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quarta-feira, 22 de março de 2017

O Gerontólogo​: o que faz esse profissional?

Queridos leitores! Como estão? 
O que tem achado de nossos conteúdos por aqui e das nossas redes sociais? Vocês tem sugestões? Não hesitem em nos escrever! Estamos abertos às opiniões de todos.

Nesse post, estamos trazendo novamente um assunto que ainda gera muitas dúvidas: O que faz o Gerontólogo? 
Tentaremos responder a essa pergunta ao longo do texto através de nossas próprias experiências e também nos baseando nas atuações de nossos colegas.

Nós já escrevemos um pouco a respeito da Gerontologia e se você quer saber mais clique aqui.
O gerontólogo é um profissional novo que vem atender a uma nova demanda: o envelhecimento populacional. Está acontecendo uma transição demográfica, ou seja, a pirâmide etária está mudando: o número de idosos vem crescendo e o de jovens diminuindo.
Confiram o vídeo abaixo elaborado pela rede UNA-SUS para entenderem melhor esse fenômeno.


Os avanços medicinais, o melhor acesso às informações, os avanços tecnológicos, além de hábitos mais saudáveis são aspectos que possibilitaram o aumento da longevidade e da expectativa de vida no mundo todo. Porém, alguns países se prepararam melhor do que outros para lidar com esse processo. O Brasil está engatinhando nessa questão e ainda há muito o que precisa ser pensado e repensado. Infelizmente, a fase da velhice é muito rotulada pela sociedade que não possui informações e educação relacionada ao processo de envelhecimento e à velhice. Cada vez mais são necessárias políticas públicas específicas que atendam com qualidade às necessidades da população mais velha. Alguns avanços já são vistos mas ainda não é o suficiente.

Nesse contexto, o gerontólogo pode auxiliar com o seu conhecimento biopsicossocial, cultural e econômico que possui a respeito do processo de envelhecimento e da fase da velhice. Esse profissional é preparado ao longo da graduação para ter um olhar diferenciado e especializado para essa parcela da população. Além disso, pode atuar em todas as fases do ciclo de vida, oferecendo capacitação e educação permanente para equipes que atendam grande número de idosos, formação à cuidadores de idosos, orientação e apoio aos familiares, auxiliar na construção de conhecimento a respeito do próprio envelhecimento e na valorização da pessoa idosa.
É um profissional que tem como objetivo somar as equipes e auxiliar com os seus conhecimentos a fim de proporcionar um atendimento mais qualificado a todos e oferecer um serviço de qualidade. Sendo assim, pode integrar equipes multiprofissionais em unidades de saúde, hospitais, Instituições​ de longa permanência, centros dia, centros de convivência e demais equipamentos, realizando a gestão de casos e avaliação ampla. Além disso, pode realizar atendimentos domiciliares, esclarecendo dúvidas de cuidadores, familiares e auxiliar nas dificuldades que podem surgir na fase da velhice.
Por ter uma formação ampla e com disciplinas de gestão no currículo, o gerontólogo tem a capacidade de atuar nessa área, trabalhando na administração de instituições que prestam serviços à população idosa e voltados para a promoção do envelhecimento ativo. Além de elaborar, promover e coordenar ações para informar a população sobre os cuidados específicos com os idosos, propor projetos e políticas públicas que melhor atendam às necessidades da velhice.
Há a possibilidade desse profissional seguir carreira acadêmica e na área da pesquisa.

As possibilidades são inúmeras, visto que todos envelhecemos a cada dia, desde a fecundação e que a velhice é uma fase do ciclo de vida.
 Vocês pensam nesse processo? Pensam em como querem chegar na velhice? Cuidam de suas saúde, de seus corpos e se planejam economicamente? Já pensaram onde e como querem morar quando forem idosos? O que vocês estão fazendo hoje para que tenham qualidade de vida no futuro?
O gerontólogo pode te ajudar a gerir todas essas questões.

E, o dia 24 de março é o dia do Gerontólogo! Parabenizamos à todos que lutam fortemente por essa profissão e aos nossos colegas tão especiais. Juntos iremos mais longe. Deixamos o nosso agradecimento especial à Associação Brasileira de Gerontologia que nos representa brilhantemente.
Está tramitando no Senado um projeto de lei para a regulamentação da nossa profissão. Saiba mais acessando o link a seguir e vote SIM. O sim para uma sociedade com maior qualidade de vida m todas as suas fases! http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114007

Agradecemos a visita de todos e continuem nos acompanhando. Se desejam saber mais entrem em contato conosco. Será um prazer conversar com vocês.
Não esqueçam de compartilhar a postagem para que o maior número de pessoas possa conhecer e entender a respeito do gerontólogo!
Um grande abraço a todos!

"Envelhecer, ainda, é a única maneira que se descobriu de viver muito tempo."  Charles Saint-Beuve



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Refletindo sobre o Alzheimer

Olá queridos leitores!

Como estão?
Finalmente estamos postando por aqui. Vieram as festas de fim de ano e estamos bastante atribulados com nossos trabalhos, por isso a demora. Pedimos desculpas e que não desistam de nós! 
Temos postado novidades nas nossas redes sociais, não esqueçam de nos seguirem por lá também!
Por falar em novidades, já conferiram os folders que elaboramos em parceria com as meninas do Singular Idade? São quatro temas bem interessantes. Confiram na seção "Material informativo", no menu principal.

Hoje estamos compartilhando um texto muito bacana, interessante e sensível sobre doença de Alzheimer, escrito por Arthur Ruiz, que também é gerontólogo.

Arthur é graduado em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (2013). Foi colaborador no Laboratório de Bioquímica e Biotecnologia na mesma escola (2011-2013). Mestre pelo programa de Mestrado Acadêmico em Saúde e Envelhecimento da Faculdade de Medicina de Marília e aluno pesquisador no Laboratório de Genética na mesma instituição (2014-2016). Doutorando em Farmacologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Pesquisa em Neurofarmacologia do Envelhecimento pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2016-). Atualmente trabalha com vias de neuroproteção na Doença de Alzheimer e longevos.
Como perceberam, ele é super engajado nessa área.
Agradecemos imensamente a sua colaboração! 

Lembrando que esse mês é conhecido como Janeiro Branco, com o objetivo de evidenciar temas relacionados à saúde mental. Saiba mais em http://www.janeirobranco.com.br/

