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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Refletindo sobre o Alzheimer

Olá queridos leitores!

Como estão?
Finalmente estamos postando por aqui. Vieram as festas de fim de ano e estamos bastante atribulados com nossos trabalhos, por isso a demora. Pedimos desculpas e que não desistam de nós! 
Temos postado novidades nas nossas redes sociais, não esqueçam de nos seguirem por lá também!
Por falar em novidades, já conferiram os folders que elaboramos em parceria com as meninas do Singular Idade? São quatro temas bem interessantes. Confiram na seção "Material informativo", no menu principal.

Hoje estamos compartilhando um texto muito bacana, interessante e sensível sobre doença de Alzheimer, escrito por Arthur Ruiz, que também é gerontólogo.

Arthur é graduado em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (2013). Foi colaborador no Laboratório de Bioquímica e Biotecnologia na mesma escola (2011-2013). Mestre pelo programa de Mestrado Acadêmico em Saúde e Envelhecimento da Faculdade de Medicina de Marília e aluno pesquisador no Laboratório de Genética na mesma instituição (2014-2016). Doutorando em Farmacologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Pesquisa em Neurofarmacologia do Envelhecimento pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2016-). Atualmente trabalha com vias de neuroproteção na Doença de Alzheimer e longevos.
Como perceberam, ele é super engajado nessa área.
Agradecemos imensamente a sua colaboração! 

Lembrando que esse mês é conhecido como Janeiro Branco, com o objetivo de evidenciar temas relacionados à saúde mental. Saiba mais em http://www.janeirobranco.com.br/

Confiram o texto, a seguir:
"E se, de repente, esquece-se dos últimos 5, 10 anos? E se, de repente, o caminho de volta pra casa ficasse irreconhecível? E se aquelas pessoas próximas de longa data já não tivessem um rosto tão familiar? 
Tais suposições parecem absurdas, mas o que realmente se mostra absurdo é que isso acontece com milhares de pessoas pelo mundo. Segundo dados da Alzheimer’s Disease International (ADI), em 2012, cerca de 35,6 milhões de pessoas eram acometidas pela Doença de Alzheimer. E uma projeção para 2050 de 115,4 milhões. 
Tais números sofrem influência do fenômeno tão comentado hoje em dia, o envelhecimento populacional. E como essa doença é quase que exclusiva à população idosa, sua incidência é diretamente proporcional ao número de idosos em todo mundo.
Por se tratar de uma doença neurodegenerativa, o comprometimento do sistema nervoso é certo, e sinais e sintomas como alteração comportamental, perturbação de processos relacionados à linguagem (afasia) e perda da capacidade de realizar movimentos simples, até então (apraxia) são, comumente, relatados. Mas o sintoma que ficou e continua marcado como sendo clássico na Doença de Alzheimer, é a perda de memória. 
Pesquisadores e profissionais de diversas áreas têm voltado suas atenções a essa doença nos últimos anos e avanços importantes já foram realizados. É como se revirássemos um quarto em busca de algo que precisássemos muito.
Logo na entrada, numa cadeira, sobre algumas mudas de roupa, encontrou-se que a Doença de Alzheimer não é um sinônimo de senilidade, houve a diferenciação entre as alterações cognitivas normais da velhice e a doença em si quando se descobriu indivíduos de meia idade com sintomas e fisiopatologia características da Doença de Alzheimer. Grande parte do séc. XX foi marcado por pesquisas localizacionaistas que tinham como objetivo delimitar áreas para facilitar a didática e tentar compor relações com comportamentos e doenças. E assim foi feito com a Doença de Alzheimer. Parecia que a charada teria seus dias contados quando a ligação entre hipocampo, memória e a doença foi feita. 
Mas não, ainda se tinha muito pra descobrir!
Características moleculares, clivagem de proteína, alterações em neurotransmissores, características genéticas, hábitos de vida, avanço nos diagnósticos, possíveis meios de tratamento. Uma chuva torrencial de novos conhecimentos e aplicações. Mas como num quarto típico de debutante, quanto mais se revira, mais se descobre. E que bom que mais se descobre.
A Doença de Alzheimer é mais multifatorial do que se imagina, desde suas bases moleculares etiológicas até a necessidade de confecção de uma rede de suporte social, no mínimo, estável para o enfrentamento da doença. 
Não se sabe em que gaveta está guardada a tão sonhada cura para a Doença de Alzheimer, mas como num típico quarto de debutante, deve estar muito bem escondida ao lado do diário."

E então, o que acharam?
Deixem seus comentários e compartilhem com seus amigos.
Agradecemos a visita e a companhia!
Um grande abraço. Voltem sempre!


Imagem retirada do Google


quarta-feira, 27 de julho de 2016

A importância da socialização na terceira idade

Olá leitores!
Esperamos que estejam bem!

Como comentamos na postagem anterior, hoje estamos trazendo um texto de uma convidada especial: a Gerontóloga Paola de Campos.
Paola é graduada pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e tem pós-graduação em Arteterapia pela Universidade Paulista (UNIP). Coordena o Projeto "Melhor Idade" da Prefeitura do município de Tatuí, além de ser coordenadora de Cursos para Cuidadores de Idosos em Tatuí-SP e Cerquilho-SP. Atua na Associação Brasileira de Gerontologia como Vice-Diretora de Suporte à Profissão. 

O texto a seguir, escrito pela nossa colega, trata um pouco a respeito da importância da socialização na velhice, que contribui para prevenir e para auxiliar no tratamento de um quadro depressivo. Além disso, ela também comenta um pouco sobre o seu trabalho no Projeto Melhor Idade de Tatuí. Confiram!

"Socialização é um termo utilizado para indicar que as pessoas, desde quando nascem, estão sujeitas às influências da sociedade, como também a influenciam. É o processo pelo qual as pessoas se organizam para satisfazer seus próprios desejos, impulsos e interesses. 
Historicamente, após a aposentadoria, os idosos podem vivenciar uma segregação social e viverem excluídos dos ambientes e das relações interpessoais, pois acabam por diminuírem ou perderem suas amizades e seus papéis na sociedade. Portanto, a terceira idade pode trazer consigo uma redução do espaço físico e social de participação pelas possíveis diminuições dos papéis sociais vivenciados ao longo da vida adulta.
Tornam-se necessárias medidas capazes de levarem as pessoas idosas à descobertas de novos papéis sociais, que sejam aceitos e valorizados pela sociedade.
A socialização transforma o isolamento, é a construção permanente de formas de convivência, relações de amizade, convívio nos grupos, nas festas e nas reuniões sociais. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu como saúde uma 'situação de bem-estar físico, mental e social' da pessoa. Portanto, socializar-se é um aspecto da saúde! Quem constrói vínculos sociais fora do seu círculo familiar está mais protegido da depressão e da ansiedade e tem mais qualidade de vida e saúde na velhice, além de sofrerem menos violência.
Participar de grupos de convivência, atividades voluntárias, passeios em grupo, associação de aposentados, Universidades Abertas à Terceira Idade (UnATI) e outros programas de cultura e lazer aumenta a autoestima, contribui para preservar a autonomia, preenche o tempo livre, possibilita a descoberta ou reencontro de papéis sociais, gera uma rede de solidariedade e troca de afeto e cria um espaço para sua existência. E ainda, se matricular em algum curso, se propor a aprender novas habilidades, jogar e se exercitar em grupo, além de serem ótimas atividades para fortalecimento de vínculos sociais, são fatores de proteção para a Doença de Alzheimer. 
O Projeto Melhor Idade do Fundo Social de Tatuí-SP, o qual eu coordeno, é um exemplo de Centro de Convivência para idosos. A equipe é composta por 15 profissionais das áreas biopsicossocial e, diariamente, os idosos se reúnem no período da manhã para a realização de várias atividades culturais, de lazer, viagens, passeios, além de aprenderem novas habilidades e de prevenção e cuidados em saúde, possibilitando o envelhecimento ativo aos seus participantes.
O prazer do idoso ao se envolver em atividades significativas e que lhes tragam bem estar é fundamental para a sua qualidade de vida. Com a socialização, o idoso se mantém ativo, já que envelhecer não significa excluir-se da sociedade; envelhecer é a chance de renovar-se, fazer novas amizades, aprender novas habilidades, conhecer novos lugares, ter atividades que lhes proporcionem prazer e a oportunidade de trocar experiências e ter oportunidades de luta contra o isolamento e a solidão. E lembrem-se: não importa acrescentar anos à vida, mas sim dar vida aos anos."

Como percebemos com o texto da Paola, é muito importante incentivar e estimular os idosos a conviverem socialmente, além de realizarem atividades prazerosas, pois são ferramentas importantes para a prevenção e tratamento de muitas doenças, além de proporcionar melhoria na qualidade de vida dos mesmos. E mais importante ainda é agirmos desta maneira ao longo de nossas vidas, fortalecendo a nossa rede de apoio.

Abaixo seguem fotos do Projeto Melhor Idade, em um dia de passeio, realizado em junho deste ano, ao Sítio do Carroção em Tatuí, único resort pedagógico do Brasil.



fotos de seu acervo pessoal

Esperamos que tenham gostado! E participem comentando e compartilhando.
Um grande abraço!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na Atenção secundária

Olá Caros Leitores,

Esperamos que estejam gostando das postagens. Não deixem de expressar suas opiniões, queremos ouvi-los, deixem seus comentários ao final das postagens, envie-nos um email ou entrenem contato conosco pelas nossas redes sociais! Mais do que transmitir informações, queremos aproveitar para levantar debates a cerca dos assuntos e realizar a troca de informações.

Hoje iremos falar de uma área de atuação do gerontólogo que poucas pessoas conhecem. A atenção secundária, também conhecida como atenção intermediária ou de média complexidade, que compreende equipamentos como: ambulatórios, consultórios, clínicas-dia, centros-dia, centros de referência dos idosos (CRI), entre outros que buscam fornecer atendimento específico à idosos, em um período de tempo pré-determinado.

Uma questão que frequentemente somos abordados é: qual a finalidade desses equipamentos? Bem, os CRIs, são equipamentos que buscam trabalhar com a prevenção e promoção à saúde dos idosos, podendo estarem associados ou não equipewbulatórios e até mesmo hospitais.

Atualmente existem dois CRIs na cidade de São Paulo. Um fica na Zona Norte, chamado de CRI Norte, localizado na Rua Voluntários da Pátria, 4301 - Santana, São Paulo (o site deles colocarei ao final para quem tiver interesse) utilizando o mesmo terreno do Hospital Mandaqui. Esse Centro é referência na cidade, pela qualidade de seu atendimento e dos diversos eventos que realizam, campanhas entre outros serviços, como um acompanhamento psiquiátrico para idosos, oficinas de memória e informática, teatro, entre diversas atividades.

Outro Centro de Referência fica na zona Leste da cidade, em São Miguel Paulista. Antigo CRI Leste, este possui um nome exótico rs (mais longo!), sendo ele o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia "José Ermírio de Moraes", localizado na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34 (Praça do Forró). Além de possuir atividades como oficinas de música para idosos, possui uma ampla diversidade de atendimentos coletivos e individuais, entre eles o de prevenção à fragilidade, que durante muitos anos foi palco do desenvolvimento do curso de Gerontologia da EACH-USP, sendo um dos principais locais de estágio.

Vocês devem estar se perguntando, "como o gerontólogo pode atuar em atendimentos de média complexidade, se vocês vivem dizendo que o gerontólogo não é uma área ligada à medicina?" Pois é, realmente não é uma área relacionada às ciências da saúde. O gerontólogo não pode prescrever medicamentos, nem realizar exames, mas o que ainda é muito discutido na área, é o fato do gerontólogo apresentar conhecimentos de anamnese, ou seja, ele não pode diagnosticar, mas ele tem conhecimento suficiente para entender e acompanhar o desenvolvimento do quadro de saúde dos idosos. Muito dificilmente você verá um profissional de graduação em Gerontologia manuseando uma agulha, ou pulsionando uma veia; mas nada impede que você se especialize em áreas que permitam esse tipo de atuação.
Além disso, o gerontólogo pode desenvolver projetos e programas com foco na prevenção e promoção a saúde e com temas específicos para esclarecer dúvidas da população.

No âmbito social, o gerontólogo pode atuar em Centros de Acolhida e Centros-Dia. Esses equipamentos, principalmente os Centros-Dia, possuem uma característica híbrida, eles podem ter tanto atuações da área da saúde, quanto do aspecto social simultaneamente. Geralmente os profissionais que trabalham em equipamentos desse tipo participam ativamente da gestão local e de equipes, quanto do acompanhamento e encaminhamento de demandas, sejam elas vindas dos usuários, quanto de seus familiares, que possuem dificuldades no cuidado dos idosos.

Mais uma vez, percebe-se como a atuação do gerontólogo pode ser ampla e flexível, sempre com o objetivo de auxiliar a equipe a prestar um bom atendimento ao idoso, visando na melhora de sua qualidade de vida e na otimozação dos serviços.

Esperamos que tenham gostado. 
Não esqueçam de comentar e compartilhar.
Abraços!

Contatos:

CRI Norte

Site: http://www.crinorte.org.br/


IPGG "José Ermírio de Moraes"


E-mail: ipgg-comunicacao@saude.sp.gov.br

Telefones: (11) 2030-4000


terça-feira, 17 de maio de 2016

Atuação do gerontólogo na atenção primária


Olá caros leitores! Como tem passado? Esperamos que bem!
Pedimos mil desculpas pela nossa ausência aqui no Blog, mas tivemos alguns problemas pessoais. Estamos mantendo as nossas redes sociais atualizadas com pequenos textos. Acompanhem-nos por lá!

Algumas dúvidas chegaram até nós referentes à atuação do gerontólogo nos diversos cenários da atenção. Por isso, decidimos escrever uma série de postagens, sobre a atuação do gerontólogo nos diversos equipamentos que ele possa vir a realizar suas funções.
Vamos começar pela atenção básica ou primária.

No post de hoje falaremos um pouco sobre o nosso papel nesta vertente na área da saúde pública.

A porta de entrada no Sistema de Saúde é a Unidade Básica de Saúde (UBS). Para utilizar este serviço é necessário ter o cartão SUS (Sistema Único de Saúde). Para saber mais clique aqui.
Os serviços realizados pelas UBS caracterizam-se por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrangem a proteção e a promoção a saúde, prevenindo agravos e instalação de doenças crônicas, realizando diagnósticos e tratamentos, reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas.

A atuação do gerontólogo em uma UBS pode ser muito ampla, como descrito a seguir:

1. Em programas de prevenção de doenças e promoção a saúde: com a sua formação ampla, o gerontólogo pode coordenar grupos que discutam sobre doenças que são mais prevalentes na velhice, como as doenças crônicas e neurodegenerativas (hipertensão arterial, diabetes, doença de Alzheimer e Parkinson), esclarecendo dúvidas, e oferecendo informações que contribuam para a melhora da qualidade de vida tanto do idoso quanto de seus cuidadores e de pessoas que queiram saber mais sobre e se interessem pelo assunto. É possível trabalhar neste aspecto com grupos de idosos e também de outras faixas etárias, já que a prevenção passando pela educação comunitária é um dos princípios de uma UBS.

2. Compor a equipe multiprofissional da unidade para auxiliar nos casos que envolvam idosos, promovendo o diálogo entre os diversos profissionais, a família e o idoso, ajudando a pensar em medidas que auxiliem na resolução de casos. Esse trabalho é bastante operacional e requer habilidades de gestão de casos, os quais o gerontólogo é habilitado à realizar, bem como mediação de conflitos.

3. Auxiliar na gestão de programas específicos para o idoso, como o Programa Acompanhante de Idosos (PAI) que existe em algumas Unidades em São Paulo, bem como na educação permanente dos profissionais. O gerontólogo pode auxiliar os Acompanhantes Comunitárias de Idosos (ACIs) nas visitas domiciliares, contribuindo com seu conhecimento biopsicossocial para a resolução de casos, além de orientar os familiares a respeito do cuidado ao idoso e em como lidar com as questões inerentes a essa fase, esclarecendo dúvidas e conflitos;

4. Auxiliar no levantamento de dados para a criação de estratégias mais direcionadas, otimizando recursos e tempo. Essa prática é de fundamental importância para desenhar um perfil das pessoas atendidas naquela região, para que ações sejam planejadas para a comunidade;

5. Preparar a equipe para atender pessoas idosas, desde os recepcionistas até os demais profissionais, que, muitas vezes, não possuem preparo para lidar com essa parcela da população, que necessitam de paciência e de alguns cuidados na comunicação (confiram aqui o post sobre comunicação com idosos).

O papel do gerontólogo é amplo e versátil, visando contribuir com os demais profissionais através de seus conhecimentos e habilidades, visualizando o idoso de maneira integral a fim de proporcionar melhorias na sua saúde e na sua qualidade de vida.

De maneira resumida, é assim que nós, gerontólogos, podemos cooperar na atenção básica de saúde. O que acharam? Queremos saber a opinião de vocês! Participem!!
Um grande abraço a todos!


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Envelhecimento ativo: uma política de múltiplos fatores

ENVELHECIMENTO ATIVO

http://www.oregional.com.br/charges/54


Olá queridos leitores, como estão? 

O que estão achando de nossas publicações? Queremos saber a opinião de vocês, que é muito importante para nós!

Acreditamos que todos vocês, em algum momento, já ouviram o termo "envelhecimento ativo". E hoje o post será para falar um pouco a respeito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) "envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas". Esse termo não se refere apenas ao aspecto físico da pessoa mas também à participação da mesma nas questões sociais, culturais, econômicas, espirituais e civis. Assim, aqueles que se aposentam ou que possuem alguma doença podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e até mesmo países.

O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais.

Em 2005, a OMS elaborou uma cartEssesobre o tema, denominada "Envelhecimento ativo: Uma política de saúde". Nela são abordados aspectos epidemiológicos e demográficos, que permitem descobrir as causas do envelhecimento populacional,  bem como programas e políticas voltados para essa temática. Nessa cartilha a OMS relata sobre os três pilares nos quais o envelhecimento ativo se apoia, que são eles participação, saúde e segurança, e a relação destes com os determinantes do envelhecimento ativo e os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). Esses pilares representam que para se alcançar uma condição de saúde para envelhecer bem é necessário a participação e o engajamento dos indivíduos, e acompanhamento, com a finalidade de garantir a segurança da pessoa consigo mesma



Atualmente existem diversos Congressos e Seminários que abordam essa temática. Envelhecimento ativo além de favorecer a saúde, como comentado acima, ela permite que o idoso desenvolva novas habilidades, experiências, sem falar em uma maior satisfação pessoal, pois está intimamente relacionado com sua autoestima.

Envelhecer ativamente é mais do que uma forma para envelhecer é um hábito de vida que pode auxiliar na prevenção de doenças crônicas, como Diabetes, Hipertensão, Doenças Cardiovasculares, dentre outras. Abordaremos mais detalhadamente essas doenças e suas causas em posts futuros.

Esse processo possui alguns determinantes, que possuem suas mais variadas formas, dentre eles: determinantes comportamentais, pessoais, sociais, econômicos e o ambiente no qual as pessoas estão inseridas. Muitas vezes esses fatores estão associados a questões de gênero, e com a cultura dos diferentes países. Ou seja, a pessoa que envelhece no Brasil possui características diferentes do que as que envelhecem na Europa, o idoso brasileiro é diferente do europeu.

A partir desses e de outros indicadores que se é possível determinar a faixa etária da população idosa, que mundialmente é aceita como acima dos 60 anos, porém em alguns países essa idade corresponde somente para a população feminina, enquanto que os homens são considerados idosos a partir dos 65 anos.

Tais aspectos influenciam diversas políticas, como por exemplo a de aposentadoria, assento preferencial em veículos de transporte, Benefícios de Prestação Continuada (BPC), entre outros.

Assim, o envelhecimento ativo é composto por diversos fatores, que associados auxiliam na elaboração de direitos e deveres da população idosa. É uma condição que pode ocorrer desde o nascimento. A forma como envelhecemos, seja ela bem sucedida ou mal sucedida, depende única e exclusivamente de nós mesmos, sendo nossa responsabilidade a autonomia de cuidado com o corpo, com a mente, com as emoções. Afinal somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. Porém, o ambiente em que estamos inseridos influencia diretamente nas nossas vidas e do suporte que ele nos proporciona. Por isso, ainda são necessárias muitas adaptações nos diversos equipamentos e instituições para atender melhor a população.

Esperamos que tenham gostado do post de hoje.

Não esqueça de compartilhar nosso blog para seus amigos, colegas e parentes

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse ou outros temas relacionados entre em contato conosco!

Abraços!




quarta-feira, 20 de abril de 2016

A Espiritualidade e sua influência na qualidade de vida

Olá leitores! Como tem passado?
Esperamos que estejam nos acompanhando nas redes sociais. Agora também temos uma conta no Instagram. Sigam-nos!

Hoje o tema será para falarmos um pouco sobre a espiritualidade e a sua influência na qualidade de vida das pessoas.
Para iniciar, devemos lembrar que espiritualidade é diferente de religiosidade. 
A espiritualidade apresenta diversas definições, sendo um sistema de crenças que enfoca elementos intangíveis, que transmite vitalidade e significado a eventos da vida; algo que mobiliza energias e iniciativas positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida da pessoa; está baseada em questionamentos pessoais de perguntas existenciais, de significados e propósitos; e relaciona-se a encontrar um significado para a vida, um sentido de conexão com algo maior que si próprio, que pode ou não incluir uma religião.
A religião é conceituada como um sistema organizado de crenças, práticas, rituais e símbolos projetados para auxiliar a proximidade do indivíduo com o sagrado e/ou transcendente, e a espiritualidade como uma busca pessoal de respostas sobre o significado da vida e o relacionamento com o sagrado e/ou transcendente. 


A espiritualidade é uma ferramenta de coping (enfrentamento) utilizada em diversas situações pelas pessoas trazendo muitos resultados positivos. Porém, a depender das crenças seguidas, o individuo pode considerar a sua enfermidade como uma punição de Deus, principalmente entre àqueles que estão mais deprimidos.

O conceito de qualidade de vida é muito amplo e subjetivo, podendo ser definido como o que cada um de nós considera importante para viver bem. Alguns itens que são frequentemente apontados como parte dela são:
  • Lazer;
  • Saúde;
  • Cultura e Educação;
  • Conforto;
  • Boas condições de moradia;Alimentação;
  • Trabalho;
  • Relações sociais;
  • Espiritualidade.
O Grupo de Qualidade de Vida da divisão de Saúde Mental da OMS definiu qualidade de vida como "a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações". A espiritualidade é um domínio da qualidade de vida. Há inúmeros estudos que indicam os benefícios da mesma na terapêutica de qualquer doença. 
Médicos e demais profissionais de saúde têm descoberto a importância da prece, da espiritualidade e da participação religiosa na melhora da saúde física e mental, bem como para responder a situações estressantes de vida. Tais hábitos vem sido considerados como parte do tratamento dos pacientes.
Abaixo segue uma tabela com alguns dos benefícios proporcionados por esta ferramenta.


Pesquisas que envolvem essa temática tem aumentado, o que indica a sua importância na vida das pessoas. Portanto, fica evidente que a espiritualidade influencia a qualidade de vida dos indivíduos, trazendo-lhes benefícios em diversos aspectos.
Cabe a cada um de nós, profissionais de saúde ou não, respeitar a crença individual das pessoas, ainda mais tratando-se de algo que as beneficia.

