudanças fisiológicas 
normais que acompanham o processo de envelhecimento interferem muito pouco na sexualidade feminina. O declínio do desejo sexual parece ter mais um sentido originário de defesa psicológica do que fisiológica, além de ter influências culturais.
Quanto ao homem, o que verifica-se é uma redução da espermatogênese (formação de novos espermatozóides), uma resposta mais lenta quanto à ereção e a ejaculação pode se retardar ou até mesmo ser ausente. Alterações também podem ser sentidas quanto ao período refratário – tempo existente entre um coito e outro –, que, de poucos minutos na adolescência, pode chegar a 15 ou até 24 horas durante a velhice, bem como quanto ao orgasmo, que passa a ser mais breve (Capodieci, 2000).
Essas mudanças implicam na necessidade de estimulações intensificadas, possibilitando relações amorosas mais prolongadas e carinhosas,  que não se encerram com o orgasmo, tornando a comunicação com o outro e com o mundo, mediante o ato sexual, ainda mais íntima e prazerosa (Rufino & Arrais, 2011).

Então, sexualidade na velhice é sim mais do que normal, estando relacionada com prazer, bem-estar, auto-estima e com a saúde física e mental. Cada um entende do seu corpo e nós, profissionais da saúde e da área da gerontologia, temos a função de auxiliar os idosos a buscarem maneiras que os deixem confortáveis com relação a sexualidade e ao ato sexual em si, lembrando-os sempre de usarem preservativos!  

Uma campanha da Flórida, Safer Sex for Seniors (Sexo Seguro para Idosos) de 2012, fez um filme com idosos ilustrando posições sexuais mostrando que a idade não é um empecilho, contanto que seja feito de forma segura. O site disponibiliza imagens para serem baixadas. Confiram e vejam o vídeo abaixo.    


Nós e as meninas do Singular Idade elaboramos um material sobre o Desejo. Está bem bacana e vocês podem conferir clicando aqui.

E então, o que acharam do tema? O que pensam a respeito? 
Queremos saber a opinião de vocês! Se gostaram, compartilhem para que as pessoas dispam-se de preconceitos.
Agradecemos a visita e esperamos que voltem sempre!
Um grande abraço!

Imagem retirada do site Safer Sex for Seniors




quarta-feira, 20 de julho de 2016

Depressão e envelhecimento

Olá leitores! Esperamos que estejam bem.
Primeiramente, agradecemos a todos pela participação no nosso Blog e nas nossas redes sociais. Cada comentário e manifestação nos deixam muito felizes e nos ajudam a aprimorarmos o nosso trabalho. Continuem nos acompanhando e participando conosco.


Hoje vamos tratar um pouco a respeito de um tema, infelizmente, muito atual: a depressão.
A depressão é uma doença muito frequente, estando presente em diferentes faixas etárias, bem como em idosos, e que traz impactos para a vida do indivíduo, causando sofrimento e prejuízos no desempenho social. Essa doença é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a doença do século nas grandes metrópoles. 

Afinal, qual a diferença entre tristeza e depressão? Toda pessoa triste é depressiva? 
Devemos ressaltar que a depressão é diferente de tristeza e de um processo de luto normal. Geralmente, a tristeza é um dos sintomas dessa doença, acompanhada de desânimo e irritabilidade. Nem toda pessoa triste é depressiva. Algumas vezes passamos por dificuldades na vida que abalam o nosso equilíbrio emocional. Esses momentos podem deixar o indivíduo triste, porém, quando essa tristeza aparece mesmo que em momentos sem motivo aparente ou persiste por um longo período, pode ser um sinal de alerta para início de um quadro depressivo. 