Confiram o texto, a seguir:
"E se, de repente, esquece-se dos últimos 5, 10 anos? E se, de repente, o caminho de volta pra casa ficasse irreconhecível? E se aquelas pessoas próximas de longa data já não tivessem um rosto tão familiar? 
Tais suposições parecem absurdas, mas o que realmente se mostra absurdo é que isso acontece com milhares de pessoas pelo mundo. Segundo dados da Alzheimer’s Disease International (ADI), em 2012, cerca de 35,6 milhões de pessoas eram acometidas pela Doença de Alzheimer. E uma projeção para 2050 de 115,4 milhões. 
Tais números sofrem influência do fenômeno tão comentado hoje em dia, o envelhecimento populacional. E como essa doença é quase que exclusiva à população idosa, sua incidência é diretamente proporcional ao número de idosos em todo mundo.
Por se tratar de uma doença neurodegenerativa, o comprometimento do sistema nervoso é certo, e sinais e sintomas como alteração comportamental, perturbação de processos relacionados à linguagem (afasia) e perda da capacidade de realizar movimentos simples, até então (apraxia) são, comumente, relatados. Mas o sintoma que ficou e continua marcado como sendo clássico na Doença de Alzheimer, é a perda de memória. 
Pesquisadores e profissionais de diversas áreas têm voltado suas atenções a essa doença nos últimos anos e avanços importantes já foram realizados. É como se revirássemos um quarto em busca de algo que precisássemos muito.
Logo na entrada, numa cadeira, sobre algumas mudas de roupa, encontrou-se que a Doença de Alzheimer não é um sinônimo de senilidade, houve a diferenciação entre as alterações cognitivas normais da velhice e a doença em si quando se descobriu indivíduos de meia idade com sintomas e fisiopatologia características da Doença de Alzheimer. Grande parte do séc. XX foi marcado por pesquisas localizacionaistas que tinham como objetivo delimitar áreas para facilitar a didática e tentar compor relações com comportamentos e doenças. E assim foi feito com a Doença de Alzheimer. Parecia que a charada teria seus dias contados quando a ligação entre hipocampo, memória e a doença foi feita. 
Mas não, ainda se tinha muito pra descobrir!
Características moleculares, clivagem de proteína, alterações em neurotransmissores, características genéticas, hábitos de vida, avanço nos diagnósticos, possíveis meios de tratamento. Uma chuva torrencial de novos conhecimentos e aplicações. Mas como num quarto típico de debutante, quanto mais se revira, mais se descobre. E que bom que mais se descobre.
A Doença de Alzheimer é mais multifatorial do que se imagina, desde suas bases moleculares etiológicas até a necessidade de confecção de uma rede de suporte social, no mínimo, estável para o enfrentamento da doença. 
Não se sabe em que gaveta está guardada a tão sonhada cura para a Doença de Alzheimer, mas como num típico quarto de debutante, deve estar muito bem escondida ao lado do diário."

E então, o que acharam?
Deixem seus comentários e compartilhem com seus amigos.
Agradecemos a visita e a companhia!
Um grande abraço. Voltem sempre!


Imagem retirada do Google


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Depressão e envelhecimento

Olá leitores! Esperamos que estejam bem.
Primeiramente, agradecemos a todos pela participação no nosso Blog e nas nossas redes sociais. Cada comentário e manifestação nos deixam muito felizes e nos ajudam a aprimorarmos o nosso trabalho. Continuem nos acompanhando e participando conosco.


Hoje vamos tratar um pouco a respeito de um tema, infelizmente, muito atual: a depressão.
A depressão é uma doença muito frequente, estando presente em diferentes faixas etárias, bem como em idosos, e que traz impactos para a vida do indivíduo, causando sofrimento e prejuízos no desempenho social. Essa doença é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a doença do século nas grandes metrópoles. 

Afinal, qual a diferença entre tristeza e depressão? Toda pessoa triste é depressiva? 
Devemos ressaltar que a depressão é diferente de tristeza e de um processo de luto normal. Geralmente, a tristeza é um dos sintomas dessa doença, acompanhada de desânimo e irritabilidade. Nem toda pessoa triste é depressiva. Algumas vezes passamos por dificuldades na vida que abalam o nosso equilíbrio emocional. Esses momentos podem deixar o indivíduo triste, porém, quando essa tristeza aparece mesmo que em momentos sem motivo aparente ou persiste por um longo período, pode ser um sinal de alerta para início de um quadro depressivo. 

Os sintomas desta doença, além da tristeza recorrente, podem ser inúmeros, como sentimentos de desamparo ou desesperança, isolamento social, ansiedade, autoaversão e autoestima baixa, além de outros sintomas emocionais e físicos. Pensamentos negativos, suicidas e até mesmo tentativas de suicídio podem estar presentes. 
Em idosos, pode se manifestar de maneiras diferentes do que em pessoas de outras faixas etárias. É importante se atentar a sintomas atípicos, mudanças de humor e comportamento, alteração da rotina e de hábitos de vida, além de tristeza e apatia frequentes. Ainda, lapsos de memória e esquecimento podem acontecer devido a um quadro depressivo e não necessariamente por causa de alguma demência. Também, o inverso é frequente: pessoas com demência ou doença de Alzheimer podem apresentar depressão. Por isso é muito importante procurar ajuda profissional e realizar um acompanhamento.

As causas da depressão são diversas, existindo fatores genéticos envolvidos, além de poder ser causada por uma disfunção bioquímica do cérebro: menor produção de substâncias como a serotonina e a endorfina. Elas facilitam a comunicação entre neurônios e influenciam diretamente na sensação de bem-estar. 
Segundo dados de 2012 da OMS, 5% da população global sofre de depressão e, com o passar dos anos, tende a se tornar a doença mais comum do mundo. 

Pensando na depressão ao longo do envelhecimento, ela pode trazer grandes consequências para o indivíduo, se não tratada, podendo levar a delírios, dependendo da intensidade dos sintomas, além de poder desencadear outras doenças.

Agora, por que a depressão está tão associada à velhice?

Geralmente, os idosos são os que mais sofrem com essa doença. Isso se deve ao fato das mudanças que ocorrem na fase da velhice, como: mudanças no corpo, podendo levar à dificuldade da aceitação do processo de envelhecimento; diminuição no desempenho das atividades de vida diária (AVDs), desemprego e aposentadoria, morte do cônjuge e doenças que são relacionadas ao envelhecimento.

Esses e outros aspectos podem levar a quadros depressivos, ainda mais quando um desses fatores ocasiona os demais. Assim, os idosos, por se considerarem mais vulneráveis e com uma produtividade "menor", acabam se convencendo de suas limitações, colocando-as como principais características.

Muitas pessoas dizem que depressão é "frescura", ou então que é apenas um argumento para os médicos e terapeutas ganharem dinheiro. Isso não é verdade! As pessoas que dizem isso não passaram por experiências depressivas,  não apresentaram os sintomas e, também, não possuem conhecimento a respeito. Não ter vontade de levantar da cama, ficar em um quarto escuro prostrado em uma cama é um refúgio para o paciente depressivo.

Na verdade, caros leitores, envolve uma questão psicológica muito forte, pois esses sintomas, como foi citado anteriormente, desencadeiam no organismo uma diminuição da serotonina, que está relacionada com as sensações de prazer e felicidade. Os medicamentos antidepressivos buscam justamente estimular o organismo a produzir mais serotonina no cérebro, de modo a fazer com que o paciente tenha uma sensação de bem-estar.

Um bom acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para tratar a depressão e evitar novas recaídas. Esse tipo de doença, bem como outros transtornos psiquiátricos, são carregados de preconceitos e resistência do indivíduo que sofre com isso e daqueles que o cercam. Quando idosos são acometidos, esses estereótipos podem aumentar, pois o isolamento social é muito associado à algo natural da fase da velhice.

O gerontólogo também possui papel primordial no acompanhamento e identificação dos primeiros sintomas depressivos, através da aplicação de escalas, escuta ativa, elaboração de dinâmicas e práticas diárias para a manutenção do bem-estar, agindo na prevenção do quadro depressivo. Além disso, pode dialogar e orientar os familiares a respeito, oferecendo suporte e informações a respeito.
A socialização do idoso é muito importante para evitar a depressão e até mesmo auxiliar àqueles que já apresentam sintomas. O gerontólogo também pode estimular o idoso a participar de grupos e atividades de sua comunidade a fim de promover o convívio social do mesmo.