Esperamos que tenham gostado da postagem. Compartilhem com seus amigos e comentem para sabermos o que acharam. E não se esqueçam de nos seguirem nas nossas redes sociais e de divulgarem nas suas redes também!
Um abraço!


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É Carnaval! Tempo de redobrar os cuidados!

Oooolá pessoal! Todos preparados para o Carnaval?
Sei que nem todos gostam de "pular Carnaval", mas a gente sempre acaba aproveitando o feriado de algum jeito.
Aproveitando a época de folia, é importante relembrar que devemos redobrar o cuidado nessa época. Não se esqueçam de tomar bastante água, passar protetor solar e repelente! ;)
E falando em prevenção, é bom reforçar o uso de preservativos. Sabemos que é importante o seu uso, não só para evitar uma gravidez não planejada mas também para evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida) e até o Zika vírus, que, infelizmente, está muito presente e estudos estão demonstrando que pode ser transmitido através de relações sexuais.
A AIDS é causada pelo vírus HIV, que ataca as células de defesa do nosso corpo e que está presente no sangue, no sêmen, na secreção vaginal e no leite materno, podendo ser transmitido das seguintes formas:
  • Sexo sem camisinha. Podendo ser vaginal, anal ou oral;
  • De mãe infectada para o filho durante a gestação, no parto ou através da amamentação;
  • Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado com o HIV;
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

    Para evitar o contágio/transmissão da doença basta usar preservativo em todas as relações sexuais 
    e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas. O preservativo está disponível na rede pública de saúde!

    Segundo o Portal Brasil, d
    urante o carnaval haverá distribuição de 5 milhões de preservativos em ações especiais nos blocos, com a presença do Homem Camisinha, em cidades como Recife, Olinda, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Ouro Preto. Serão enviados, a bares selecionados, dispensers com preservativos e cartazes para sinalização dos pontos de distribuição gratuita
    Então não tem desculpa, hein! ;)

    Segundo o mesmo portal, em seis anos, dobrou o número de pessoas que realizam tratamento contra a AIDS no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso indica que ainda é preciso tomar muito cuidado e cada um fazer a sua parte.
    A AIDS vem crescendo dentre o público da terceira idade (pessoas com 60 anos ou mais). De acordo com o Boletim Epidemiológico do Departamento de DST e Aids, do Ministério da Saúde, de 1980 até junho de 2011, foram notificados 16.838 casos de Aids em pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Em 2000, foram registrados 702 casos nesta faixa etária. O aumento da doença nessa faixa etária se deve a diversos motivos, como idosos que tem relações sexuais extraconjugais e não se previnem, por questões culturais, por não precisarem se preocupar com gravidez, preconceitos por parte do próprio idoso e da sociedade e também por falta de informação. Leiam mais em: http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/sexualidade.

    Ainda, o IBGE 2015, aponta que a população de idosos infectados com o vírus HIV é três vezes maior do que a população de jovens de 18 a 24 anos, representando 11,9%.

    O portal DST- AIDS e Hepatites Virais, informa que os sintomas da Aids nessa faixa etária podem ser confundidos com outras infecções, tornando o diagnóstico um pouco mais difícil. 
    Tanto a pessoa idosa quanto os profissionais da saúde tendem a não pensar na Aids e, muitas vezes, negligenciam a doença nessa faixa etária. O diagnóstico tardio permite o aparecimento de infecções cada vez mais graves e compromete a saúde mental da pessoa idosa (podendo causar até demência). Dados do IBGE 2015 mostram que a população idosa é a maior com diagnóstico tardio da doença.
    Quanto antes começar o tratamento correto, mais o soropositivo ganha em qualidade de vida. Por isso, recomenda-se fazer o teste. É rápido, seguro e pode ser feito em qualquer unidade pública de saúde.
    Então, divirtam-se e curtam muito esse carnaval mas com muita responsabilidade! É importante para você e para o próximo.
    Espero que tenham gostado das informações e queremos que nos contem suas histórias de Carnaval e como irão curtir esse feriadão. E não se esqueçam de compartilhar e comentar o que acharam.
    Um abraço e até o próximo post! (:                           
                     

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mas, afinal, o que é Gerontologia?

