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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sexualidade na Velhice

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Hoje resolvemos trazer um assunto que ainda é um tabu para a sociedade e cercado de estereótipos: a sexualidade na velhice.
Quem pensa que a sexualidade trata-se apenas do ato sexual em si engana-se. Ela está ligada à nossa identidade, diz respeito a quem nós somos e é uma expressão do nosso self, além de estar ligada com a maneira de como lidamos e manifestamos nossos sentimentos.
Tem a ver com a energia que nos motiva, com o desejo e a libido. 

A OMS traz o segundo conceito a respeito: "A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito (relação sexual) e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas, e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto a saúde física e mental."

O sexo e a sexualidade na velhice são associados como um ato vergonhoso e, muitas vezes, como algo proibido. A família e a sociedade enxergam os idosos como assexuados e inativos sexualmente, o que é um grande mito. Esses estereótipos acabam reprimindo os idosos e fazendo com que eles não abordem o tema, até mesmo com profissionais da saúde, deixando de tirar dúvidas que possam ter e de cuidarem de seus corpos, comprometendo a sua saúde pois podem fazer o uso indiscriminado de viagra e não usarem preservativos. Essa última questão pode estar ligada a diversos motivos:  por preconceitos quanto ao uso de preservativos e por falta de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS, associando ao uso de preservativos uma relação sexual ruim e por terem a ideia de que é apenas um método contraceptivo.
Pesquisas apontam que muitos idosos acreditam que a AIDS só pode ser contraída e transmitida por determinados grupos e que pode-se contrair através da picada de mosquitos. 
Ainda, por parte dos profissionais de saúde, pode haver dificuldade em abordar o tema com um paciente idoso, o que pode intensificar a problemática citada acima.
É importante lembrar que a AIDS tem crescido entre a população mais velha e que os profissionais e as unidades de saúde tem o papel de divulgar informações a respeito e maneiras de prevenir.

Com relação às mudanças fisiológicas da sexualidade do idoso, alterações naturais vão acontecendo ao longo do envelhecimento e estão relacionadas com as características genéticas e com o estilo de vida de cada um. É importante salientar que a vida sexual existe e permanece viva até que se alcancem os mais altos níveis de idade.
Nas mulheres, grande parte dessas mudanças está diretamente ligada ao processo do climatério, sendo caracterizado por calores intermitentes e em ondas; irritabilidade; 
aumento da sensibilidade emocional e alterações no sono (Freitas & Miranda, 2006). Há uma redução do nível dos estrogênios (hormônio feminino) que determina a diminuição da elasticidade da parede vaginal e das glândulas mucosas, de forma que sua lubrificação se manifesta menos rápida ou abundante, causando irritação, incômodo e dor durante a relação, podendo às vezes lacerar-se e sangrar (Capodieci, 2000). 
Com exceção das consequências da menopausa, as mudanças fisiológicas 
normais que acompanham o processo de envelhecimento interferem muito pouco na sexualidade feminina. O declínio do desejo sexual parece ter mais um sentido originário de defesa psicológica do que fisiológica, além de ter influências culturais.
Quanto ao homem, o que verifica-se é uma redução da espermatogênese (formação de novos espermatozóides), uma resposta mais lenta quanto à ereção e a ejaculação pode se retardar ou até mesmo ser ausente. Alterações também podem ser sentidas quanto ao período refratário – tempo existente entre um coito e outro –, que, de poucos minutos na adolescência, pode chegar a 15 ou até 24 horas durante a velhice, bem como quanto ao orgasmo, que passa a ser mais breve (Capodieci, 2000).
Essas mudanças implicam na necessidade de estimulações intensificadas, possibilitando relações amorosas mais prolongadas e carinhosas,  que não se encerram com o orgasmo, tornando a comunicação com o outro e com o mundo, mediante o ato sexual, ainda mais íntima e prazerosa (Rufino & Arrais, 2011).

Então, sexualidade na velhice é sim mais do que normal, estando relacionada com prazer, bem-estar, auto-estima e com a saúde física e mental. Cada um entende do seu corpo e nós, profissionais da saúde e da área da gerontologia, temos a função de auxiliar os idosos a buscarem maneiras que os deixem confortáveis com relação a sexualidade e ao ato sexual em si, lembrando-os sempre de usarem preservativos!  

Uma campanha da Flórida, Safer Sex for Seniors (Sexo Seguro para Idosos) de 2012, fez um filme com idosos ilustrando posições sexuais mostrando que a idade não é um empecilho, contanto que seja feito de forma segura. O site disponibiliza imagens para serem baixadas. Confiram e vejam o vídeo abaixo.    


Nós e as meninas do Singular Idade elaboramos um material sobre o Desejo. Está bem bacana e vocês podem conferir clicando aqui.

E então, o que acharam do tema? O que pensam a respeito? 
Queremos saber a opinião de vocês! Se gostaram, compartilhem para que as pessoas dispam-se de preconceitos.
Agradecemos a visita e esperamos que voltem sempre!
Um grande abraço!

Imagem retirada do site Safer Sex for Seniors




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