Os sintomas desta doença, além da tristeza recorrente, podem ser inúmeros, como sentimentos de desamparo ou desesperança, isolamento social, ansiedade, autoaversão e autoestima baixa, além de outros sintomas emocionais e físicos. Pensamentos negativos, suicidas e até mesmo tentativas de suicídio podem estar presentes. 
Em idosos, pode se manifestar de maneiras diferentes do que em pessoas de outras faixas etárias. É importante se atentar a sintomas atípicos, mudanças de humor e comportamento, alteração da rotina e de hábitos de vida, além de tristeza e apatia frequentes. Ainda, lapsos de memória e esquecimento podem acontecer devido a um quadro depressivo e não necessariamente por causa de alguma demência. Também, o inverso é frequente: pessoas com demência ou doença de Alzheimer podem apresentar depressão. Por isso é muito importante procurar ajuda profissional e realizar um acompanhamento.

As causas da depressão são diversas, existindo fatores genéticos envolvidos, além de poder ser causada por uma disfunção bioquímica do cérebro: menor produção de substâncias como a serotonina e a endorfina. Elas facilitam a comunicação entre neurônios e influenciam diretamente na sensação de bem-estar. 
Segundo dados de 2012 da OMS, 5% da população global sofre de depressão e, com o passar dos anos, tende a se tornar a doença mais comum do mundo. 

Pensando na depressão ao longo do envelhecimento, ela pode trazer grandes consequências para o indivíduo, se não tratada, podendo levar a delírios, dependendo da intensidade dos sintomas, além de poder desencadear outras doenças.

Agora, por que a depressão está tão associada à velhice?

Geralmente, os idosos são os que mais sofrem com essa doença. Isso se deve ao fato das mudanças que ocorrem na fase da velhice, como: mudanças no corpo, podendo levar à dificuldade da aceitação do processo de envelhecimento; diminuição no desempenho das atividades de vida diária (AVDs), desemprego e aposentadoria, morte do cônjuge e doenças que são relacionadas ao envelhecimento.

Esses e outros aspectos podem levar a quadros depressivos, ainda mais quando um desses fatores ocasiona os demais. Assim, os idosos, por se considerarem mais vulneráveis e com uma produtividade "menor", acabam se convencendo de suas limitações, colocando-as como principais características.

Muitas pessoas dizem que depressão é "frescura", ou então que é apenas um argumento para os médicos e terapeutas ganharem dinheiro. Isso não é verdade! As pessoas que dizem isso não passaram por experiências depressivas,  não apresentaram os sintomas e, também, não possuem conhecimento a respeito. Não ter vontade de levantar da cama, ficar em um quarto escuro prostrado em uma cama é um refúgio para o paciente depressivo.

Na verdade, caros leitores, envolve uma questão psicológica muito forte, pois esses sintomas, como foi citado anteriormente, desencadeiam no organismo uma diminuição da serotonina, que está relacionada com as sensações de prazer e felicidade. Os medicamentos antidepressivos buscam justamente estimular o organismo a produzir mais serotonina no cérebro, de modo a fazer com que o paciente tenha uma sensação de bem-estar.

Um bom acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para tratar a depressão e evitar novas recaídas. Esse tipo de doença, bem como outros transtornos psiquiátricos, são carregados de preconceitos e resistência do indivíduo que sofre com isso e daqueles que o cercam. Quando idosos são acometidos, esses estereótipos podem aumentar, pois o isolamento social é muito associado à algo natural da fase da velhice.

O gerontólogo também possui papel primordial no acompanhamento e identificação dos primeiros sintomas depressivos, através da aplicação de escalas, escuta ativa, elaboração de dinâmicas e práticas diárias para a manutenção do bem-estar, agindo na prevenção do quadro depressivo. Além disso, pode dialogar e orientar os familiares a respeito, oferecendo suporte e informações a respeito.
A socialização do idoso é muito importante para evitar a depressão e até mesmo auxiliar àqueles que já apresentam sintomas. O gerontólogo também pode estimular o idoso a participar de grupos e atividades de sua comunidade a fim de promover o convívio social do mesmo.

Fiquem de olho na nossa próxima postagem, ela falará a respeito da importância da socialização na fase da velhice e terá a participação especial de uma gerontóloga.

Não esqueçam de comentar e deixar a opinião de vocês! Compartilhem com seus amigos e nos acompanhem nas redes sociais.
Agradecemos a visita!
Até a próxima postagem!
Abraços.