Olá pessoal !
Como post inicial nada mais justo do que contarmos um pouco sobre o que é a Gerontologia. Vamos tentar relatar de maneira clara e resumida. 


A Gerontologia é um campo relativamente novo no Brasil, mas historicamente ela é bastante difundida nos países da Europa Ocidental e Ásia, pelo fato de sua população ter envelhecido precocemente, por conta de fatores epidemiológicos, como a diminuição das taxas de fecundidade, natalidade, mortalidade e o controle de doenças crônicas e epidemiológicas. 

Mas, afinal, o que é Gerontologia?

A Gerontologia é a ciência que estuda o envelhecimento nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais (biopsicossociais), sendo um fenômeno que se inicia desde o nascimento até o óbito, passando por todas as fases do desenvolvimento humano (o ciclo vital). Essa ciência leva em conta a cultura e a espiritualidade do indivíduo, de modo a se adaptar à realidade em que o mesmo vive, não sendo uma ciência médica, mas sim com uma abrangência multi e interdisciplinar.

Existem diferentes tipos de profissionais: aqueles oriundos de outras áreas do conhecimento com pós-graduação em Gerontologia, que são denominados gerontologistas (ou especialistas em gerontologia) e aqueles que fizeram graduação do tipo bacharelado em Gerontologia, denominados de gerontólogos, além dos profissionais que realizam cursos técnicos na área, denominados de técnicos em gerontologia. 

"Mas, afinal...qual é o papel desse profissional? O que faz um gerontólogo? É tipo cuidador?"

O gerontólogo é um profissional generalista capacitado para compreender, criar, planejar, desenvolver e avaliar formas de apoio ao idoso, seus cuidadores familiares e ações de promoção do envelhecimento saudável. O gerontólogo pode trabalhar na gestão de casos, atuando individualmente ou como membro de uma equipe multiprofissional, fornecendo uma visão generalista e integral sobre o processo de cuidado. Preocupando-se com os aspectos biopsicossociais envolvidos nesse processo e, com a promoção da qualidade de vida e bem estar, tanto de uma pessoa idosa, de um familiar ou de uma pessoa mais jovem.

Podendo atuar também na área da gestão organizacional, em instituições que prestam serviços à população idosa e voltando-se para a promoção do envelhecimento ativo.


O gerontólogo possui a habilidade de planejar e acompanhar ações voltadas para a linha do cuidado e para a promoção do envelhecimento ativo e bem-sucedido, conferindo-lhe a atuação na coordenação de grupos e equipes.


Outro papel importante desse profissional é na área de socioeducação, atuando na educação permanente de profissionais e cuidadores, bem como na educação para o envelhecimento, podendo trabalhar com diferentes grupos etários, visando a construção de conhecimento sobre o processo de envelhecimento e a valorização da pessoa idosa. 

Olha só quanta coisa podemos fazer! E como podemos colaborar para melhorar diversos aspectos na sociedade. Você pode não gostar de atuar nessa área e não se identificar. Mas você não pode negar o fato de que está envelhecendo, pois todos estamos envelhecendo, o tempo todo. Além disso, todos temos familiares, sejam eles pais ou avós que são mais idosos e, que em algum momento, podem necessitar de uma atenção específica.

Então, criamos este blog para ajudar a entender e compreender o processo de envelhecer das pessoas que nos cercam e o nosso próprio. Procuraremos trazer diversos assuntos que nos rodeiam todos os dias sob a perspectiva gerontológica. Buscaremos trazer informações científicas e novidades sobre o envelhecimento, sempre com qualidade. Afinal, conhecimento nunca é demais e sempre nos ajuda em diversos momento de nossas vidas. É algo que sempre iremos carregar conosco.

Por isso o blog foi criado, com a intenção de informar a população e disseminar os conhecimentos gerontológicos. A opinião de vocês é muito importante. Comentem sobre o que acharam e sobre qual tema vocês tem curiosidade de saber mais.

Participem!!:D Assim, podemos construir junto com vocês uma página mais interessante e que atenda às suas necessidades.

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