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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sexualidade na Velhice

Olá leitores! 
Como estão? 
Nós estamos na correria do dia-a-dia mas sempre buscando atualizar as nossas redes sociais. Sigam-nos também no Facebook e no Instagram. 😉

Hoje resolvemos trazer um assunto que ainda é um tabu para a sociedade e cercado de estereótipos: a sexualidade na velhice.
Quem pensa que a sexualidade trata-se apenas do ato sexual em si engana-se. Ela está ligada à nossa identidade, diz respeito a quem nós somos e é uma expressão do nosso self, além de estar ligada com a maneira de como lidamos e manifestamos nossos sentimentos.
Tem a ver com a energia que nos motiva, com o desejo e a libido. 

A OMS traz o segundo conceito a respeito: "A sexualidade faz parte da personalidade de cada um, é uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. Sexualidade não é sinônimo de coito (relação sexual) e não se limita à ocorrência ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais que isso, é a energia que motiva a encontrar o amor, contato e intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas, e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e, portanto a saúde física e mental."

O sexo e a sexualidade na velhice são associados como um ato vergonhoso e, muitas vezes, como algo proibido. A família e a sociedade enxergam os idosos como assexuados e inativos sexualmente, o que é um grande mito. Esses estereótipos acabam reprimindo os idosos e fazendo com que eles não abordem o tema, até mesmo com profissionais da saúde, deixando de tirar dúvidas que possam ter e de cuidarem de seus corpos, comprometendo a sua saúde pois podem fazer o uso indiscriminado de viagra e não usarem preservativos. Essa última questão pode estar ligada a diversos motivos:  por preconceitos quanto ao uso de preservativos e por falta de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS, associando ao uso de preservativos uma relação sexual ruim e por terem a ideia de que é apenas um método contraceptivo.
Pesquisas apontam que muitos idosos acreditam que a AIDS só pode ser contraída e transmitida por determinados grupos e que pode-se contrair através da picada de mosquitos. 
Ainda, por parte dos profissionais de saúde, pode haver dificuldade em abordar o tema com um paciente idoso, o que pode intensificar a problemática citada acima.
É importante lembrar que a AIDS tem crescido entre a população mais velha e que os profissionais e as unidades de saúde tem o papel de divulgar informações a respeito e maneiras de prevenir.

Com relação às mudanças fisiológicas da sexualidade do idoso, alterações naturais vão acontecendo ao longo do envelhecimento e estão relacionadas com as características genéticas e com o estilo de vida de cada um. É importante salientar que a vida sexual existe e permanece viva até que se alcancem os mais altos níveis de idade.
Nas mulheres, grande parte dessas mudanças está diretamente ligada ao processo do climatério, sendo caracterizado por calores intermitentes e em ondas; irritabilidade; 
aumento da sensibilidade emocional e alterações no sono (Freitas & Miranda, 2006). Há uma redução do nível dos estrogênios (hormônio feminino) que determina a diminuição da elasticidade da parede vaginal e das glândulas mucosas, de forma que sua lubrificação se manifesta menos rápida ou abundante, causando irritação, incômodo e dor durante a relação, podendo às vezes lacerar-se e sangrar (Capodieci, 2000). 
Com exceção das consequências da menopausa, as mudanças fisiológicas 
normais que acompanham o processo de envelhecimento interferem muito pouco na sexualidade feminina. O declínio do desejo sexual parece ter mais um sentido originário de defesa psicológica do que fisiológica, além de ter influências culturais.
Quanto ao homem, o que verifica-se é uma redução da espermatogênese (formação de novos espermatozóides), uma resposta mais lenta quanto à ereção e a ejaculação pode se retardar ou até mesmo ser ausente. Alterações também podem ser sentidas quanto ao período refratário – tempo existente entre um coito e outro –, que, de poucos minutos na adolescência, pode chegar a 15 ou até 24 horas durante a velhice, bem como quanto ao orgasmo, que passa a ser mais breve (Capodieci, 2000).
Essas mudanças implicam na necessidade de estimulações intensificadas, possibilitando relações amorosas mais prolongadas e carinhosas,  que não se encerram com o orgasmo, tornando a comunicação com o outro e com o mundo, mediante o ato sexual, ainda mais íntima e prazerosa (Rufino & Arrais, 2011).

Então, sexualidade na velhice é sim mais do que normal, estando relacionada com prazer, bem-estar, auto-estima e com a saúde física e mental. Cada um entende do seu corpo e nós, profissionais da saúde e da área da gerontologia, temos a função de auxiliar os idosos a buscarem maneiras que os deixem confortáveis com relação a sexualidade e ao ato sexual em si, lembrando-os sempre de usarem preservativos!  

Uma campanha da Flórida, Safer Sex for Seniors (Sexo Seguro para Idosos) de 2012, fez um filme com idosos ilustrando posições sexuais mostrando que a idade não é um empecilho, contanto que seja feito de forma segura. O site disponibiliza imagens para serem baixadas. Confiram e vejam o vídeo abaixo.    


Nós e as meninas do Singular Idade elaboramos um material sobre o Desejo. Está bem bacana e vocês podem conferir clicando aqui.

E então, o que acharam do tema? O que pensam a respeito? 
Queremos saber a opinião de vocês! Se gostaram, compartilhem para que as pessoas dispam-se de preconceitos.
Agradecemos a visita e esperamos que voltem sempre!
Um grande abraço!

Imagem retirada do site Safer Sex for Seniors




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Novembro Azul! Por que se fala tanto disso?

Olá a todos!

Nessa época de final de ano, diversas campanhas vêm à tona para nos lembrarmos de nos cuidar um pouquinho. Na vida corrida que levamos nas grandes cidades, muitas vezes esquecemos de cuidar de nossa saúde como deveríamos, e acabamos procurando os serviços de saúde quando os sintomas aparecem e alguma doença já pode estar avançada.
Depois do Outubro rosa, para conscientização dos cuidados que as mulheres devem ter com o câncer de mama, vem o Novembro azul, para alertar os homens sobre outro tipo de câncer, o de próstata.

A próstata é uma glândula localizada na parte inferior da bexiga, envolvendo a uretra, responsável pela maturação e produção do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides. Essas células são produzidas pelo homem e fazem parte do processo de reprodução.

Esse tipo de câncer é o que mais mata homens no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Principalmente devido à falta de hábito de muitos homens em visitar os médicos. Procurando esses profissionais apenas quando sentem dores ou ardência ao urinar, ou dores abdominais durante a relação sexual, quando a doença já encontra-se em um estágio muito avançado.

Mas por que os homens não vão ao médico com frequência? Bem, muitos não procuram o médico, pois existem duas formas de diagnosticar o câncer de próstata: a primeira é através do exame de sangue, através da análise do Antígeno Prostático Específico (PSA), esse antígeno é uma substância liberada pela próstata para formação do sêmen.
Em homens saudáveis o valor do PSA deve ser menor do que 4 ng/mL. A chance de câncer de próstata aumenta conforme o nível de PSA seja maior do que esse valor.
Outra forma de diagnosticar essa doença, e a mais eficiente, é através do exame físico da próstata, ou o exame de toque. Aí é que muitos homens fogem dos médicos, pois a única forma de acesso à essa glândula, para verificar se ela está aumentada ou não, é através do ânus.