Imagem retirada do Google






quarta-feira, 27 de abril de 2016

Envelhecimento ativo: uma política de múltiplos fatores

ENVELHECIMENTO ATIVO

http://www.oregional.com.br/charges/54


Olá queridos leitores, como estão? 

O que estão achando de nossas publicações? Queremos saber a opinião de vocês, que é muito importante para nós!

Acreditamos que todos vocês, em algum momento, já ouviram o termo "envelhecimento ativo". E hoje o post será para falar um pouco a respeito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) "envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas". Esse termo não se refere apenas ao aspecto físico da pessoa mas também à participação da mesma nas questões sociais, culturais, econômicas, espirituais e civis. Assim, aqueles que se aposentam ou que possuem alguma doença podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e até mesmo países.

O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais.

Em 2005, a OMS elaborou uma cartEssesobre o tema, denominada "Envelhecimento ativo: Uma política de saúde". Nela são abordados aspectos epidemiológicos e demográficos, que permitem descobrir as causas do envelhecimento populacional,  bem como programas e políticas voltados para essa temática. Nessa cartilha a OMS relata sobre os três pilares nos quais o envelhecimento ativo se apoia, que são eles participação, saúde e segurança, e a relação destes com os determinantes do envelhecimento ativo e os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). Esses pilares representam que para se alcançar uma condição de saúde para envelhecer bem é necessário a participação e o engajamento dos indivíduos, e acompanhamento, com a finalidade de garantir a segurança da pessoa consigo mesma



Atualmente existem diversos Congressos e Seminários que abordam essa temática. Envelhecimento ativo além de favorecer a saúde, como comentado acima, ela permite que o idoso desenvolva novas habilidades, experiências, sem falar em uma maior satisfação pessoal, pois está intimamente relacionado com sua autoestima.

Envelhecer ativamente é mais do que uma forma para envelhecer é um hábito de vida que pode auxiliar na prevenção de doenças crônicas, como Diabetes, Hipertensão, Doenças Cardiovasculares, dentre outras. Abordaremos mais detalhadamente essas doenças e suas causas em posts futuros.

Esse processo possui alguns determinantes, que possuem suas mais variadas formas, dentre eles: determinantes comportamentais, pessoais, sociais, econômicos e o ambiente no qual as pessoas estão inseridas. Muitas vezes esses fatores estão associados a questões de gênero, e com a cultura dos diferentes países. Ou seja, a pessoa que envelhece no Brasil possui características diferentes do que as que envelhecem na Europa, o idoso brasileiro é diferente do europeu.

A partir desses e de outros indicadores que se é possível determinar a faixa etária da população idosa, que mundialmente é aceita como acima dos 60 anos, porém em alguns países essa idade corresponde somente para a população feminina, enquanto que os homens são considerados idosos a partir dos 65 anos.

Tais aspectos influenciam diversas políticas, como por exemplo a de aposentadoria, assento preferencial em veículos de transporte, Benefícios de Prestação Continuada (BPC), entre outros.

Assim, o envelhecimento ativo é composto por diversos fatores, que associados auxiliam na elaboração de direitos e deveres da população idosa. É uma condição que pode ocorrer desde o nascimento. A forma como envelhecemos, seja ela bem sucedida ou mal sucedida, depende única e exclusivamente de nós mesmos, sendo nossa responsabilidade a autonomia de cuidado com o corpo, com a mente, com as emoções. Afinal somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. Porém, o ambiente em que estamos inseridos influencia diretamente nas nossas vidas e do suporte que ele nos proporciona. Por isso, ainda são necessárias muitas adaptações nos diversos equipamentos e instituições para atender melhor a população.

Esperamos que tenham gostado do post de hoje.

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Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse ou outros temas relacionados entre em contato conosco!

Abraços!




quarta-feira, 23 de março de 2016

A criança de hoje é o idoso de amanhã

Olá Pessoal! Como passaram a última semana? Esperamos que bem. :)

O nosso texto de hoje tem como objetivo fazer com que a gente reflita a respeito de como os idosos são vistos pela sociedade e sobre o nosso próprio processo de envelhecimento. Também, a discutir um pouco sobre como as crianças de hoje se preparam para suas fases adulta e da velhice.

Através de diversas conversas entre nós e com outros colegas e por aulas que já tivemos, nós discutimos e pensamos muito em como a sociedade enxerga as pessoas idosas e sobre o medo em que a maioria tem de envelhecer e de ficar velho. E, principalmente, sobre qual é a visão que as nossas crianças tem a respeito da velhice e do seu próprio processo de envelhecimento.

Por que, no nosso país, valorizamos mais as crianças do que os idosos? Na verdade, não pensamos que as crianças de hoje serão os idosos de amanhã, porque ninguém pára para pensar que um dia vai envelhecer, como desejam envelhecer ou o real significado do processo de envelhecimento. Nem nos preparamos para fazer dessa fase a melhor possível, pensamos principalmente nas dificuldades e declínios que essa fase apresenta ou, então, achamos que somente os outros envelhecem, que continuaremos a ser jovens eternamente.

Para que este cenário se transforme, é necessário que antigos valores sejam repassados para as crianças, que são replicadoras de informações dentro dos seus lares e precisam de esclarecimentos relacionados ao tema. 

Uma proposta é introduzir assuntos e disciplinas que abordem o envelhecimento e a velhice nas escolas para iniciar a conscientização da sociedade, desde os mais jovens, bem como a preparação dos professores.

Outra maneira de ensinar as crianças a valorizarem e a respeitarem os idosos é promover encontros intergeracionais, ou seja, encontros que ocorrem entre indivíduos pertencentes a diferentes grupos etários, não se restringindo apenas ao contexto familiar mas, também, envolvendo todo o campo social. 

Visitas à Instituições de Longa Permanência já acontecem, mas, por vezes, visitar apenas esse tipo de Instituição pode construir e reforçar uma imagem negativa da velhice para as crianças, que podem generalizar que todos os velhos irão necessitar desse tipo de cuidado. A velhice é heterogênea e cada um possui necessidades individuais, ou seja, não existe um padrão.

Para promover relações intergeracionais há diversos modos, como convidar idosos da comunidade a visitarem escolas e a participarem de dinâmicas com os alunos, a compartilharem histórias de vida e, também, a levar os alunos para visitarem outras instituições, como Núcleos de Convivência, que atendem um publico de idosos mais ativos.
Além disso, informar as crianças e os jovens sobre o próprio processo de envelhecimento, a longo prazo, é muito importante, pois, pode propiciar à aquisição de hábitos mais saudáveis de vida, como alimentação saudável e prática regular de exercícios.

Segundo a Política Nacional do Idoso (lei 8.842/94) o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos. Para garantir a inserção social dos idosos, propõe, ainda, a inclusão nos currículos mínimos, nos diversos níveis do ensino formal, conteúdos voltados para o processo de envelhecimento, de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto. A intergeracionalidade é prevista a partir da viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais gerações.

O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) no art. 3 prevê o estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicosociais do envelhecimento, para isso sugere a inclusão do tema envelhecimento nos currículos mínimos da educação formal (art. 22). Ressalta, também, no art. 21, a importância do idoso quanto à transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações, no sentido da preservação da memória e da identidade culturais.

É previsto por lei que informações, conhecimento e preparação de profissionais a respeito de temas gerontológicos sejam abordados desde o ensino básico. É necessário mostrar que envelhecer não é sinônimo de declínio e que existem muitos pontos positivos.

Atualmente, vivemos em um mundo e em uma sociedade que cada vez mais notícias tristes e caóticas são veiculadas, o que nos faz pensar a vida como sinônimo de desgraça, tragédia ou então sofrimento. E acabamos nos esquecemos que existem coisas boas na vida, como, por exemplo, estudar, formar, namorar, casar, passar momentos e festas com os familiares e amigos, ter um emprego, ser um profissional, utilizar o conhecimento para ajudar o próximo, viajar e conhecer novas culturas, entre outros diversos valores que podemos enunciar aqui, mas que em verdade muitas vezes não pensamos, seja pela vida automatizada que levamos, seja pelo o que o ambiente nos oferece.

Envelhecer não é apenas uma preparação para a morte. É conseguir transmitir experiências de vida às gerações futuras de modo a auxiliar os mais jovens a desenvolverem suas habilidades e competências. A vida, muitas vezes, não é fácil, mas existem pessoas que cruzam nossos caminhos para nos ensinar o quanto vale à pena passar pelas dificuldades. Afinal, só temos alegrias se temos dificuldades para superar e aprender com as mesmas.

Esperamos que tenham gostado dessa matéria. Se você quer saber mais sobre o nosso trabalho entre em contato conosco!

Leia mais a respeito em: http://portaldoenvelhecimento.com/revista-nova/index.php/revistaportal/article/viewFile/196/196


sábado, 20 de fevereiro de 2016

Esquecimento é coisa de velho?

Olá pessoal! Como estão? Esperamos que tenham tido uma ótima semana!

Hoje vamos falar um pouco sobre esquecimentos e perda de memória, discutindo sobre a linha tênue do que é considerado normal e patológico.



Vamos iniciar com algumas questões: Vocês acham que todos os idosos tem problemas de memória? Acham que todos nós vamos ficar esquecidos quando ficarmos velhos?

A maioria da sociedade acredita que sim e, ainda, que esquecer é algo natural. Pois nós afirmamos que não é. Com o processo de envelhecimento acontecem diversas alterações naturais no nosso organismo, bem como no nosso cérebro. Muitas teorias apontam que começamos a apresentar uma alteração cognitiva a partir dos 25 anos de idade. Mas, não é para ficarem assustados! São pequenas alterações que interferem na nossa atenção e na possibilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, por exemplo, o que não é muito indicado de qualquer forma.

As pessoas geralmente tem medo de envelhecer, pois apresentam uma vaga noção de que vão começar a esquecer objetos em diferentes lugares, do nome dos familiares e de sua fisionomia. É verdade que, em alguns casos, os esquecimentos podem ocasionar acidentes, como por exemplo, deixar a boca do fogão acesa, ou o gás de cozinha. Quando os esquecimentos tornam-se frequentes e colocam o indivíduo ou outras pessoas em risco é necessário prestar atenção e procurar ajuda profissional.

Tais situações são mais frequentes do que imaginamos, e podem ser um indicativo de que a memória já não é como antes. Mas, afinal, o que é memória? Segundo Lent (2010), memória pode ser definida como a capacidade do indivíduo de processar, adquirir e recuperar informações.
Além disso, tem subdivisões e é influenciada pelo nosso sistema sensorial e pelo ambiente em que estamos.

Quando começam a ocorrer falhas no processamento das informações podemos dizer que o indivíduo está sofrendo de declínio cognitivo e, em alguns casos, de síndromes demenciais, que podem ser de vários tipos, como: depressivas, Doença de Alzheimer, Demência Senil, entre outras (Gonçalves e Carmo, 2012).
Porém, atenção! Nem todo esquecimento é causado por alguma demência. Não temos como guardar todas as informações que recebemos ao longo de nossas vidas e nem tudo o que vivenciamos ao longo do dia. Temos que perceber o grau desses esquecimentos e se é algo recorrente.
Todos esses tipos de síndromes podem apresentar em seu estado agudo um momento de delirium (que é quando o indivíduo está no momento de confusão mental), em que há a intensificação de sinais como: agressividade, irritabilidade, inquietude, entre outros sintomas.

Mas, afinal, como reconhecer se o seus familiares possuem um indício de Síndrome Demencial? É simples. Bastam observar alguns sinais relevantes:

- Verifique se o olhar da pessoa permanece estático, sem piscar, de modo que atravessa objetos e pessoas o qual mantêm o foco;

- Verifique se ele repete informações ou se utiliza diversas vezes a mesma expressão, mesmo que em tom baixo;

- Observe a comunicação não verbal do indivíduo (Ex: movimentação, se está agitado ou inquieto, expressão facial, se está irritado ou angustiado, principalmente após episódios de esquecimento ou confusão, entre outros sinais).

