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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na Atenção secundária

Olá Caros Leitores,

Esperamos que estejam gostando das postagens. Não deixem de expressar suas opiniões, queremos ouvi-los, deixem seus comentários ao final das postagens, envie-nos um email ou entrenem contato conosco pelas nossas redes sociais! Mais do que transmitir informações, queremos aproveitar para levantar debates a cerca dos assuntos e realizar a troca de informações.

Hoje iremos falar de uma área de atuação do gerontólogo que poucas pessoas conhecem. A atenção secundária, também conhecida como atenção intermediária ou de média complexidade, que compreende equipamentos como: ambulatórios, consultórios, clínicas-dia, centros-dia, centros de referência dos idosos (CRI), entre outros que buscam fornecer atendimento específico à idosos, em um período de tempo pré-determinado.

Uma questão que frequentemente somos abordados é: qual a finalidade desses equipamentos? Bem, os CRIs, são equipamentos que buscam trabalhar com a prevenção e promoção à saúde dos idosos, podendo estarem associados ou não equipewbulatórios e até mesmo hospitais.

Atualmente existem dois CRIs na cidade de São Paulo. Um fica na Zona Norte, chamado de CRI Norte, localizado na Rua Voluntários da Pátria, 4301 - Santana, São Paulo (o site deles colocarei ao final para quem tiver interesse) utilizando o mesmo terreno do Hospital Mandaqui. Esse Centro é referência na cidade, pela qualidade de seu atendimento e dos diversos eventos que realizam, campanhas entre outros serviços, como um acompanhamento psiquiátrico para idosos, oficinas de memória e informática, teatro, entre diversas atividades.

Outro Centro de Referência fica na zona Leste da cidade, em São Miguel Paulista. Antigo CRI Leste, este possui um nome exótico rs (mais longo!), sendo ele o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia "José Ermírio de Moraes", localizado na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34 (Praça do Forró). Além de possuir atividades como oficinas de música para idosos, possui uma ampla diversidade de atendimentos coletivos e individuais, entre eles o de prevenção à fragilidade, que durante muitos anos foi palco do desenvolvimento do curso de Gerontologia da EACH-USP, sendo um dos principais locais de estágio.

Vocês devem estar se perguntando, "como o gerontólogo pode atuar em atendimentos de média complexidade, se vocês vivem dizendo que o gerontólogo não é uma área ligada à medicina?" Pois é, realmente não é uma área relacionada às ciências da saúde. O gerontólogo não pode prescrever medicamentos, nem realizar exames, mas o que ainda é muito discutido na área, é o fato do gerontólogo apresentar conhecimentos de anamnese, ou seja, ele não pode diagnosticar, mas ele tem conhecimento suficiente para entender e acompanhar o desenvolvimento do quadro de saúde dos idosos. Muito dificilmente você verá um profissional de graduação em Gerontologia manuseando uma agulha, ou pulsionando uma veia; mas nada impede que você se especialize em áreas que permitam esse tipo de atuação.
Além disso, o gerontólogo pode desenvolver projetos e programas com foco na prevenção e promoção a saúde e com temas específicos para esclarecer dúvidas da população.

No âmbito social, o gerontólogo pode atuar em Centros de Acolhida e Centros-Dia. Esses equipamentos, principalmente os Centros-Dia, possuem uma característica híbrida, eles podem ter tanto atuações da área da saúde, quanto do aspecto social simultaneamente. Geralmente os profissionais que trabalham em equipamentos desse tipo participam ativamente da gestão local e de equipes, quanto do acompanhamento e encaminhamento de demandas, sejam elas vindas dos usuários, quanto de seus familiares, que possuem dificuldades no cuidado dos idosos.

Mais uma vez, percebe-se como a atuação do gerontólogo pode ser ampla e flexível, sempre com o objetivo de auxiliar a equipe a prestar um bom atendimento ao idoso, visando na melhora de sua qualidade de vida e na otimozação dos serviços.

Esperamos que tenham gostado. 
Não esqueçam de comentar e compartilhar.
Abraços!