Fiquem de olho na nossa próxima postagem, ela falará a respeito da importância da socialização na fase da velhice e terá a participação especial de uma gerontóloga.

Não esqueçam de comentar e deixar a opinião de vocês! Compartilhem com seus amigos e nos acompanhem nas redes sociais.
Agradecemos a visita!
Até a próxima postagem!
Abraços.

Imagem retirada do Google






quarta-feira, 22 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na atenção de alta complexidade


Olá leitores. Esperamos que estejam bem.
Atrasamos a postagem devido aos nossos compromissos profissionais e pessoais. Mas estamos tentando divulgar informações nas nossas redes sociais, por isso sigam-nos no Facebook e no Instagram para nos acompanharem.


Hoje vamos falar sobre a atuação do gerontólogo na atenção terciária ou de alta complexidade, tanto no aspecto social quanto na saúde.


Atenção de alta complexidade ou terciária refere-se ao conjunto de terapias e procedimentos de elevada especialização e acompanhamento constantes.

Os hospitais são os equipamentos que, na área da saúde, atendem demandas mais complexas, como alguns exames e procedimentos. Além disso, possuem equipe qualificada para atender os casos de urgência e emergência. Nesse contexto, como o gerontólogo pode atuar? Por ser um ambiente amplo e com diversos setores, o gerontólogo pode fazer parte da equipe multidisciplinar, auxiliando na comunicação com o paciente idoso e seus familiares, na qualidade de mediador oferecendo suporte aos familiares,  esclarecimento de dúvidas que possam surgir de acordo com cada caso e, orientar nos cuidados recomendados ao idoso pós alta hospitalar. Por termos uma formação com habilidades da gestão também podemos trabalhar nesse sentido, utilizando ferramentas e indicadores para a melhoria do sistema e otimização dos recursos do local.

Já na área social, são as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) que atendem idosos com necessidades mais complexas, e que geralmente não dispõem de condições de permanecerem na família ou para aqueles que se encontram com vínculos familiares rompidos ou fragilizados.

Muitos idosos que vão para essas instituições são encaminhados por terem vivenciado situações de negligência familiar, sofrendo abusos, maus tratos e outras formas de violência, e até mesmo a perda da capacidade de auto cuidado. As ILPIs possuem caráter residencial e, antigamente, eram conhecidas como "asilos". O gerontólogo pode atuar na inclusão dos idosos nas ILPIs, auxiliando-os e acompanhando a adaptação deles na instituição. Tem habilidades para gerir esse tipo de equipamento, além de promover atividades e projetos para que os idosos participem da rotina da instituição, de modo a garantir a autonomia dos idosos residentes.

Muitas vezes as ILPIs são confundidas com Clínicas Geriátricas ou Casas de Repouso, em que os idosos residentes permanecem para receber cuidados de saúde. Na verdade, as ILPIs deveriam ser apenas um local que os idosos permanecessem, caso apresentem dificuldades ou atendimentos específicos. Tal semelhança acaba gerando confusão ao encaminhar o idoso. Basicamente as ILPIs deveriam uma extensão da residência dos idosos, onde, caso necessário, seriam oferecidos serviços de saúde. Enquanto as Clínicas Geriátricas seriam locais de longa permanência, em que os idosos poderiam ter atendimento especializado de saúde com acompanhamento médico integral.

Legalmente, ainda, não possui nenhuma restrição para a definição e diferenciação dessas instituições. Afinal as Clínicas Geriátricas também podem ser consideradas ILPIs.

Então, o papel do gerontólogo é amplo e versátil, visando contribuir, através de seus conhecimentos e habilidades, na melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento aos idosos e seus familiares, a fim de trazer satisfação e bem-estar à todos os envolvidos.

O que acharam? Queremos saber a opinião de vocês! Participem!
Agradecemos a visita de vocês e contamos com a colaboração de cada um para espalhar a Gerontologia.
Um grande abraço!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na Atenção secundária

Olá Caros Leitores,

Esperamos que estejam gostando das postagens. Não deixem de expressar suas opiniões, queremos ouvi-los, deixem seus comentários ao final das postagens, envie-nos um email ou entrenem contato conosco pelas nossas redes sociais! Mais do que transmitir informações, queremos aproveitar para levantar debates a cerca dos assuntos e realizar a troca de informações.

Hoje iremos falar de uma área de atuação do gerontólogo que poucas pessoas conhecem. A atenção secundária, também conhecida como atenção intermediária ou de média complexidade, que compreende equipamentos como: ambulatórios, consultórios, clínicas-dia, centros-dia, centros de referência dos idosos (CRI), entre outros que buscam fornecer atendimento específico à idosos, em um período de tempo pré-determinado.

Uma questão que frequentemente somos abordados é: qual a finalidade desses equipamentos? Bem, os CRIs, são equipamentos que buscam trabalhar com a prevenção e promoção à saúde dos idosos, podendo estarem associados ou não equipewbulatórios e até mesmo hospitais.

Atualmente existem dois CRIs na cidade de São Paulo. Um fica na Zona Norte, chamado de CRI Norte, localizado na Rua Voluntários da Pátria, 4301 - Santana, São Paulo (o site deles colocarei ao final para quem tiver interesse) utilizando o mesmo terreno do Hospital Mandaqui. Esse Centro é referência na cidade, pela qualidade de seu atendimento e dos diversos eventos que realizam, campanhas entre outros serviços, como um acompanhamento psiquiátrico para idosos, oficinas de memória e informática, teatro, entre diversas atividades.

Outro Centro de Referência fica na zona Leste da cidade, em São Miguel Paulista. Antigo CRI Leste, este possui um nome exótico rs (mais longo!), sendo ele o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia "José Ermírio de Moraes", localizado na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34 (Praça do Forró). Além de possuir atividades como oficinas de música para idosos, possui uma ampla diversidade de atendimentos coletivos e individuais, entre eles o de prevenção à fragilidade, que durante muitos anos foi palco do desenvolvimento do curso de Gerontologia da EACH-USP, sendo um dos principais locais de estágio.

Vocês devem estar se perguntando, "como o gerontólogo pode atuar em atendimentos de média complexidade, se vocês vivem dizendo que o gerontólogo não é uma área ligada à medicina?" Pois é, realmente não é uma área relacionada às ciências da saúde. O gerontólogo não pode prescrever medicamentos, nem realizar exames, mas o que ainda é muito discutido na área, é o fato do gerontólogo apresentar conhecimentos de anamnese, ou seja, ele não pode diagnosticar, mas ele tem conhecimento suficiente para entender e acompanhar o desenvolvimento do quadro de saúde dos idosos. Muito dificilmente você verá um profissional de graduação em Gerontologia manuseando uma agulha, ou pulsionando uma veia; mas nada impede que você se especialize em áreas que permitam esse tipo de atuação.
Além disso, o gerontólogo pode desenvolver projetos e programas com foco na prevenção e promoção a saúde e com temas específicos para esclarecer dúvidas da população.

No âmbito social, o gerontólogo pode atuar em Centros de Acolhida e Centros-Dia. Esses equipamentos, principalmente os Centros-Dia, possuem uma característica híbrida, eles podem ter tanto atuações da área da saúde, quanto do aspecto social simultaneamente. Geralmente os profissionais que trabalham em equipamentos desse tipo participam ativamente da gestão local e de equipes, quanto do acompanhamento e encaminhamento de demandas, sejam elas vindas dos usuários, quanto de seus familiares, que possuem dificuldades no cuidado dos idosos.

Mais uma vez, percebe-se como a atuação do gerontólogo pode ser ampla e flexível, sempre com o objetivo de auxiliar a equipe a prestar um bom atendimento ao idoso, visando na melhora de sua qualidade de vida e na otimozação dos serviços.

Esperamos que tenham gostado. 
Não esqueçam de comentar e compartilhar.
Abraços!

Contatos:

CRI Norte

Site: http://www.crinorte.org.br/


IPGG "José Ermírio de Moraes"


E-mail: ipgg-comunicacao@saude.sp.gov.br

Telefones: (11) 2030-4000


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Atuação do gerontólogo na proteção social básica


Olá queridos leitores!
Esperamos que estejam bem.
Queremos agradecer a todos que tem nos acompanhado e nos apoiado. É muito importante que continuem compartilhando com seus amigos e familiares para que cada vez mais pessoas saibam a respeito da Gerontologia. :)

Como dissemos na postagem anterior, vamos escrever uma série a respeito da atuação do Gerontólogo em diversos equipamentos. Vocês podem conferir a primeira clicando aqui
Para dar continuidade falaremos da nossa atuação na proteção social básica ao idoso. 

Assim como existe o Sistema Único de Saúde (SUS), existe também o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que é um modelo de gestão para a execução de projetos, programas e benefícios socioassistenciais. Sua missão é garantir o acesso da população a uma assistência social de qualidade.

A proteção social se divide em básica e especial, de média e alta complexidades, sendo que a proteção básica deve diagnosticar as situações de vulnerabilidade social, ampliar a capacidade e os meios para que as famílias revertam essa situação, prevenir a presença e o agravo das vulnerabilidades e riscos sociais e promover o fortalecimento de vínculos familiares e sociais.
Neste contexto, existem diversos serviços que visam auxiliar o indivíduo e suas famílias nas suas demandas.  Os serviços podem ser executados de maneira direta ou indireta pelo poder público. De forma direta esse atendimento se dá nos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS e de forma indireta pelas Organizações Sociais, sob a coordenação do CRAS.

Com relação ao idoso, o serviço que atende às suas necessidades na atenção social primária é o Núcleo de Convivência de Idosos (NCI).
O NCI destina-se a idosos (idade igual ou superior a 60 anos) em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social. Tem por foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia (poder de decisão) e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares, no convívio comunitário e na prevenção às situações de risco social. Oferece atividades socioeducativas planejadas, baseadas nas características, interesses e demandas dessa faixa etária. Devem incluir vivências que valorizam suas experiências e que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir. Além disso, o NCI oferece proteção social básica no domicílio a idosos em situação de isolamento social, dependência e outros riscos que possam ser identificados, bem como um acompanhamento domiciliar sistemático.

Segundo a Norma Técnica dos Serviços Socioassistenciais (2012), a complexidade desse tipo de atendimento exige maior qualificação dos profissionais, que deverão planejar atividades com metodologia adequada e respaldada nos princípios da Gerontologia.  
Sendo assim, o gerontólogo, com a sua formação biopsicossocial, pode auxiliar em um NCI com suas habilidades e seus conhecimentos, trabalhando em conjunto com os demais profissionais da equipe, como psicólogo, assistente social, gestor técnico e socioeducadores. 

Por ter uma visão global do idoso e habilidades de gestão, o gerontólogo pode auxiliar na gestão do equipamento e das atividades, atuando das seguintes maneiras:
 - Ajudando na elaboração do planejamento semestral e mensal em conjunto com a equipe técnica e a elaborar o cronograma de atividades;
- Coordenar e acompanhar as oficinas realizadas pelos socioeducadores, estando atento para a satisfação e adesão dos idosos às atividades, 
- Realizar avaliações com os mesmos, adaptando o que for necessário; 
- Reavaliar os idosos, investigando a evolução de cada um e observando o que melhorou após a entrada no serviço; 
- Manter os familiares informados sobre o quadro dos idosos, buscando fortalecer os vínculos entre os mesmos; 
- Monitorar as visitas domiciliares servindo de suporte e mediador entre os profissionais, a família e o idoso, elaborando um plano de ação; 
- Realizar avaliações do serviço buscando sempre melhorar o atendimento ao idoso e a qualidade do serviço;
- Buscar parcerias com outras instituições (privadas e educacionais), visando a diversificação do serviço.
De maneira resumida, essas são algumas ações do gerontólogo na proteção social básica aos idosos, lembrando que o trabalho deve ser sempre articulado junto com a equipe, a fim de promover um serviço de qualidade ao idoso, diminuindo o seu isolamento social e a sua situação de vulnerabilidade.

Portanto, o gerontólogo visa contribuir com os demais profissionais, com a intenção de somar, melhorando a qualidade do serviço prestado bem como a qualidade de vida dos idosos. Contribuir na gestão do equipamento e das atividades é um dos pontos fortes.

Esperamos que tenham gostado e queremos saber a opinião de vocês.
Qualquer dúvida, sugestão, crítica ou elogio é só entrar em contato conosco através do nosso e-mail ou de nossas redes sociais.
Abraços e até a próxima! (:


terça-feira, 17 de maio de 2016

Atuação do gerontólogo na atenção primária


Olá caros leitores! Como tem passado? Esperamos que bem!
Pedimos mil desculpas pela nossa ausência aqui no Blog, mas tivemos alguns problemas pessoais. Estamos mantendo as nossas redes sociais atualizadas com pequenos textos. Acompanhem-nos por lá!

Algumas dúvidas chegaram até nós referentes à atuação do gerontólogo nos diversos cenários da atenção. Por isso, decidimos escrever uma série de postagens, sobre a atuação do gerontólogo nos diversos equipamentos que ele possa vir a realizar suas funções.
Vamos começar pela atenção básica ou primária.

No post de hoje falaremos um pouco sobre o nosso papel nesta vertente na área da saúde pública.

A porta de entrada no Sistema de Saúde é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Para utilizar este serviço é necessário ter o cartão SUS (Sistema Único de Saúde). Para saber mais clique aqui.
Os serviços realizados pelas UBS caracterizam-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a proteção e a promoção a saúde, prevenindo agravos e instalação de doenças crônicas, realizando diagnósticos e tratamentos, reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas.

A atuação do gerontólogo em uma UBS pode ser muito ampla, como descrito a seguir:

1. Em programas de prevenção de doenças e promoção a saúde: com a sua formação ampla, o gerontólogo pode coordenar grupos que discutam sobre doenças que são mais prevalentes na velhice, como as doenças crônicas e neurodegenerativas (hipertensão arterial, diabetes, doença de Alzheimer e Parkinson), esclarecendo dúvidas, e oferecendo informações que contribuam para a melhora da qualidade de vida tanto do idoso quanto de seus cuidadores e de pessoas que queiram saber mais sobre e se interessem pelo assunto. É possível trabalhar neste aspecto com grupos de idosos e também de outras faixas etárias, já que a prevenção passando pela educação comunitária é um dos princípios de uma UBS.