Muitos cuidadores, sejam eles familiares ou profissionais, sentem-se incapazes ou impossibilitados de fazer algo pelas pessoas que possuem algum tipo de demência, principalmente quando estão em um momento de delirium.
E, então, o que podemos fazer?

- Primeiramente mantenha a calma e compreenda o que acontece com a pessoa. Ás vezes o que parece normal para quem cuida, é um fator estressante para quem é cuidado;

- Procure identificar o fator estressante, que pode ser um fator ambiental (Ex: um ruído estridente, barulho de máquinas ou eletrodomésticos, aromas, luminosidade...) ou fatores psicossociais (Ex: pessoas, palavras proferidas, gestos e expressões faciais ou corporais,...);

- Se possível, afaste o fator estressante;

- Fale de modo claro e em tom suave;

- Tente trazer o paciente à luz dos acontecimentos, conversar, explicar e orientar a pessoa que está em delirium. Atenção! Algumas vezes essa prática pode acentuar os sintomas. Então procure colocar o indivíduo a frente da situação, para que ele reflita sobre o que está acontecendo;

- Proporcionar atividades prazerosas à pessoa que sofre com alguma demência. Atividades com música costumam ser bem aceitas e proporcionam boas sensações,

- Procure ajuda especializada.

Pessoas com graus intermediários e elevados de demência, possuem momentos de lucidez. É preciso aproveitar esses momentos para tranquilizar a pessoa. Quem pensa que somente idosos possuem demência, estão enganados. Foram relatados alguns casos, na Europa e América do Norte, de jovens a partir de 25 anos, e adultos a partir de 50 anos que possuíam Doença de Alzheimer.

Além disso, outras situações podem causar amnésia e confusão mental nas pessoas, como lesões, quedas e tumores no cérebro. E, a confusão mental (delirium) pode se manifestar como um sintoma de outras doenças, principalmente em idosos, podendo ser alguma infecção ou, até mesmo, desidratação.
Outros fatores que podem ocasionar perda de memória são depressão, ansiedade e estresse. Então, é sempre bom dar uma relaxada realizando exercícios de respiração, por exemplo.

Os nossos hábitos diários interferem diretamente no funcionamento do nosso corpo e da nossa mente. Por isso, cuide-se sempre. Beba muita água, desafie a sua memória, tente aprender algo novo, realize atividades prazerosas, tenha uma boa alimentação e faça exercícios físicos. Sabemos que a vida é corrida e que nem sempre temos tempo ou recursos para realizar tudo o que queremos, mas, sempre podemos melhorar um pouco por vez.

Por isso não é a toa aquele ditado: "Mente sã em um corpo são..." - John A. Locke.

Esperamos que tenham gostado e que as informações tenham sido úteis. Comentem sobre o que acharam e sobre possíveis dúvidas ou curiosidades. A opinião de vocês é muito importante!
Obrigada pela visita e voltem sempre!
Abraços.

Essa matéria foi baseada em nossas palestras, se você gostou do conteúdo, entre em contato conosco.

Se você deseja saber mais sobre nossa atuação, ou sobre os conteúdos que abordamos, envie-nos um email.



Referências

LENT, Robert. Cem bilhões de neurônios-Conceitos Fundamentais em Neurociência. 2ª. Edição, Editora Atheneu, 2010.

GONÇALVES, Endy-Ara Gouvea; CARMO, João dos Santos. Diagnóstico da doença de Alzheimer na população brasileira: um levantamento bibliográfico.Revista Psicologia e Saúde, v. 4, n. 2, p. 170-176, 2012.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É Carnaval! Tempo de redobrar os cuidados!

Oooolá pessoal! Todos preparados para o Carnaval?
Sei que nem todos gostam de "pular Carnaval", mas a gente sempre acaba aproveitando o feriado de algum jeito.
Aproveitando a época de folia, é importante relembrar que devemos redobrar o cuidado nessa época. Não se esqueçam de tomar bastante água, passar protetor solar e repelente! ;)
E falando em prevenção, é bom reforçar o uso de preservativos. Sabemos que é importante o seu uso, não só para evitar uma gravidez não planejada mas também para evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida) e até o Zika vírus, que, infelizmente, está muito presente e estudos estão demonstrando que pode ser transmitido através de relações sexuais.
A AIDS é causada pelo vírus HIV, que ataca as células de defesa do nosso corpo e que está presente no sangue, no sêmen, na secreção vaginal e no leite materno, podendo ser transmitido das seguintes formas:
  • Sexo sem camisinha. Podendo ser vaginal, anal ou oral;
  • De mãe infectada para o filho durante a gestação, no parto ou através da amamentação;
  • Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado com o HIV;
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

    Para evitar o contágio/transmissão da doença basta usar preservativo em todas as relações sexuais 
    e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas. O preservativo está disponível na rede pública de saúde!

    Segundo o Portal Brasil, d
    urante o carnaval haverá distribuição de 5 milhões de preservativos em ações especiais nos blocos, com a presença do Homem Camisinha, em cidades como Recife, Olinda, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Ouro Preto. Serão enviados, a bares selecionados, dispensers com preservativos e cartazes para sinalização dos pontos de distribuição gratuita
    Então não tem desculpa, hein! ;)

    Segundo o mesmo portal, em seis anos, dobrou o número de pessoas que realizam tratamento contra a AIDS no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso indica que ainda é preciso tomar muito cuidado e cada um fazer a sua parte.
    A AIDS vem crescendo dentre o público da terceira idade (pessoas com 60 anos ou mais). De acordo com o Boletim Epidemiológico do Departamento de DST e Aids, do Ministério da Saúde, de 1980 até junho de 2011, foram notificados 16.838 casos de Aids em pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Em 2000, foram registrados 702 casos nesta faixa etária. O aumento da doença nessa faixa etária se deve a diversos motivos, como idosos que tem relações sexuais extraconjugais e não se previnem, por questões culturais, por não precisarem se preocupar com gravidez, preconceitos por parte do próprio idoso e da sociedade e também por falta de informação. Leiam mais em: http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/sexualidade.

    Ainda, o IBGE 2015, aponta que a população de idosos infectados com o vírus HIV é três vezes maior do que a população de jovens de 18 a 24 anos, representando 11,9%.

    O portal DST- AIDS e Hepatites Virais, informa que os sintomas da Aids nessa faixa etária podem ser confundidos com outras infecções, tornando o diagnóstico um pouco mais difícil. 
    Tanto a pessoa idosa quanto os profissionais da saúde tendem a não pensar na Aids e, muitas vezes, negligenciam a doença nessa faixa etária. O diagnóstico tardio permite o aparecimento de infecções cada vez mais graves e compromete a saúde mental da pessoa idosa (podendo causar até demência). Dados do IBGE 2015 mostram que a população idosa é a maior com diagnóstico tardio da doença.
    Quanto antes começar o tratamento correto, mais o soropositivo ganha em qualidade de vida. Por isso, recomenda-se fazer o teste. É rápido, seguro e pode ser feito em qualquer unidade pública de saúde.
    Então, divirtam-se e curtam muito esse carnaval mas com muita responsabilidade! É importante para você e para o próximo.
    Espero que tenham gostado das informações e queremos que nos contem suas histórias de Carnaval e como irão curtir esse feriadão. E não se esqueçam de compartilhar e comentar o que acharam.
    Um abraço e até o próximo post! (:                           
                     

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mas, afinal, o que é Gerontologia?

Olá pessoal !
Como post inicial nada mais justo do que contarmos um pouco sobre o que é a Gerontologia. Vamos tentar relatar de maneira clara e resumida. 