Muitos homens apresentam preconceito quanto ao exame de toque retal por pensarem que, ao realizarem o mesmo, podem estar abrindo mão de sua masculinidade e acabam optando por abrirem mão da sua saúde.

A campanha contra o câncer de próstata possui alguns símbolos. Assim como no outubro rosa, é comum vermos monumentos iluminados de azul, ou então vermos fitas azuis decorando instituições, para alertar os homens e a população em geral a respeito do câncer de próstata e da importância dos homens de se cuidarem e também como uma forma de minimizar o estereótipo e o preconceito acerca do exame de toque.

Coincidência ou não, a cor azul também é símbolo da Campanha Mundial Contra o Diabetes, que é lembrada no dia 14 de novembro.
Diabetes, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia. Quando a pessoa tem diabetes, no entanto, o organismo não fabrica insulina e não consegue utilizar a glicose adequadamente. O nível de glicose no sangue fica alto -  a famosa hiperglicemia. Se esse quadro permanecer por longos períodos, poderá haver danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos. Existem dois tipos de diabetes, 1 e 2, e vocês podem saber mais no site da SBD: http://www.diabetes.org.br/para-o-publico/diabetes/tipos-de-diabetes

É uma doença silenciosa, que não possui sintomas e, se não tratada pode trazer sérias consequências para o indivíduo. O diabetes pode ser diagnosticado através de exames de sangue, que podem ser realizados em uma Unidade Básica de Saúde, por exemplo.

Portanto, o post de hoje é sim sobre o Novembro Azul e a importância do câncer de próstata mas também, mais do que isso: lembrar da importância do homem de cuidar da sua saúde no geral, realizando exames periódicos preventivos, com a finalidade de manter uma boa qualidade de vida.

Assim, homens que leem nosso blog, não deixem de se cuidar! A prevenção é a melhor forma de evitar problemas futuros maiores.

Esperamos que tenham gostado e pedimos que compartilhem o post para conscientizar a maior parte da população.
Agradecemos a visita!
Um abraço.


sábado, 1 de outubro de 2016

Todo idoso é igual?


Olá queridos leitores! Como estão?
Esperamos que muito bem!


No dia 01 de outubro é comemorado o Dia Internacional da Pessoa Idosa. Este dia foi instituído em 1991 pela  Organização das Nações Unidas (ONU) e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger e cuidar da população mais idosa.
Aproveitando a data, resolvemos escrever uma reflexão sobre envelhecimento e velhice.

O envelhecimento é um processo influenciado por múltiplos fatores como biológicos, sociais, culturais, psicológicos, ambientais e econômicos. A velhice é uma fase desse processo e é muito subjetiva pois cada um vive em um contexto diferente e envelhece de maneira única.
O processo de envelhecimento é definido de duas maneiras: 
- A senescência, definida como um processo de envelhecimento natural e saudável, sem comprometimento da manutenção das necessidades básicas de vida como alimentação, locomoção, higiene e relacionamento interpessoal, etc;
-  E senilidade, sendo o processo de envelhecimento associado a diversas alterações decorrentes de doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, e maus hábitos de vida, podendo gerar incapacidades funcionais e insuficiência dos órgãos.
Assim, a velhice é o reflexo de como vivemos as demais fases de nossas vidas e não é sinônimo de invalidez ou doença.

É muito comum ouvirmos das pessoas palavras e discursos que generalizam os idosos. Alguns exemplos são:

- "Idosos são bonzinhos e sábios";
- "São 'caducos' e esquecidos";
- "Não servem para mais nada e não conseguem aprender coisas novas";
- "Eles não devem mais sair de casa";
- "Idosos voltam a ser crianças".

Essas categorizações, além de serem equivocadas, são mitos e também uma forma de violência! Por vezes, os próprios idosos reproduzem falas e atitudes semelhantes, fortalecendo esses mitos. Ouvimos com frequência dizerem que já não valem mais nada, que são "carta fora do baralho" e que não possuem o direito de terem desejos. Para mudar esse cenário, é preciso informar e conscientizar a população para que respeitem os idosos e para que esse tipo de discurso seja eliminado.

Bem como os jovens, os idosos são indivíduos heterogêneos, ou seja, diferentes entre si, com seus gostos e costumes próprios. Não existem apenas idosos doentes e fragilizados e nem apenas idosos super ativos e independentes. Também existem aqueles que possuem limitações mas desempenham suas atividades normalmente, aqueles que adoram sair e viajar e os que preferem ficar em casa. O que importa é se sentir bem.

Assim como cada parcela da população, os idosos possuem necessidades semelhantes entre si, que demandam atenção especial e políticas públicas que os atendam. Algumas conquistas já foram alcançadas como, por exemplo, a Política Nacional do Idoso (1994), o Estatuto do Idoso, que foi instituído em 01 de outubro de 2003 e a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa (2006). São documentos que defendem direitos e deveres às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos.

Nós, profissionais da saúde que lidam diretamente com o envelhecimento, devemos disseminar informações para conscientizar a população a respeito dessas questões. As escolas, universidades e a mídia também devem desempenhar esse importante papel para que o respeito e a valorização à pessoa idosa seja crescente. 

Estamos todos envelhecendo e vamos nos tornar idosos um dia, então, trate-os como vocês desejam ser tratados hoje e futuramente. A mudança acontece através de nossas ações e se cada um fizer a sua parte ela acontece mais rapidamente.

O que nós, da "Geronto o quê?", desejamos é mais respeito entre todos, empatia, paciência e compreensão. A todos os idosos desejamos um Feliz Dia e os parabenizamos por construírem histórias e conquistarem cada vez mais o seu espaço.

Compartilhem a postagem para que o maior número de pessoas reflita sobre essas questões importantes, sobre o próprio processo de envelhecer e daqueles que os cercam.

Comentem conosco o que acharam! A opinião de todos é sempre muito bem-vinda.
Agradecemos a visita e nos acompanhem em nossas redes sociais!
Abraços.


quarta-feira, 27 de julho de 2016

A importância da socialização na terceira idade

Olá leitores!
Esperamos que estejam bem!

Como comentamos na postagem anterior, hoje estamos trazendo um texto de uma convidada especial: a Gerontóloga Paola de Campos.
Paola é graduada pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP) e tem pós-graduação em Arteterapia pela Universidade Paulista (UNIP). Coordena o Projeto "Melhor Idade" da Prefeitura do município de Tatuí, além de ser coordenadora de Cursos para Cuidadores de Idosos em Tatuí-SP e Cerquilho-SP. Atua na Associação Brasileira de Gerontologia como Vice-Diretora de Suporte à Profissão. 

O texto a seguir, escrito pela nossa colega, trata um pouco a respeito da importância da socialização na velhice, que contribui para prevenir e para auxiliar no tratamento de um quadro depressivo. Além disso, ela também comenta um pouco sobre o seu trabalho no Projeto Melhor Idade de Tatuí. Confiram!

"Socialização é um termo utilizado para indicar que as pessoas, desde quando nascem, estão sujeitas às influências da sociedade, como também a influenciam. É o processo pelo qual as pessoas se organizam para satisfazer seus próprios desejos, impulsos e interesses. 
Historicamente, após a aposentadoria, os idosos podem vivenciar uma segregação social e viverem excluídos dos ambientes e das relações interpessoais, pois acabam por diminuírem ou perderem suas amizades e seus papéis na sociedade. Portanto, a terceira idade pode trazer consigo uma redução do espaço físico e social de participação pelas possíveis diminuições dos papéis sociais vivenciados ao longo da vida adulta.
Tornam-se necessárias medidas capazes de levarem as pessoas idosas à descobertas de novos papéis sociais, que sejam aceitos e valorizados pela sociedade.
A socialização transforma o isolamento, é a construção permanente de formas de convivência, relações de amizade, convívio nos grupos, nas festas e nas reuniões sociais. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu como saúde uma 'situação de bem-estar físico, mental e social' da pessoa. Portanto, socializar-se é um aspecto da saúde! Quem constrói vínculos sociais fora do seu círculo familiar está mais protegido da depressão e da ansiedade e tem mais qualidade de vida e saúde na velhice, além de sofrerem menos violência.
Participar de grupos de convivência, atividades voluntárias, passeios em grupo, associação de aposentados, Universidades Abertas à Terceira Idade (UnATI) e outros programas de cultura e lazer aumenta a autoestima, contribui para preservar a autonomia, preenche o tempo livre, possibilita a descoberta ou reencontro de papéis sociais, gera uma rede de solidariedade e troca de afeto e cria um espaço para sua existência. E ainda, se matricular em algum curso, se propor a aprender novas habilidades, jogar e se exercitar em grupo, além de serem ótimas atividades para fortalecimento de vínculos sociais, são fatores de proteção para a Doença de Alzheimer. 
O Projeto Melhor Idade do Fundo Social de Tatuí-SP, o qual eu coordeno, é um exemplo de Centro de Convivência para idosos. A equipe é composta por 15 profissionais das áreas biopsicossocial e, diariamente, os idosos se reúnem no período da manhã para a realização de várias atividades culturais, de lazer, viagens, passeios, além de aprenderem novas habilidades e de prevenção e cuidados em saúde, possibilitando o envelhecimento ativo aos seus participantes.
O prazer do idoso ao se envolver em atividades significativas e que lhes tragam bem estar é fundamental para a sua qualidade de vida. Com a socialização, o idoso se mantém ativo, já que envelhecer não significa excluir-se da sociedade; envelhecer é a chance de renovar-se, fazer novas amizades, aprender novas habilidades, conhecer novos lugares, ter atividades que lhes proporcionem prazer e a oportunidade de trocar experiências e ter oportunidades de luta contra o isolamento e a solidão. E lembrem-se: não importa acrescentar anos à vida, mas sim dar vida aos anos."

Como percebemos com o texto da Paola, é muito importante incentivar e estimular os idosos a conviverem socialmente, além de realizarem atividades prazerosas, pois são ferramentas importantes para a prevenção e tratamento de muitas doenças, além de proporcionar melhoria na qualidade de vida dos mesmos. E mais importante ainda é agirmos desta maneira ao longo de nossas vidas, fortalecendo a nossa rede de apoio.

Abaixo seguem fotos do Projeto Melhor Idade, em um dia de passeio, realizado em junho deste ano, ao Sítio do Carroção em Tatuí, único resort pedagógico do Brasil.



fotos de seu acervo pessoal

Esperamos que tenham gostado! E participem comentando e compartilhando.
Um grande abraço!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Depressão e envelhecimento

Olá leitores! Esperamos que estejam bem.
Primeiramente, agradecemos a todos pela participação no nosso Blog e nas nossas redes sociais. Cada comentário e manifestação nos deixam muito felizes e nos ajudam a aprimorarmos o nosso trabalho. Continuem nos acompanhando e participando conosco.


Hoje vamos tratar um pouco a respeito de um tema, infelizmente, muito atual: a depressão.
A depressão é uma doença muito frequente, estando presente em diferentes faixas etárias, bem como em idosos, e que traz impactos para a vida do indivíduo, causando sofrimento e prejuízos no desempenho social. Essa doença é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a doença do século nas grandes metrópoles. 

Afinal, qual a diferença entre tristeza e depressão? Toda pessoa triste é depressiva? 
Devemos ressaltar que a depressão é diferente de tristeza e de um processo de luto normal. Geralmente, a tristeza é um dos sintomas dessa doença, acompanhada de desânimo e irritabilidade. Nem toda pessoa triste é depressiva. Algumas vezes passamos por dificuldades na vida que abalam o nosso equilíbrio emocional. Esses momentos podem deixar o indivíduo triste, porém, quando essa tristeza aparece mesmo que em momentos sem motivo aparente ou persiste por um longo período, pode ser um sinal de alerta para início de um quadro depressivo. 

Os sintomas desta doença, além da tristeza recorrente, podem ser inúmeros, como sentimentos de desamparo ou desesperança, isolamento social, ansiedade, autoaversão e autoestima baixa, além de outros sintomas emocionais e físicos. Pensamentos negativos, suicidas e até mesmo tentativas de suicídio podem estar presentes. 
Em idosos, pode se manifestar de maneiras diferentes do que em pessoas de outras faixas etárias. É importante se atentar a sintomas atípicos, mudanças de humor e comportamento, alteração da rotina e de hábitos de vida, além de tristeza e apatia frequentes. Ainda, lapsos de memória e esquecimento podem acontecer devido a um quadro depressivo e não necessariamente por causa de alguma demência. Também, o inverso é frequente: pessoas com demência ou doença de Alzheimer podem apresentar depressão. Por isso é muito importante procurar ajuda profissional e realizar um acompanhamento.

As causas da depressão são diversas, existindo fatores genéticos envolvidos, além de poder ser causada por uma disfunção bioquímica do cérebro: menor produção de substâncias como a serotonina e a endorfina. Elas facilitam a comunicação entre neurônios e influenciam diretamente na sensação de bem-estar. 
Segundo dados de 2012 da OMS, 5% da população global sofre de depressão e, com o passar dos anos, tende a se tornar a doença mais comum do mundo. 

Pensando na depressão ao longo do envelhecimento, ela pode trazer grandes consequências para o indivíduo, se não tratada, podendo levar a delírios, dependendo da intensidade dos sintomas, além de poder desencadear outras doenças.

Agora, por que a depressão está tão associada à velhice?

Geralmente, os idosos são os que mais sofrem com essa doença. Isso se deve ao fato das mudanças que ocorrem na fase da velhice, como: mudanças no corpo, podendo levar à dificuldade da aceitação do processo de envelhecimento; diminuição no desempenho das atividades de vida diária (AVDs), desemprego e aposentadoria, morte do cônjuge e doenças que são relacionadas ao envelhecimento.

Esses e outros aspectos podem levar a quadros depressivos, ainda mais quando um desses fatores ocasiona os demais. Assim, os idosos, por se considerarem mais vulneráveis e com uma produtividade "menor", acabam se convencendo de suas limitações, colocando-as como principais características.

Muitas pessoas dizem que depressão é "frescura", ou então que é apenas um argumento para os médicos e terapeutas ganharem dinheiro. Isso não é verdade! As pessoas que dizem isso não passaram por experiências depressivas,  não apresentaram os sintomas e, também, não possuem conhecimento a respeito. Não ter vontade de levantar da cama, ficar em um quarto escuro prostrado em uma cama é um refúgio para o paciente depressivo.

Na verdade, caros leitores, envolve uma questão psicológica muito forte, pois esses sintomas, como foi citado anteriormente, desencadeiam no organismo uma diminuição da serotonina, que está relacionada com as sensações de prazer e felicidade. Os medicamentos antidepressivos buscam justamente estimular o organismo a produzir mais serotonina no cérebro, de modo a fazer com que o paciente tenha uma sensação de bem-estar.

Um bom acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para tratar a depressão e evitar novas recaídas. Esse tipo de doença, bem como outros transtornos psiquiátricos, são carregados de preconceitos e resistência do indivíduo que sofre com isso e daqueles que o cercam. Quando idosos são acometidos, esses estereótipos podem aumentar, pois o isolamento social é muito associado à algo natural da fase da velhice.

O gerontólogo também possui papel primordial no acompanhamento e identificação dos primeiros sintomas depressivos, através da aplicação de escalas, escuta ativa, elaboração de dinâmicas e práticas diárias para a manutenção do bem-estar, agindo na prevenção do quadro depressivo. Além disso, pode dialogar e orientar os familiares a respeito, oferecendo suporte e informações a respeito.
A socialização do idoso é muito importante para evitar a depressão e até mesmo auxiliar àqueles que já apresentam sintomas. O gerontólogo também pode estimular o idoso a participar de grupos e atividades de sua comunidade a fim de promover o convívio social do mesmo.

Fiquem de olho na nossa próxima postagem, ela falará a respeito da importância da socialização na fase da velhice e terá a participação especial de uma gerontóloga.

Não esqueçam de comentar e deixar a opinião de vocês! Compartilhem com seus amigos e nos acompanhem nas redes sociais.
Agradecemos a visita!
Até a próxima postagem!
Abraços.

Imagem retirada do Google






quarta-feira, 22 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na atenção de alta complexidade


Olá leitores. Esperamos que estejam bem.
Atrasamos a postagem devido aos nossos compromissos profissionais e pessoais. Mas estamos tentando divulgar informações nas nossas redes sociais, por isso sigam-nos no Facebook e no Instagram para nos acompanharem.


Hoje vamos falar sobre a atuação do gerontólogo na atenção terciária ou de alta complexidade, tanto no aspecto social quanto na saúde.


Atenção de alta complexidade ou terciária refere-se ao conjunto de terapias e procedimentos de elevada especialização e acompanhamento constantes.

Os hospitais são os equipamentos que, na área da saúde, atendem demandas mais complexas, como alguns exames e procedimentos. Além disso, possuem equipe qualificada para atender os casos de urgência e emergência. Nesse contexto, como o gerontólogo pode atuar? Por ser um ambiente amplo e com diversos setores, o gerontólogo pode fazer parte da equipe multidisciplinar, auxiliando na comunicação com o paciente idoso e seus familiares, na qualidade de mediador oferecendo suporte aos familiares,  esclarecimento de dúvidas que possam surgir de acordo com cada caso e, orientar nos cuidados recomendados ao idoso pós alta hospitalar. Por termos uma formação com habilidades da gestão também podemos trabalhar nesse sentido, utilizando ferramentas e indicadores para a melhoria do sistema e otimização dos recursos do local.

Já na área social, são as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) que atendem idosos com necessidades mais complexas, e que geralmente não dispõem de condições de permanecerem na família ou para aqueles que se encontram com vínculos familiares rompidos ou fragilizados.

Muitos idosos que vão para essas instituições são encaminhados por terem vivenciado situações de negligência familiar, sofrendo abusos, maus tratos e outras formas de violência, e até mesmo a perda da capacidade de auto cuidado. As ILPIs possuem caráter residencial e, antigamente, eram conhecidas como "asilos". O gerontólogo pode atuar na inclusão dos idosos nas ILPIs, auxiliando-os e acompanhando a adaptação deles na instituição. Tem habilidades para gerir esse tipo de equipamento, além de promover atividades e projetos para que os idosos participem da rotina da instituição, de modo a garantir a autonomia dos idosos residentes.

Muitas vezes as ILPIs são confundidas com Clínicas Geriátricas ou Casas de Repouso, em que os idosos residentes permanecem para receber cuidados de saúde. Na verdade, as ILPIs deveriam ser apenas um local que os idosos permanecessem, caso apresentem dificuldades ou atendimentos específicos. Tal semelhança acaba gerando confusão ao encaminhar o idoso. Basicamente as ILPIs deveriam uma extensão da residência dos idosos, onde, caso necessário, seriam oferecidos serviços de saúde. Enquanto as Clínicas Geriátricas seriam locais de longa permanência, em que os idosos poderiam ter atendimento especializado de saúde com acompanhamento médico integral.

Legalmente, ainda, não possui nenhuma restrição para a definição e diferenciação dessas instituições. Afinal as Clínicas Geriátricas também podem ser consideradas ILPIs.

Então, o papel do gerontólogo é amplo e versátil, visando contribuir, através de seus conhecimentos e habilidades, na melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento aos idosos e seus familiares, a fim de trazer satisfação e bem-estar à todos os envolvidos.

O que acharam? Queremos saber a opinião de vocês! Participem!
Agradecemos a visita de vocês e contamos com a colaboração de cada um para espalhar a Gerontologia.
Um grande abraço!

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na Atenção secundária

Olá Caros Leitores,

Esperamos que estejam gostando das postagens. Não deixem de expressar suas opiniões, queremos ouvi-los, deixem seus comentários ao final das postagens, envie-nos um email ou entrenem contato conosco pelas nossas redes sociais! Mais do que transmitir informações, queremos aproveitar para levantar debates a cerca dos assuntos e realizar a troca de informações.

Hoje iremos falar de uma área de atuação do gerontólogo que poucas pessoas conhecem. A atenção secundária, também conhecida como atenção intermediária ou de média complexidade, que compreende equipamentos como: ambulatórios, consultórios, clínicas-dia, centros-dia, centros de referência dos idosos (CRI), entre outros que buscam fornecer atendimento específico à idosos, em um período de tempo pré-determinado.

Uma questão que frequentemente somos abordados é: qual a finalidade desses equipamentos? Bem, os CRIs, são equipamentos que buscam trabalhar com a prevenção e promoção à saúde dos idosos, podendo estarem associados ou não equipewbulatórios e até mesmo hospitais.

Atualmente existem dois CRIs na cidade de São Paulo. Um fica na Zona Norte, chamado de CRI Norte, localizado na Rua Voluntários da Pátria, 4301 - Santana, São Paulo (o site deles colocarei ao final para quem tiver interesse) utilizando o mesmo terreno do Hospital Mandaqui. Esse Centro é referência na cidade, pela qualidade de seu atendimento e dos diversos eventos que realizam, campanhas entre outros serviços, como um acompanhamento psiquiátrico para idosos, oficinas de memória e informática, teatro, entre diversas atividades.

Outro Centro de Referência fica na zona Leste da cidade, em São Miguel Paulista. Antigo CRI Leste, este possui um nome exótico rs (mais longo!), sendo ele o Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia "José Ermírio de Moraes", localizado na Praça Padre Aleixo Monteiro Mafra, 34 (Praça do Forró). Além de possuir atividades como oficinas de música para idosos, possui uma ampla diversidade de atendimentos coletivos e individuais, entre eles o de prevenção à fragilidade, que durante muitos anos foi palco do desenvolvimento do curso de Gerontologia da EACH-USP, sendo um dos principais locais de estágio.

Vocês devem estar se perguntando, "como o gerontólogo pode atuar em atendimentos de média complexidade, se vocês vivem dizendo que o gerontólogo não é uma área ligada à medicina?" Pois é, realmente não é uma área relacionada às ciências da saúde. O gerontólogo não pode prescrever medicamentos, nem realizar exames, mas o que ainda é muito discutido na área, é o fato do gerontólogo apresentar conhecimentos de anamnese, ou seja, ele não pode diagnosticar, mas ele tem conhecimento suficiente para entender e acompanhar o desenvolvimento do quadro de saúde dos idosos. Muito dificilmente você verá um profissional de graduação em Gerontologia manuseando uma agulha, ou pulsionando uma veia; mas nada impede que você se especialize em áreas que permitam esse tipo de atuação.
Além disso, o gerontólogo pode desenvolver projetos e programas com foco na prevenção e promoção a saúde e com temas específicos para esclarecer dúvidas da população.

No âmbito social, o gerontólogo pode atuar em Centros de Acolhida e Centros-Dia. Esses equipamentos, principalmente os Centros-Dia, possuem uma característica híbrida, eles podem ter tanto atuações da área da saúde, quanto do aspecto social simultaneamente. Geralmente os profissionais que trabalham em equipamentos desse tipo participam ativamente da gestão local e de equipes, quanto do acompanhamento e encaminhamento de demandas, sejam elas vindas dos usuários, quanto de seus familiares, que possuem dificuldades no cuidado dos idosos.

Mais uma vez, percebe-se como a atuação do gerontólogo pode ser ampla e flexível, sempre com o objetivo de auxiliar a equipe a prestar um bom atendimento ao idoso, visando na melhora de sua qualidade de vida e na otimozação dos serviços.

Esperamos que tenham gostado. 
Não esqueçam de comentar e compartilhar.
Abraços!

Contatos:

CRI Norte

Site: http://www.crinorte.org.br/


IPGG "José Ermírio de Moraes"


E-mail: ipgg-comunicacao@saude.sp.gov.br

Telefones: (11) 2030-4000


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Atuação do gerontólogo na proteção social básica


Olá queridos leitores!
Esperamos que estejam bem.
Queremos agradecer a todos que tem nos acompanhado e nos apoiado. É muito importante que continuem compartilhando com seus amigos e familiares para que cada vez mais pessoas saibam a respeito da Gerontologia. :)

Como dissemos na postagem anterior, vamos escrever uma série a respeito da atuação do Gerontólogo em diversos equipamentos. Vocês podem conferir a primeira clicando aqui
Para dar continuidade falaremos da nossa atuação na proteção social básica ao idoso. 

Assim como existe o Sistema Único de Saúde (SUS), existe também o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) que é um modelo de gestão para a execução de projetos, programas e benefícios socioassistenciais. Sua missão é garantir o acesso da população a uma assistência social de qualidade.

A proteção social se divide em básica e especial, de média e alta complexidades, sendo que a proteção básica deve diagnosticar as situações de vulnerabilidade social, ampliar a capacidade e os meios para que as famílias revertam essa situação, prevenir a presença e o agravo das vulnerabilidades e riscos sociais e promover o fortalecimento de vínculos familiares e sociais.
Neste contexto, existem diversos serviços que visam auxiliar o indivíduo e suas famílias nas suas demandas.  Os serviços podem ser executados de maneira direta ou indireta pelo poder público. De forma direta esse atendimento se dá nos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS e de forma indireta pelas Organizações Sociais, sob a coordenação do CRAS.

Com relação ao idoso, o serviço que atende às suas necessidades na atenção social primária é o Núcleo de Convivência de Idosos (NCI).
O NCI destina-se a idosos (idade igual ou superior a 60 anos) em situação de vulnerabilidade e risco pessoal e social. Tem por foco o desenvolvimento de atividades que contribuam no processo de envelhecimento saudável, no desenvolvimento da autonomia (poder de decisão) e de sociabilidades, no fortalecimento dos vínculos familiares, no convívio comunitário e na prevenção às situações de risco social. Oferece atividades socioeducativas planejadas, baseadas nas características, interesses e demandas dessa faixa etária. Devem incluir vivências que valorizam suas experiências e que estimulem e potencializem a condição de escolher e decidir. Além disso, o NCI oferece proteção social básica no domicílio a idosos em situação de isolamento social, dependência e outros riscos que possam ser identificados, bem como um acompanhamento domiciliar sistemático.

Segundo a Norma Técnica dos Serviços Socioassistenciais (2012), a complexidade desse tipo de atendimento exige maior qualificação dos profissionais, que deverão planejar atividades com metodologia adequada e respaldada nos princípios da Gerontologia.  
Sendo assim, o gerontólogo, com a sua formação biopsicossocial, pode auxiliar em um NCI com suas habilidades e seus conhecimentos, trabalhando em conjunto com os demais profissionais da equipe, como psicólogo, assistente social, gestor técnico e socioeducadores. 

Por ter uma visão global do idoso e habilidades de gestão, o gerontólogo pode auxiliar na gestão do equipamento e das atividades, atuando das seguintes maneiras:
 - Ajudando na elaboração do planejamento semestral e mensal em conjunto com a equipe técnica e a elaborar o cronograma de atividades;
- Coordenar e acompanhar as oficinas realizadas pelos socioeducadores, estando atento para a satisfação e adesão dos idosos às atividades, 
- Realizar avaliações com os mesmos, adaptando o que for necessário; 
- Reavaliar os idosos, investigando a evolução de cada um e observando o que melhorou após a entrada no serviço; 
- Manter os familiares informados sobre o quadro dos idosos, buscando fortalecer os vínculos entre os mesmos; 
- Monitorar as visitas domiciliares servindo de suporte e mediador entre os profissionais, a família e o idoso, elaborando um plano de ação; 
- Realizar avaliações do serviço buscando sempre melhorar o atendimento ao idoso e a qualidade do serviço;
- Buscar parcerias com outras instituições (privadas e educacionais), visando a diversificação do serviço.
De maneira resumida, essas são algumas ações do gerontólogo na proteção social básica aos idosos, lembrando que o trabalho deve ser sempre articulado junto com a equipe, a fim de promover um serviço de qualidade ao idoso, diminuindo o seu isolamento social e a sua situação de vulnerabilidade.

Portanto, o gerontólogo visa contribuir com os demais profissionais, com a intenção de somar, melhorando a qualidade do serviço prestado bem como a qualidade de vida dos idosos. Contribuir na gestão do equipamento e das atividades é um dos pontos fortes.

Esperamos que tenham gostado e queremos saber a opinião de vocês.
Qualquer dúvida, sugestão, crítica ou elogio é só entrar em contato conosco através do nosso e-mail ou de nossas redes sociais.
Abraços e até a próxima! (:


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Envelhecimento ativo: uma política de múltiplos fatores

ENVELHECIMENTO ATIVO

http://www.oregional.com.br/charges/54


Olá queridos leitores, como estão? 

O que estão achando de nossas publicações? Queremos saber a opinião de vocês, que é muito importante para nós!

Acreditamos que todos vocês, em algum momento, já ouviram o termo "envelhecimento ativo". E hoje o post será para falar um pouco a respeito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) "envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas". Esse termo não se refere apenas ao aspecto físico da pessoa mas também à participação da mesma nas questões sociais, culturais, econômicas, espirituais e civis. Assim, aqueles que se aposentam ou que possuem alguma doença podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e até mesmo países.

O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais.

Em 2005, a OMS elaborou uma cartEssesobre o tema, denominada "Envelhecimento ativo: Uma política de saúde". Nela são abordados aspectos epidemiológicos e demográficos, que permitem descobrir as causas do envelhecimento populacional,  bem como programas e políticas voltados para essa temática. Nessa cartilha a OMS relata sobre os três pilares nos quais o envelhecimento ativo se apoia, que são eles participação, saúde e segurança, e a relação destes com os determinantes do envelhecimento ativo e os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). Esses pilares representam que para se alcançar uma condição de saúde para envelhecer bem é necessário a participação e o engajamento dos indivíduos, e acompanhamento, com a finalidade de garantir a segurança da pessoa consigo mesma



Atualmente existem diversos Congressos e Seminários que abordam essa temática. Envelhecimento ativo além de favorecer a saúde, como comentado acima, ela permite que o idoso desenvolva novas habilidades, experiências, sem falar em uma maior satisfação pessoal, pois está intimamente relacionado com sua autoestima.

Envelhecer ativamente é mais do que uma forma para envelhecer é um hábito de vida que pode auxiliar na prevenção de doenças crônicas, como Diabetes, Hipertensão, Doenças Cardiovasculares, dentre outras. Abordaremos mais detalhadamente essas doenças e suas causas em posts futuros.

Esse processo possui alguns determinantes, que possuem suas mais variadas formas, dentre eles: determinantes comportamentais, pessoais, sociais, econômicos e o ambiente no qual as pessoas estão inseridas. Muitas vezes esses fatores estão associados a questões de gênero, e com a cultura dos diferentes países. Ou seja, a pessoa que envelhece no Brasil possui características diferentes do que as que envelhecem na Europa, o idoso brasileiro é diferente do europeu.

A partir desses e de outros indicadores que se é possível determinar a faixa etária da população idosa, que mundialmente é aceita como acima dos 60 anos, porém em alguns países essa idade corresponde somente para a população feminina, enquanto que os homens são considerados idosos a partir dos 65 anos.

Tais aspectos influenciam diversas políticas, como por exemplo a de aposentadoria, assento preferencial em veículos de transporte, Benefícios de Prestação Continuada (BPC), entre outros.

Assim, o envelhecimento ativo é composto por diversos fatores, que associados auxiliam na elaboração de direitos e deveres da população idosa. É uma condição que pode ocorrer desde o nascimento. A forma como envelhecemos, seja ela bem sucedida ou mal sucedida, depende única e exclusivamente de nós mesmos, sendo nossa responsabilidade a autonomia de cuidado com o corpo, com a mente, com as emoções. Afinal somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. Porém, o ambiente em que estamos inseridos influencia diretamente nas nossas vidas e do suporte que ele nos proporciona. Por isso, ainda são necessárias muitas adaptações nos diversos equipamentos e instituições para atender melhor a população.

Esperamos que tenham gostado do post de hoje.

Não esqueça de compartilhar nosso blog para seus amigos, colegas e parentes

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse ou outros temas relacionados entre em contato conosco!

Abraços!




terça-feira, 12 de abril de 2016

Dia Mundial da Doença de Parkinson - 11/04






Olá Caros Leitores!

Hoje vamos falar um pouco sobre a Doença de Parkinson (DP), já que o dia 11 de abril é considerado o Dia Mundial desta doença. 

O Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa e acontece devido à degeneração dos neurônios (células do Sistema Nervoso), numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem diversas substâncias, entre elas uma chamada dopamina, que é um neurotransmissor, que sinaliza ao corpo mensagens encaminhadas pelo cérebro, como por exemplo, a realização de contração muscular, entre outras atividades. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os seguintes sintomas:

  • Tremores;
  • Lentidão de movimentos;
  • Rigidez muscular;
  • Desequilíbrio;
  • Alterações na fala e na escrita. 

Os primeiros sintomas da DP ocorrem de modo quase imperceptível e progridem lentamente, o que impossibilita o próprio paciente, ou seus familiares, de identificarem o início preciso das primeiras manifestações. 

O primeiro sinal pode ser uma sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia. A caligrafia pode se tornar menos legível ou diminuir de tamanho. A fala sofre alterações podendo se tornar lenta e menos articulada. O paciente freqüentemente torna-se deprimido sem motivo aparente. Podem ocorrer lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade. Dores musculares são comuns, principalmente na região lombar.

Muitas vezes, amigos ou familiares são os primeiros a notar as primeiras mudanças: um braço ou uma perna movimenta-se menos do que o outro lado, a expressão facial perde a espontaneidade (como se fosse uma máscara), diminui a freqüência com que a pessoa pisca o olho, os movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais tempo em determinada posição e parece um tanto rígida.

O sinal mais característico dessa doença é o tremor de extremidades, principalmente as mãos, denominado tremor de repouso, ou seja, a pessoa apresenta tremores em momentos que não está realizando atividade, porém no momento de realizar uma ação, ela geralmente tende a não tremer. É claro que com o desenvolvimento do quadro, muitos pacientes acabam desenvolvendo tremores durante atividades, principalmente aquelas que dependem de atenção e de movimentos precisos. A DP é considerada uma síndrome, devido o acúmulo de diversos sintomas.

A doença é muito comum no Brasil, atingindo cerca de 150 mil pessoas por ano, acometendo geralmente os mais velhos, embora possa se manifestar nos jovens porém são casos mais raros.

Ainda não existe a cura, mas existe o tratamento, que auxilia no controle dos sintomas e retarda o progresso da doença.

As estratégias de tratamento podem ser divididas em: medidas não-farmacológicas, medidas farmacológicas e tratamento cirúrgico.

As medidas não-farmacológicas não impedem a progressão da doença, mas preparam os indivíduos para enfrentar as alterações orgânicas e psicológicas ocasionadas pela enfermidade. É necessário informar o paciente a respeito da doença, sua causa e o tratamento que será instituído. Ainda, dentro desta categoria, é indispensável o suporte psicológico tanto para o indivíduo quanto para os seus familiares, que terão de lidar com muitas mudanças e adaptações.

Exercícios físicos são indicados para manter um estado de funcionamento muscular e osteo-articular. Um acompanhamento por um fisioterapeuta e terapeuta ocupacional são imprescindíveis para auxiliar nos movimentos do portador de DP e no auxílio de suas atividades diárias. Além disso, para as questões da fala, é indicado um tratamento fonoaudiológico.

Dentre os medicamentos utilizados para o tratamento o principal chama-se levodopa, além de agonistas dopaminérgicos e outros. Esses medicamentos acabam por regular a quantidade de dopamina liberada pelos neurônios.

Portanto, o tratamento não se restringe apenas a uma medida, devendo ser abordadas em conjunto para que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida durante o desenvolvimento da doença.

É importante informar a população sobre a doença de Parkinson para que a mesma seja identificada o quanto antes, para receber o tratamento e acompanhamento adequado. 

Esperamos que a postagem tenha sido esclarecedora.

Tenham uma ótima semana.

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse tema entre em contato conosco!

Abraços! 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Um Senhor Estagiário: Reflexões sobre a aposentadoria


Olá queridos leitores. Como estão? Esperamos que muito bem! (:
Convidamos vocês a conferirem a nossa aba de serviçosque atualizamos recentemente. E, ressaltamos, que qualquer dúvida, crítica ou interesse é só entrar em contato conosco. 

Hoje vamos falar um pouco sobre aposentadoria e, para isso, contamos com a colaboração de uma grande colega e amiga de curso e profissão: a Silvana Bassi Ramos. 

Silvana é formada em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), desde 2015 e é Bacharel em Administração de Empresas desde 2002, pela Faculdade Brasília de São Paulo (FABRASP). 
Como Gerontóloga obteve ampla experiência em estágios nos níveis de atenção primária, secundária e terciária, em equipamentos do campo social e de saúde, destacando os seguintes equipamentos: Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Abrigo Bezerra de Menezes; Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq-HCFMUSP) no Instituto da Dor; Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG); Centro de Referência Cidadania do Idoso (Cresci@); Centro de Acolhida Morada São João e Unidade Básica de Saúde Thérsio Ventura. Nestes locais, foram desenvolvidas ações relevantes, proporcionando maior experiência com a gestão de casos e o desenvolvimento de projetos. Seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado tratou da temática "Aposentadoria e seus significados", realizado na sede nacional do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas (SINDNAPI), tendo orientação da Profª Drª Andrea Lopes.
É membro do grupo de pesquisa Envelhecimento, Aparência, Imagens e Significados (EAPIS), que investiga questões ligadas à linha de pesquisa Envelhecimento Significativo e Engajamento Social, coordenado pela Profª Drª Andrea Lopes.
Sua atuação no mercado profissional: Sócia na empresa DISP Serviços de Seguros Ltda ME e prestadora de serviço para mercado segurador. Seu envolvimento com a Gerontologia se deu através de seus pais que, segundo ela, "sempre foram meus alicerces e por profundo interesse em pesquisas que envolvem: aposentadoria, gestão de pessoas e idosos no mercado de trabalho". Saiba mais sobre ela no seu perfil do LinkedIn.

Vocês já pensaram a respeito da sua aposentadoria? Se planejam desde já e imaginam como querem viver nesse período? A maioria dos jovens não dão importância para essa questão, deixando para pensarem a respeito quando estão prestes a se aposentar. Fazer um planejamento é ideal para que essa fase seja vivida da melhor maneira, sem grandes surpresas.
Abaixo segue o texto que a Silvana escreveu, fazendo uma breve reflexão em torno do filme "Um Senhor Estagiário".

"Meus amigos do blog 'Geronto o quê?' gentilmente me convidaram para falar um pouco sobre Aposentadoria. E, para falar de um assunto tão complexo e amplo, vou usar um dos recursos da Sétima Arte: O cinema.
De uma forma muito particular o filme Um Senhor Estagiário, dirigido por Nancy Meyers (2015), tratou do conflito de gerações, que é algo muito comum dentro das empresas, e com um contorno todo especial abordou o retorno de um aposentado no mercado de trabalho. 
Das várias mensagens que o filme passa, gostaria de destacar algumas que considero importante para o tema da gerontologia: - Devemos ter cuidados com os estereótipos, não se deve julgar antes de se conhecer o trabalho e a capacidade de cada individuo, seja qual for sua idade cronológica. Evite rótulos! - Nunca é tarde para aprender: um senhor de 70 anos pode aprender a utilizar as redes sociais e. em contra partida, pode ensinar toda sua experiência de vida- Aprenda a olhar nos olhos das pessoas.
Os mais velhos merecem ser respeitados e essa é, sem sombra de dúvida, uma das mensagens que marcam a carreira de um gerontólogo, pois ouvir pessoas mais experientes sempre pode ser uma boa estratégia para qualquer negócio e ser um momento de grande aprendizado.
A tão sonhada e desejada Aposentadoria acaba se tornando uma fase difícil de ser vivida quando não planejada durante a vida laboral. Assim, faz-se necessário pensar como será o dia de 'parar de trabalhar', pois quando esse dia chegar é melhor ter um plano, uma estratégia traçada, pois ninguém aguenta ficar de férias permanentes, principalmente para os que gozam de perfeita capacidade física e mental.
Algumas pesquisas apontam que ser aposentado não é algo ruim, pelo contrário, é um momento para curtir mais a vida. Entretanto, outros estudos demonstram que muitos aposentados vivenciam percepções negativas nessa etapa da vida.
Desta forma, percebemos que a Aposentadoria apresenta perfis heterogêneos, que traz momentos de incertezas na vida das pessoas e que o planejamento é muito importante para poder desfrutar com prazer essa fase da vida. "
Como a Silvana descreveu em seu texto, é importante o planejamento prévio da aposentadoria e, além disso, entender que essa fase não é igual para todos. Cada um a vivencia de uma maneira e o importante é estarmos satisfeitos sobre como a desfrutamos. Outro ponto a ressaltar é que não é porque uma pessoa se aposenta que ela deve se afastar do mercado de trabalho e de atividades que realizava anteriormente. Se ela desejar, ela pode e deve continuar a desempenhar as sua funções e a realizar as tarefas que sente vontade. Mas, a nossa sociedade ainda é repleta de preconceitos com relação aos idosos no mercado de trabalho. Faltam informações a respeito do processo de envelhecimento e da velhice para a sociedade em geral, e, nesse caso, alertar que estamos nos tornando uma sociedade mais velha, sendo importante e necessário a reinserção de idosos no mercado de trabalho. A sabedoria de uma pessoa com 60 anos ou mais é riquíssima, colaborando imensamente com seus conhecimentos adquiridos ao longo da vida com os mais jovens. A troca entre as gerações é muito valiosa. Todos estamos envelhecendo e almejamos chegar à velhice de maneira plena e saudável. Sendo assim, quando vocês se aposentarem, como irão querer viver essa fase? O direito de continuar a trabalhar deve ser respeitado. Então, o respeito deve vir de nós também, que somos jovens e temos de aceitar e aproveitar ao máximo a presença da terceira idade no local em que trabalhamos. Sem dúvidas o ganho será imenso para todos: empresa, jovem e idoso.
Esperamos que tenham gostado da reflexão e deixamos aqui o nosso agradecimento à nossa querida Silvana. Estamos abertos a parcerias! Quem se interessar e quiser escrever no Blog é só falar conosco. Não se esqueçam de compartilhar o post e de curtir a nossa página no Facebook!
Um grande abraço a todos!!





terça-feira, 15 de março de 2016

Comunicação com Idosos

Olá a todos!
Como passaram a última semana? Esperamos que bem!

Vocês trabalham em uma empresa que recebe um grande número de idosos ou prestam serviços diretamente para este público? Sentem dificuldades para conversar com os mesmos e notam que eles não entendem muito bem o que querem dizer? Ou, então, possuem amigos ou familiares idosos e não sabem como se comunicar melhor com eles?
Nós podemos te ajudar!


O post de hoje está muito ligado com todos nós, com uma ferramenta que permite a nossa interação com o próximo e a nossa 
socialização: a comunicação. Esta é definida, principalmente, como o processo de troca de informações, podendo ser oral, escrita, visual, e/ou tátil. 
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Os seres humanos, assim como outros seres vivos, possuem tal capacidade para se relacionar com outros indivíduos de sua espécie e para poderem interagir com o ambiente de modo geral. Aproveitamos dessa valiosa ferramenta para divulgar informações e conhecimentos às gerações mais novas, com diferentes objetivos. 

Porém, diversos problemas entre indivíduos, famílias, grupos de trabalho ou na sociedade, são frequentemente o resultado de falha na comunicação
Tendo em vista a rápida modificação do cenário etário do país, é necessário entender alguns pontos relacionados ao processo de envelhecimento que antes nem eram pensados. Durante esse processo ocorrem diversas alterações biológicas que acabam influenciando na qualidade da emissão e recepção de informações, o que pode acarretar em uma comunicação imprecisa. 
Com relação às pessoas idosas, muitas possuem dificuldades para entender informações, sejam elas verbais ou visuais, podendo ser ocasionadas pelas alterações naturais e, principalmente, pelas patologias relacionadas ao sistema sensorial, como dificuldades visuais e auditivas. 
Segundo a literatura, idosos queixam-se, comumente, de dificuldade de compreensão da linguagem falada, principalmente em situações de comunicações desfavoráveis, como em ambientes ruidosos ou velocidade de fala aumentada, correspondendo a barreiras na comunicação, que interferem no processo de entendimento dos indivíduos, pois o ambiente em que estão inseridos, também influi na interação social dos idosos (Wold, 2013).

Sendo assim, é preciso ter atenção e cuidado para nos comunicarmos com os mais velhos. 

É importante que a população em geral e os profissionais que lidam com a parcela idosa recebam informações e capacitação a respeito de temas que norteiam a velhice, como a comunicação. A educação para a população em geral sobre a velhice e os idosos acontece por meio de programas educacionais o que devem possibilitar à população mais jovem e aos idosos a revisão de seus conceitos sobre a velhice, seu processo de envelhecimento e as formas de lidar com esses fenômenos. Ainda é necessário muito trabalho para que mudanças e melhorias ocorram nesse sentido, enfatizando o respeito com os nossos idosos.

A formação de recursos humanos para o trabalho com os idosos diz respeito diretamente à qualidade de vida na velhice e ocorre através da capacitação técnica de profissionais e da formação de pesquisadores, que envolve seleção e fornecimento de métodos e técnicas para disseminar conhecimentos, habilidades e mudança de atitudes sobre o processo de envelhecimento, valores e o idoso.

Algumas dicas são importantes no momento de nos comunicarmos com os idosos. Algumas delas são:

 - Utilizar sempre frases simples, claras e afirmativas;

- Conhecer o vocabulário utilizado pelo idoso;

- Evitar fazer discursos ou ficar falando sozinho durante muito tempo;

- Falar sem gritar, de maneira pausada e calma, sem ser muito lento;

- Ouvir o idoso com paciência, respeitando seu ritmo de resposta;

- Falar de frente de forma que o idoso possa ler seus lábios;

- Evitar comunicar-se em ambientes barulhentos;

- Respeitar o idoso com suas características pessoais;

- Valorizar a experiência do idoso;

- Ser amável, paciente e atencioso;

- Permitir que o idoso participe do diálogo e das decisões tomadas em casa;

- Evitar expressões do tipo “deve”, “não deve”, porque reflete um relacionamento autoritário;

- Evitar expressões que depersonalizam, inferiorizam e/ou infantilizem o idoso, procurando chamá-lo pelo nome;

- Ser criativo para fazer o necessário nas condições possíveis. Ou seja, ter alternativas de comunicação como utilizar figuras, gestos, palavras familiares para que ocorra a comunicação mais efetiva. 

- Ter clareza e sinceridade com atitudes essenciais no relacionamento com o idoso e sua família.


Lembramos que essas dicas podem ser utilizadas em qualquer faixa etária, pois todos merecem respeito e paciência. (:

Esperamos que tenhamos sido claros nesta postagem e que vocês tenham gostado. Queremos saber a opinião de vocês!
E, nos ajudem a crescer! Divulguem nas suas redes sociais e para os seus amigos.
Qualquer dúvida podem nos escrever, seja aqui nos comentários ou por e-mail.

Obrigado e abraços!


Referências

CALAIS, et al. Queixas e preocupações otológicas e as dificuldades de comunicação
de indivíduos idosos. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2008;13(1):12-9. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/rsbf/v13n1/05.pdf Acesso em 05 de Novembro de 2015.

FECHINE, B.R.A.; TROMPIERI, N. O processo de envelhecimento: as principais
alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. InterSciencePlace, v.
1, n. 20, pp. 106-132, 2012. Disponível em:
http://ucbweb2.castelobranco.br/webcaf/arquivos/15482/10910/envelhecimento.pdf.
Acesso em: 12 de outubro de 2015.

WOLD, G.H. Enfermagem Gerontológica. Rio de Janeiro. Elsevier, pp. 88-101, 2013.