2. Compor a equipe multiprofissional da unidade para auxiliar nos casos que envolvam idosos, promovendo o diálogo entre os diversos profissionais, a família e o idoso, ajudando a pensar em medidas que auxiliem na resolução de casos. Esse trabalho é bastante operacional e requer habilidades de gestão de casos, os quais o gerontólogo é habilitado à realizar, bem como mediação de conflitos.

3. Auxiliar na gestão de programas específicos para o idoso, como o Programa Acompanhante de Idosos (PAI) que existe em algumas Unidades em São Paulo, bem como na educação permanente dos profissionais. O gerontólogo pode auxiliar os Acompanhantes Comunitárias de Idosos (ACIs) nas visitas domiciliares, contribuindo com seu conhecimento biopsicossocial para a resolução de casos, além de orientar os familiares a respeito do cuidado ao idoso e em como lidar com as questões inerentes a essa fase, esclarecendo dúvidas e conflitos;

4. Auxiliar no levantamento de dados para a criação de estratégias mais direcionadas, otimizando recursos e tempo. Essa prática é de fundamental importância para desenhar um perfil das pessoas atendidas naquela região, para que ações sejam planejadas para a comunidade;

5. Preparar a equipe para atender pessoas idosas, desde os recepcionistas até os demais profissionais, que, muitas vezes, não possuem preparo para lidar com essa parcela da população, que necessitam de paciência e de alguns cuidados na comunicação (confiram aqui o post sobre comunicação com idosos).

O papel do gerontólogo é amplo e versátil, visando contribuir com os demais profissionais através de seus conhecimentos e habilidades, visualizando o idoso de maneira integral a fim de proporcionar melhorias na sua saúde e na sua qualidade de vida.

De maneira resumida, é assim que nós, gerontólogos, podemos cooperar na atenção básica de saúde. O que acharam? Queremos saber a opinião de vocês! Participem!!
Um grande abraço a todos!


terça-feira, 5 de abril de 2016

Um Senhor Estagiário: Reflexões sobre a aposentadoria


Olá queridos leitores. Como estão? Esperamos que muito bem! (:
Convidamos vocês a conferirem a nossa aba de serviçosque atualizamos recentemente. E, ressaltamos, que qualquer dúvida, crítica ou interesse é só entrar em contato conosco. 

Hoje vamos falar um pouco sobre aposentadoria e, para isso, contamos com a colaboração de uma grande colega e amiga de curso e profissão: a Silvana Bassi Ramos. 

Silvana é formada em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), desde 2015 e é Bacharel em Administração de Empresas desde 2002, pela Faculdade Brasília de São Paulo (FABRASP). 
Como Gerontóloga obteve ampla experiência em estágios nos níveis de atenção primária, secundária e terciária, em equipamentos do campo social e de saúde, destacando os seguintes equipamentos: Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Abrigo Bezerra de Menezes; Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq-HCFMUSP) no Instituto da Dor; Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG); Centro de Referência Cidadania do Idoso (Cresci@); Centro de Acolhida Morada São João e Unidade Básica de Saúde Thérsio Ventura. Nestes locais, foram desenvolvidas ações relevantes, proporcionando maior experiência com a gestão de casos e o desenvolvimento de projetos. Seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado tratou da temática "Aposentadoria e seus significados", realizado na sede nacional do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas (SINDNAPI), tendo orientação da Profª Drª Andrea Lopes.
É membro do grupo de pesquisa Envelhecimento, Aparência, Imagens e Significados (EAPIS), que investiga questões ligadas à linha de pesquisa Envelhecimento Significativo e Engajamento Social, coordenado pela Profª Drª Andrea Lopes.
Sua atuação no mercado profissional: Sócia na empresa DISP Serviços de Seguros Ltda ME e prestadora de serviço para mercado segurador. Seu envolvimento com a Gerontologia se deu através de seus pais que, segundo ela, "sempre foram meus alicerces e por profundo interesse em pesquisas que envolvem: aposentadoria, gestão de pessoas e idosos no mercado de trabalho". Saiba mais sobre ela no seu perfil do LinkedIn.

Vocês já pensaram a respeito da sua aposentadoria? Se planejam desde já e imaginam como querem viver nesse período? A maioria dos jovens não dão importância para essa questão, deixando para pensarem a respeito quando estão prestes a se aposentar. Fazer um planejamento é ideal para que essa fase seja vivida da melhor maneira, sem grandes surpresas.
Abaixo segue o texto que a Silvana escreveu, fazendo uma breve reflexão em torno do filme "Um Senhor Estagiário".

"Meus amigos do blog 'Geronto o quê?' gentilmente me convidaram para falar um pouco sobre Aposentadoria. E, para falar de um assunto tão complexo e amplo, vou usar um dos recursos da Sétima Arte: O cinema.
De uma forma muito particular o filme Um Senhor Estagiário, dirigido por Nancy Meyers (2015), tratou do conflito de gerações, que é algo muito comum dentro das empresas, e com um contorno todo especial abordou o retorno de um aposentado no mercado de trabalho. 
Das várias mensagens que o filme passa, gostaria de destacar algumas que considero importante para o tema da gerontologia: - Devemos ter cuidados com os estereótipos, não se deve julgar antes de se conhecer o trabalho e a capacidade de cada individuo, seja qual for sua idade cronológica. Evite rótulos! - Nunca é tarde para aprender: um senhor de 70 anos pode aprender a utilizar as redes sociais e. em contra partida, pode ensinar toda sua experiência de vida- Aprenda a olhar nos olhos das pessoas.
Os mais velhos merecem ser respeitados e essa é, sem sombra de dúvida, uma das mensagens que marcam a carreira de um gerontólogo, pois ouvir pessoas mais experientes sempre pode ser uma boa estratégia para qualquer negócio e ser um momento de grande aprendizado.
A tão sonhada e desejada Aposentadoria acaba se tornando uma fase difícil de ser vivida quando não planejada durante a vida laboral. Assim, faz-se necessário pensar como será o dia de 'parar de trabalhar', pois quando esse dia chegar é melhor ter um plano, uma estratégia traçada, pois ninguém aguenta ficar de férias permanentes, principalmente para os que gozam de perfeita capacidade física e mental.
Algumas pesquisas apontam que ser aposentado não é algo ruim, pelo contrário, é um momento para curtir mais a vida. Entretanto, outros estudos demonstram que muitos aposentados vivenciam percepções negativas nessa etapa da vida.
Desta forma, percebemos que a Aposentadoria apresenta perfis heterogêneos, que traz momentos de incertezas na vida das pessoas e que o planejamento é muito importante para poder desfrutar com prazer essa fase da vida. "
Como a Silvana descreveu em seu texto, é importante o planejamento prévio da aposentadoria e, além disso, entender que essa fase não é igual para todos. Cada um a vivencia de uma maneira e o importante é estarmos satisfeitos sobre como a desfrutamos. Outro ponto a ressaltar é que não é porque uma pessoa se aposenta que ela deve se afastar do mercado de trabalho e de atividades que realizava anteriormente. Se ela desejar, ela pode e deve continuar a desempenhar as sua funções e a realizar as tarefas que sente vontade. Mas, a nossa sociedade ainda é repleta de preconceitos com relação aos idosos no mercado de trabalho. Faltam informações a respeito do processo de envelhecimento e da velhice para a sociedade em geral, e, nesse caso, alertar que estamos nos tornando uma sociedade mais velha, sendo importante e necessário a reinserção de idosos no mercado de trabalho. A sabedoria de uma pessoa com 60 anos ou mais é riquíssima, colaborando imensamente com seus conhecimentos adquiridos ao longo da vida com os mais jovens. A troca entre as gerações é muito valiosa. Todos estamos envelhecendo e almejamos chegar à velhice de maneira plena e saudável. Sendo assim, quando vocês se aposentarem, como irão querer viver essa fase? O direito de continuar a trabalhar deve ser respeitado. Então, o respeito deve vir de nós também, que somos jovens e temos de aceitar e aproveitar ao máximo a presença da terceira idade no local em que trabalhamos. Sem dúvidas o ganho será imenso para todos: empresa, jovem e idoso.
Esperamos que tenham gostado da reflexão e deixamos aqui o nosso agradecimento à nossa querida Silvana. Estamos abertos a parcerias! Quem se interessar e quiser escrever no Blog é só falar conosco. Não se esqueçam de compartilhar o post e de curtir a nossa página no Facebook!
Um grande abraço a todos!!





segunda-feira, 28 de março de 2016

Ser Gerontólogo é...

Olá leitores! Hoje é um dia muito especial para nós e merece um post extra na semana. Hoje é o Dia do Gerontólogo!!


Descrever uma profissão como a Gerontologia é uma tarefa bastante difícil e desafiadora, mas vamos tentar expressar um pouco do que sentimos pela profissão.

A Gerontologia (leia mais sobre aqui ) não é apenas a ciência acadêmica que estuda a velhice como uma faixa etária específica. Ela busca olhar para o processo de envelhecimento como um todo, desde o nascimento até a velhice, porém é nessa fase que passamos a maior parte de nossas vidas.
É notável o fato de passarmos cerca de 20 anos nessa fase, diferente das demais. 

Sendo assim, qual é a importância do profissional gerontólogo?
Pois bem, esse profissional fica atento às alterações que ocorrem durante todo o processo de envelhecimento, acompanhando e intervindo junto com os indivíduos e seus familiares, de modo a garantir uma manutenção adequada na qualidade de vida do conjunto.
Pode atuar também na pesquisa em diferentes áreas, como por exemplo, a Mayara, que é especialista em família, possui uma atuação concreta dos conhecimentos psicológicos e sociais, e experiência com aspectos farmacológicos do envelhecimento, além de trabalhar diretamente com atividades para a cognição dos idosos.
Já o Luiz Phellipe atua mais diretamente nas questões relativas à saúde e aos aspectos biológicos do envelhecimento, como a questão do encurtamento telomérico e a farmacologia da Doença de Alzheimer, porém também possui domínio quanto às questões sociais.

Esses são exemplos de como a nossa atuação é ampla e tem como objetivo principal promover e melhorar a qualidade de vida do idoso, de seus familiares e da sociedade em geral.

O gerontólogo também tem atuação importante em diversas instituições que atendam idosos e, além disso, possui habilidades para promover relações intergeracionais, capacitar profissionais para trabalhar com os idosos e inserir temas gerontológicos em instituições de ensino (algo que ainda fica muito na teoria). Possui a habilidade de trabalhar em conjunto com as equipes de saúde, compondo uma equipe multidisciplinar, pois possui um olhar integral do idoso e pode contribuir promovendo o diálogo entre profissionais-idoso-família e vice-versa. 

Um dos relatos da Mayara é que ela entrou na faculdade com uma noção básica a respeito da Gerontologia e a medida que o curso avançava e ela descobria as possibilidades, encantando-se e apaixonando-se cada vez mais por essa ciência.

Ser gerontólogo é enfrentar desafios e medos, é confiar no futuro e cultivar o presente. É respeitar e ser respeitado. É saber ouvir e ter empatia pelo outro. É ter compreensão sobre as necessidades individuais bem como das coletivas. Ser gerontólogo é amar o ciclo de vida, compreendendo a sua trajetória e entendendo que cada fase tem sua limitação e sua unicidade. Ser gerontólogo é somar e não subtrair. Para nós, ser gerontólogo é muito mais do que uma profissão. É uma missão e uma lição de vida.

Nós amamos ser gerontólogos, independente das barreiras que ainda existem porque cada sorriso que recebemos vale todo o sacrifício. A gratificação é enorme.

Graças ao apoio dos idosos, dos professores e dos nossos colegas de profissão, além da Associação Brasileira de Gerontolofia (ABG), que luta fortemente por nossas causas, foi possível que a profissão fosse regulamentada pelo Senado em 09 de dezembro de 2015.

Então, queremos parabenizar a todos os nossos colegas. Parabéns pela coragem, determinação e amor a essa nossa linda profissão!!

Um forte abraço!!

quarta-feira, 23 de março de 2016

A criança de hoje é o idoso de amanhã

Olá Pessoal! Como passaram a última semana? Esperamos que bem. :)

O nosso texto de hoje tem como objetivo fazer com que a gente reflita a respeito de como os idosos são vistos pela sociedade e sobre o nosso próprio processo de envelhecimento. Também, a discutir um pouco sobre como as crianças de hoje se preparam para suas fases adulta e da velhice.

Através de diversas conversas entre nós e com outros colegas e por aulas que já tivemos, nós discutimos e pensamos muito em como a sociedade enxerga as pessoas idosas e sobre o medo em que a maioria tem de envelhecer e de ficar velho. E, principalmente, sobre qual é a visão que as nossas crianças tem a respeito da velhice e do seu próprio processo de envelhecimento.

Por que, no nosso país, valorizamos mais as crianças do que os idosos? Na verdade, não pensamos que as crianças de hoje serão os idosos de amanhã, porque ninguém pára para pensar que um dia vai envelhecer, como desejam envelhecer ou o real significado do processo de envelhecimento. Nem nos preparamos para fazer dessa fase a melhor possível, pensamos principalmente nas dificuldades e declínios que essa fase apresenta ou, então, achamos que somente os outros envelhecem, que continuaremos a ser jovens eternamente.

Para que este cenário se transforme, é necessário que antigos valores sejam repassados para as crianças, que são replicadoras de informações dentro dos seus lares e precisam de esclarecimentos relacionados ao tema. 

Uma proposta é introduzir assuntos e disciplinas que abordem o envelhecimento e a velhice nas escolas para iniciar a conscientização da sociedade, desde os mais jovens, bem como a preparação dos professores.

Outra maneira de ensinar as crianças a valorizarem e a respeitarem os idosos é promover encontros intergeracionais, ou seja, encontros que ocorrem entre indivíduos pertencentes a diferentes grupos etários, não se restringindo apenas ao contexto familiar mas, também, envolvendo todo o campo social. 

Visitas à Instituições de Longa Permanência já acontecem, mas, por vezes, visitar apenas esse tipo de Instituição pode construir e reforçar uma imagem negativa da velhice para as crianças, que podem generalizar que todos os velhos irão necessitar desse tipo de cuidado. A velhice é heterogênea e cada um possui necessidades individuais, ou seja, não existe um padrão.

Para promover relações intergeracionais há diversos modos, como convidar idosos da comunidade a visitarem escolas e a participarem de dinâmicas com os alunos, a compartilharem histórias de vida e, também, a levar os alunos para visitarem outras instituições, como Núcleos de Convivência, que atendem um publico de idosos mais ativos.
Além disso, informar as crianças e os jovens sobre o próprio processo de envelhecimento, a longo prazo, é muito importante, pois, pode propiciar à aquisição de hábitos mais saudáveis de vida, como alimentação saudável e prática regular de exercícios.

Segundo a Política Nacional do Idoso (lei 8.842/94) o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos. Para garantir a inserção social dos idosos, propõe, ainda, a inclusão nos currículos mínimos, nos diversos níveis do ensino formal, conteúdos voltados para o processo de envelhecimento, de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto. A intergeracionalidade é prevista a partir da viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais gerações.

O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) no art. 3 prevê o estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicosociais do envelhecimento, para isso sugere a inclusão do tema envelhecimento nos currículos mínimos da educação formal (art. 22). Ressalta, também, no art. 21, a importância do idoso quanto à transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações, no sentido da preservação da memória e da identidade culturais.

É previsto por lei que informações, conhecimento e preparação de profissionais a respeito de temas gerontológicos sejam abordados desde o ensino básico. É necessário mostrar que envelhecer não é sinônimo de declínio e que existem muitos pontos positivos.

Atualmente, vivemos em um mundo e em uma sociedade que cada vez mais notícias tristes e caóticas são veiculadas, o que nos faz pensar a vida como sinônimo de desgraça, tragédia ou então sofrimento. E acabamos nos esquecemos que existem coisas boas na vida, como, por exemplo, estudar, formar, namorar, casar, passar momentos e festas com os familiares e amigos, ter um emprego, ser um profissional, utilizar o conhecimento para ajudar o próximo, viajar e conhecer novas culturas, entre outros diversos valores que podemos enunciar aqui, mas que em verdade muitas vezes não pensamos, seja pela vida automatizada que levamos, seja pelo o que o ambiente nos oferece.

Envelhecer não é apenas uma preparação para a morte. É conseguir transmitir experiências de vida às gerações futuras de modo a auxiliar os mais jovens a desenvolverem suas habilidades e competências. A vida, muitas vezes, não é fácil, mas existem pessoas que cruzam nossos caminhos para nos ensinar o quanto vale à pena passar pelas dificuldades. Afinal, só temos alegrias se temos dificuldades para superar e aprender com as mesmas.

Esperamos que tenham gostado dessa matéria. Se você quer saber mais sobre o nosso trabalho entre em contato conosco!

Leia mais a respeito em: http://portaldoenvelhecimento.com/revista-nova/index.php/revistaportal/article/viewFile/196/196


terça-feira, 15 de março de 2016

Comunicação com Idosos

Olá a todos!
Como passaram a última semana? Esperamos que bem!

Vocês trabalham em uma empresa que recebe um grande número de idosos ou prestam serviços diretamente para este público? Sentem dificuldades para conversar com os mesmos e notam que eles não entendem muito bem o que querem dizer? Ou, então, possuem amigos ou familiares idosos e não sabem como se comunicar melhor com eles?
Nós podemos te ajudar!


O post de hoje está muito ligado com todos nós, com uma ferramenta que permite a nossa interação com o próximo e a nossa 
socialização: a comunicação. Esta é definida, principalmente, como o processo de troca de informações, podendo ser oral, escrita, visual, e/ou tátil. 
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Os seres humanos, assim como outros seres vivos, possuem tal capacidade para se relacionar com outros indivíduos de sua espécie e para poderem interagir com o ambiente de modo geral. Aproveitamos dessa valiosa ferramenta para divulgar informações e conhecimentos às gerações mais novas, com diferentes objetivos. 

Porém, diversos problemas entre indivíduos, famílias, grupos de trabalho ou na sociedade, são frequentemente o resultado de falha na comunicação
Tendo em vista a rápida modificação do cenário etário do país, é necessário entender alguns pontos relacionados ao processo de envelhecimento que antes nem eram pensados. Durante esse processo ocorrem diversas alterações biológicas que acabam influenciando na qualidade da emissão e recepção de informações, o que pode acarretar em uma comunicação imprecisa. 
Com relação às pessoas idosas, muitas possuem dificuldades para entender informações, sejam elas verbais ou visuais, podendo ser ocasionadas pelas alterações naturais e, principalmente, pelas patologias relacionadas ao sistema sensorial, como dificuldades visuais e auditivas. 
Segundo a literatura, idosos queixam-se, comumente, de dificuldade de compreensão da linguagem falada, principalmente em situações de comunicações desfavoráveis, como em ambientes ruidosos ou velocidade de fala aumentada, correspondendo a barreiras na comunicação, que interferem no processo de entendimento dos indivíduos, pois o ambiente em que estão inseridos, também influi na interação social dos idosos (Wold, 2013).

Sendo assim, é preciso ter atenção e cuidado para nos comunicarmos com os mais velhos. 

É importante que a população em geral e os profissionais que lidam com a parcela idosa recebam informações e capacitação a respeito de temas que norteiam a velhice, como a comunicação. A educação para a população em geral sobre a velhice e os idosos acontece por meio de programas educacionais o que devem possibilitar à população mais jovem e aos idosos a revisão de seus conceitos sobre a velhice, seu processo de envelhecimento e as formas de lidar com esses fenômenos. Ainda é necessário muito trabalho para que mudanças e melhorias ocorram nesse sentido, enfatizando o respeito com os nossos idosos.

A formação de recursos humanos para o trabalho com os idosos diz respeito diretamente à qualidade de vida na velhice e ocorre através da capacitação técnica de profissionais e da formação de pesquisadores, que envolve seleção e fornecimento de métodos e técnicas para disseminar conhecimentos, habilidades e mudança de atitudes sobre o processo de envelhecimento, valores e o idoso.

Algumas dicas são importantes no momento de nos comunicarmos com os idosos. Algumas delas são:

 - Utilizar sempre frases simples, claras e afirmativas;

- Conhecer o vocabulário utilizado pelo idoso;

- Evitar fazer discursos ou ficar falando sozinho durante muito tempo;

- Falar sem gritar, de maneira pausada e calma, sem ser muito lento;

- Ouvir o idoso com paciência, respeitando seu ritmo de resposta;

- Falar de frente de forma que o idoso possa ler seus lábios;

- Evitar comunicar-se em ambientes barulhentos;

- Respeitar o idoso com suas características pessoais;

- Valorizar a experiência do idoso;

- Ser amável, paciente e atencioso;

- Permitir que o idoso participe do diálogo e das decisões tomadas em casa;

- Evitar expressões do tipo “deve”, “não deve”, porque reflete um relacionamento autoritário;

- Evitar expressões que depersonalizam, inferiorizam e/ou infantilizem o idoso, procurando chamá-lo pelo nome;

- Ser criativo para fazer o necessário nas condições possíveis. Ou seja, ter alternativas de comunicação como utilizar figuras, gestos, palavras familiares para que ocorra a comunicação mais efetiva. 

- Ter clareza e sinceridade com atitudes essenciais no relacionamento com o idoso e sua família.


Lembramos que essas dicas podem ser utilizadas em qualquer faixa etária, pois todos merecem respeito e paciência. (:

Esperamos que tenhamos sido claros nesta postagem e que vocês tenham gostado. Queremos saber a opinião de vocês!
E, nos ajudem a crescer! Divulguem nas suas redes sociais e para os seus amigos.
Qualquer dúvida podem nos escrever, seja aqui nos comentários ou por e-mail.

Obrigado e abraços!


Referências

CALAIS, et al. Queixas e preocupações otológicas e as dificuldades de comunicação
de indivíduos idosos. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(1):12-9. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v13n1/05.pdf Acesso em 05 de Novembro de 2015.

FECHINE, B.R.A.; TROMPIERI, N. O processo de envelhecimento: as principais
alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. InterSciencePlace, v.
1, n. 20, pp. 106-132, 2012. Disponível em:
http://ucbweb2.castelobranco.br/webcaf/arquivos/15482/10910/envelhecimento.pdf.
Acesso em: 12 de outubro de 2015.

WOLD, G.H. Enfermagem Gerontológica. Rio de Janeiro. Elsevier, pp. 88-101, 2013.




sábado, 20 de fevereiro de 2016

Esquecimento é coisa de velho?

Olá pessoal! Como estão? Esperamos que tenham tido uma ótima semana!

Hoje vamos falar um pouco sobre esquecimentos e perda de memória, discutindo sobre a linha tênue do que é considerado normal e patológico.



Vamos iniciar com algumas questões: Vocês acham que todos os idosos tem problemas de memória? Acham que todos nós vamos ficar esquecidos quando ficarmos velhos?

A maioria da sociedade acredita que sim e, ainda, que esquecer é algo natural. Pois nós afirmamos que não é. Com o processo de envelhecimento acontecem diversas alterações naturais no nosso organismo, bem como no nosso cérebro. Muitas teorias apontam que começamos a apresentar uma alteração cognitiva a partir dos 25 anos de idade. Mas, não é para ficarem assustados! São pequenas alterações que interferem na nossa atenção e na possibilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, por exemplo, o que não é muito indicado de qualquer forma.

As pessoas geralmente tem medo de envelhecer, pois apresentam uma vaga noção de que vão começar a esquecer objetos em diferentes lugares, do nome dos familiares e de sua fisionomia. É verdade que, em alguns casos, os esquecimentos podem ocasionar acidentes, como por exemplo, deixar a boca do fogão acesa, ou o gás de cozinha. Quando os esquecimentos tornam-se frequentes e colocam o indivíduo ou outras pessoas em risco é necessário prestar atenção e procurar ajuda profissional.

Tais situações são mais frequentes do que imaginamos, e podem ser um indicativo de que a memória já não é como antes. Mas, afinal, o que é memória? Segundo Lent (2010), memória pode ser definida como a capacidade do indivíduo de processar, adquirir e recuperar informações.
Além disso, tem subdivisões e é influenciada pelo nosso sistema sensorial e pelo ambiente em que estamos.

Quando começam a ocorrer falhas no processamento das informações podemos dizer que o indivíduo está sofrendo de declínio cognitivo e, em alguns casos, de síndromes demenciais, que podem ser de vários tipos, como: depressivas, Doença de Alzheimer, Demência Senil, entre outras (Gonçalves e Carmo, 2012).
Porém, atenção! Nem todo esquecimento é causado por alguma demência. Não temos como guardar todas as informações que recebemos ao longo de nossas vidas e nem tudo o que vivenciamos ao longo do dia. Temos que perceber o grau desses esquecimentos e se é algo recorrente.
Todos esses tipos de síndromes podem apresentar em seu estado agudo um momento de delirium (que é quando o indivíduo está no momento de confusão mental), em que há a intensificação de sinais como: agressividade, irritabilidade, inquietude, entre outros sintomas.

Mas, afinal, como reconhecer se o seus familiares possuem um indício de Síndrome Demencial? É simples. Bastam observar alguns sinais relevantes:

- Verifique se o olhar da pessoa permanece estático, sem piscar, de modo que atravessa objetos e pessoas o qual mantêm o foco;

- Verifique se ele repete informações ou se utiliza diversas vezes a mesma expressão, mesmo que em tom baixo;

- Observe a comunicação não verbal do indivíduo (Ex: movimentação, se está agitado ou inquieto, expressão facial, se está irritado ou angustiado, principalmente após episódios de esquecimento ou confusão, entre outros sinais).

Muitos cuidadores, sejam eles familiares ou profissionais, sentem-se incapazes ou impossibilitados de fazer algo pelas pessoas que possuem algum tipo de demência, principalmente quando estão em um momento de delirium.
E, então, o que podemos fazer?

- Primeiramente mantenha a calma e compreenda o que acontece com a pessoa. Ás vezes o que parece normal para quem cuida, é um fator estressante para quem é cuidado;

- Procure identificar o fator estressante, que pode ser um fator ambiental (Ex: um ruído estridente, barulho de máquinas ou eletrodomésticos, aromas, luminosidade...) ou fatores psicossociais (Ex: pessoas, palavras proferidas, gestos e expressões faciais ou corporais,...);

- Se possível, afaste o fator estressante;

- Fale de modo claro e em tom suave;

- Tente trazer o paciente à luz dos acontecimentos, conversar, explicar e orientar a pessoa que está em delirium. Atenção! Algumas vezes essa prática pode acentuar os sintomas. Então procure colocar o indivíduo a frente da situação, para que ele reflita sobre o que está acontecendo;

- Proporcionar atividades prazerosas à pessoa que sofre com alguma demência. Atividades com música costumam ser bem aceitas e proporcionam boas sensações,

- Procure ajuda especializada.

Pessoas com graus intermediários e elevados de demência, possuem momentos de lucidez. É preciso aproveitar esses momentos para tranquilizar a pessoa. Quem pensa que somente idosos possuem demência, estão enganados. Foram relatados alguns casos, na Europa e América do Norte, de jovens a partir de 25 anos, e adultos a partir de 50 anos que possuíam Doença de Alzheimer.

Além disso, outras situações podem causar amnésia e confusão mental nas pessoas, como lesões, quedas e tumores no cérebro. E, a confusão mental (delirium) pode se manifestar como um sintoma de outras doenças, principalmente em idosos, podendo ser alguma infecção ou, até mesmo, desidratação.
Outros fatores que podem ocasionar perda de memória são depressão, ansiedade e estresse. Então, é sempre bom dar uma relaxada realizando exercícios de respiração, por exemplo.

Os nossos hábitos diários interferem diretamente no funcionamento do nosso corpo e da nossa mente. Por isso, cuide-se sempre. Beba muita água, desafie a sua memória, tente aprender algo novo, realize atividades prazerosas, tenha uma boa alimentação e faça exercícios físicos. Sabemos que a vida é corrida e que nem sempre temos tempo ou recursos para realizar tudo o que queremos, mas, sempre podemos melhorar um pouco por vez.

Por isso não é a toa aquele ditado: "Mente sã em um corpo são..." - John A. Locke.

Esperamos que tenham gostado e que as informações tenham sido úteis. Comentem sobre o que acharam e sobre possíveis dúvidas ou curiosidades. A opinião de vocês é muito importante!
Obrigada pela visita e voltem sempre!
Abraços.

Essa matéria foi baseada em nossas palestras, se você gostou do conteúdo, entre em contato conosco.

Se você deseja saber mais sobre nossa atuação, ou sobre os conteúdos que abordamos, envie-nos um email.



Referências

LENT, Robert. Cem bilhões de neurônios-Conceitos Fundamentais em Neurociência. 2ª. Edição, Editora Atheneu, 2010.

GONÇALVES, Endy-Ara Gouvea; CARMO, João dos Santos. Diagnóstico da doença de Alzheimer na população brasileira: um levantamento bibliográfico.Revista Psicologia e Saúde, v. 4, n. 2, p. 170-176, 2012.