A Gerontologia é um campo relativamente novo no Brasil, mas historicamente ela é bastante difundida nos países da Europa Ocidental e Ásia, pelo fato de sua população ter envelhecido precocemente, por conta de fatores epidemiológicos, como a diminuição das taxas de fecundidade, natalidade, mortalidade e o controle de doenças crônicas e epidemiológicas. 

Mas, afinal, o que é Gerontologia?

A Gerontologia é a ciência que estuda o envelhecimento nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais (biopsicossociais), sendo um fenômeno que se inicia desde o nascimento até o óbito, passando por todas as fases do desenvolvimento humano (o ciclo vital). Essa ciência leva em conta a cultura e a espiritualidade do indivíduo, de modo a se adaptar à realidade em que o mesmo vive, não sendo uma ciência médica, mas sim com uma abrangência multi e interdisciplinar.

Existem diferentes tipos de profissionais: aqueles oriundos de outras áreas do conhecimento com pós-graduação em Gerontologia, que são denominados gerontologistas (ou especialistas em gerontologia) e aqueles que fizeram graduação do tipo bacharelado em Gerontologia, denominados de gerontólogos, além dos profissionais que realizam cursos técnicos na área, denominados de técnicos em gerontologia. 

"Mas, afinal...qual é o papel desse profissional? O que faz um gerontólogo? É tipo cuidador?"

O gerontólogo é um profissional generalista capacitado para compreender, criar, planejar, desenvolver e avaliar formas de apoio ao idoso, seus cuidadores familiares e ações de promoção do envelhecimento saudável. O gerontólogo pode trabalhar na gestão de casos, atuando individualmente ou como membro de uma equipe multiprofissional, fornecendo uma visão generalista e integral sobre o processo de cuidado. Preocupando-se com os aspectos biopsicossociais envolvidos nesse processo e, com a promoção da qualidade de vida e bem estar, tanto de uma pessoa idosa, de um familiar ou de uma pessoa mais jovem.

Podendo atuar também na área da gestão organizacional, em instituições que prestam serviços à população idosa e voltando-se para a promoção do envelhecimento ativo.


O gerontólogo possui a habilidade de planejar e acompanhar ações voltadas para a linha do cuidado e para a promoção do envelhecimento ativo e bem-sucedido, conferindo-lhe a atuação na coordenação de grupos e equipes.


Outro papel importante desse profissional é na área de socioeducação, atuando na educação permanente de profissionais e cuidadores, bem como na educação para o envelhecimento, podendo trabalhar com diferentes grupos etários, visando a construção de conhecimento sobre o processo de envelhecimento e a valorização da pessoa idosa. 

Olha só quanta coisa podemos fazer! E como podemos colaborar para melhorar diversos aspectos na sociedade. Você pode não gostar de atuar nessa área e não se identificar. Mas você não pode negar o fato de que está envelhecendo, pois todos estamos envelhecendo, o tempo todo. Além disso, todos temos familiares, sejam eles pais ou avós que são mais idosos e, que em algum momento, podem necessitar de uma atenção específica.

Então, criamos este blog para ajudar a entender e compreender o processo de envelhecer das pessoas que nos cercam e o nosso próprio. Procuraremos trazer diversos assuntos que nos rodeiam todos os dias sob a perspectiva gerontológica. Buscaremos trazer informações científicas e novidades sobre o envelhecimento, sempre com qualidade. Afinal, conhecimento nunca é demais e sempre nos ajuda em diversos momento de nossas vidas. É algo que sempre iremos carregar conosco.

Por isso o blog foi criado, com a intenção de informar a população e disseminar os conhecimentos gerontológicos. A opinião de vocês é muito importante. Comentem sobre o que acharam e sobre qual tema vocês tem curiosidade de saber mais.

Participem!!:D Assim, podemos construir junto com vocês uma página mais interessante e que atenda às suas necessidades.

Esperamos que tenham gostado e que visitem sempre a nossa página. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão estamos a disposição. Nossos contatos podem ser encontrados no menu do blog.

Obrigada e abraços!