Contatos:

CRI Norte

Site: http://www.crinorte.org.br/


IPGG "José Ermírio de Moraes"


E-mail: ipgg-comunicacao@saude.sp.gov.br

Telefones: (11) 2030-4000


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Atuação do gerontólogo na proteção social básica


Olá queridos leitores!
Esperamos que estejam bem.
Queremos agradecer a todos que tem nos acompanhado e nos apoiado. É muito importante que continuem compartilhando com seus amigos e familiares para que cada vez mais pessoas saibam a respeito da Gerontologia. :)

Como dissemos na postagem anterior, vamos escrever uma série a respeito da atuação do Gerontólogo em diversos equipamentos. Vocês podem conferir a primeira clicando aqui. 
Para dar continuidade falaremos da nossa atuação na proteção social básica ao idoso. 

Assim como existe o Sistema Único de Saúde (SUS), existe também o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que é um modelo de gestão para a execução de projetos, programas e benefícios socioassistenciais. Sua missão é garantir o acesso da população a uma assistência social de qualidade.

A proteção social se divide em básica e especial, de média e alta complexidades, sendo que a proteção básica deve diagnosticar as situações de vulnerabilidade social, ampliar a capacidade e os meios para que as famílias revertam essa situação, prevenir a presença e o agravo das vulnerabilidades e riscos sociais e promover o fortalecimento de vínculos familiares e sociais.
Neste contexto, existem diversos serviços que visam auxiliar o indivíduo e suas famílias nas suas demandas.  Os serviços podem ser executados de maneira direta ou indireta pelo poder público. De forma direta esse atendimento se dá nos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS e de forma indireta pelas Organizações Sociais, sob a coordenação do CRAS.

Com relação ao idoso, o serviço que atende às suas necessidades na atenção social primária é o Núcleo de Convivência de Idosos (NCI).
O NCI destina-se a idosos (idade igual ou superior a 60 anos) em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social. Tem por foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia (poder de decisão) e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares, no convívio comunitário e na prevenção às situações de risco social. Oferece atividades socioeducativas planejadas, baseadas nas características, interesses e demandas dessa faixa etária. Devem incluir vivências que valorizam suas experiências e que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir. Além disso, o NCI oferece proteção social básica no domicílio a idosos em situação de isolamento social, dependência e outros riscos que possam ser identificados, bem como um acompanhamento domiciliar sistemático.

Segundo a Norma Técnica dos Serviços Socioassistenciais (2012), a complexidade desse tipo de atendimento exige maior qualificação dos profissionais, que deverão planejar atividades com metodologia adequada e respaldada nos princípios da Gerontologia.  
Sendo assim, o gerontólogo, com a sua formação biopsicossocial, pode auxiliar em um NCI com suas habilidades e seus conhecimentos, trabalhando em conjunto com os demais profissionais da equipe, como psicólogo, assistente social, gestor técnico e socioeducadores. 

Por ter uma visão global do idoso e habilidades de gestão, o gerontólogo pode auxiliar na gestão do equipamento e das atividades, atuando das seguintes maneiras:
 - Ajudando na elaboração do planejamento semestral e mensal em conjunto com a equipe técnica e a elaborar o cronograma de atividades;
- Coordenar e acompanhar as oficinas realizadas pelos socioeducadores, estando atento para a satisfação e adesão dos idosos às atividades, 
- Realizar avaliações com os mesmos, adaptando o que for necessário; 
- Reavaliar os idosos, investigando a evolução de cada um e observando o que melhorou após a entrada no serviço; 
- Manter os familiares informados sobre o quadro dos idosos, buscando fortalecer os vínculos entre os mesmos; 
- Monitorar as visitas domiciliares servindo de suporte e mediador entre os profissionais, a família e o idoso, elaborando um plano de ação; 
- Realizar avaliações do serviço buscando sempre melhorar o atendimento ao idoso e a qualidade do serviço;
- Buscar parcerias com outras instituições (privadas e educacionais), visando a diversificação do serviço.
De maneira resumida, essas são algumas ações do gerontólogo na proteção social básica aos idosos, lembrando que o trabalho deve ser sempre articulado junto com a equipe, a fim de promover um serviço de qualidade ao idoso, diminuindo o seu isolamento social e a sua situação de vulnerabilidade.

Portanto, o gerontólogo visa contribuir com os demais profissionais, com a intenção de somar, melhorando a qualidade do serviço prestado bem como a qualidade de vida dos idosos. Contribuir na gestão do equipamento e das atividades é um dos pontos fortes.

Esperamos que tenham gostado e queremos saber a opinião de vocês.
Qualquer dúvida, sugestão, crítica ou elogio é só entrar em contato conosco através do nosso e-mail ou de nossas redes sociais.
Abraços e até a próxima! (: