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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Depressão e envelhecimento

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Hoje vamos tratar um pouco a respeito de um tema, infelizmente, muito atual: a depressão.
A depressão é uma doença muito frequente, estando presente em diferentes faixas etárias, bem como em idosos, e que traz impactos para a vida do indivíduo, causando sofrimento e prejuízos no desempenho social. Essa doença é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a doença do século nas grandes metrópoles. 

Afinal, qual a diferença entre tristeza e depressão? Toda pessoa triste é depressiva? 
Devemos ressaltar que a depressão é diferente de tristeza e de um processo de luto normal. Geralmente, a tristeza é um dos sintomas dessa doença, acompanhada de desânimo e irritabilidade. Nem toda pessoa triste é depressiva. Algumas vezes passamos por dificuldades na vida que abalam o nosso equilíbrio emocional. Esses momentos podem deixar o indivíduo triste, porém, quando essa tristeza aparece mesmo que em momentos sem motivo aparente ou persiste por um longo período, pode ser um sinal de alerta para início de um quadro depressivo. 

Os sintomas desta doença, além da tristeza recorrente, podem ser inúmeros, como sentimentos de desamparo ou desesperança, isolamento social, ansiedade, autoaversão e autoestima baixa, além de outros sintomas emocionais e físicos. Pensamentos negativos, suicidas e até mesmo tentativas de suicídio podem estar presentes. 
Em idosos, pode se manifestar de maneiras diferentes do que em pessoas de outras faixas etárias. É importante se atentar a sintomas atípicos, mudanças de humor e comportamento, alteração da rotina e de hábitos de vida, além de tristeza e apatia frequentes. Ainda, lapsos de memória e esquecimento podem acontecer devido a um quadro depressivo e não necessariamente por causa de alguma demência. Também, o inverso é frequente: pessoas com demência ou doença de Alzheimer podem apresentar depressão. Por isso é muito importante procurar ajuda profissional e realizar um acompanhamento.

As causas da depressão são diversas, existindo fatores genéticos envolvidos, além de poder ser causada por uma disfunção bioquímica do cérebro: menor produção de substâncias como a serotonina e a endorfina. Elas facilitam a comunicação entre neurônios e influenciam diretamente na sensação de bem-estar. 
Segundo dados de 2012 da OMS, 5% da população global sofre de depressão e, com o passar dos anos, tende a se tornar a doença mais comum do mundo. 

Pensando na depressão ao longo do envelhecimento, ela pode trazer grandes consequências para o indivíduo, se não tratada, podendo levar a delírios, dependendo da intensidade dos sintomas, além de poder desencadear outras doenças.

Agora, por que a depressão está tão associada à velhice?

Geralmente, os idosos são os que mais sofrem com essa doença. Isso se deve ao fato das mudanças que ocorrem na fase da velhice, como: mudanças no corpo, podendo levar à dificuldade da aceitação do processo de envelhecimento; diminuição no desempenho das atividades de vida diária (AVDs), desemprego e aposentadoria, morte do cônjuge e doenças que são relacionadas ao envelhecimento.

Esses e outros aspectos podem levar a quadros depressivos, ainda mais quando um desses fatores ocasiona os demais. Assim, os idosos, por se considerarem mais vulneráveis e com uma produtividade "menor", acabam se convencendo de suas limitações, colocando-as como principais características.

Muitas pessoas dizem que depressão é "frescura", ou então que é apenas um argumento para os médicos e terapeutas ganharem dinheiro. Isso não é verdade! As pessoas que dizem isso não passaram por experiências depressivas,  não apresentaram os sintomas e, também, não possuem conhecimento a respeito. Não ter vontade de levantar da cama, ficar em um quarto escuro prostrado em uma cama é um refúgio para o paciente depressivo.

Na verdade, caros leitores, envolve uma questão psicológica muito forte, pois esses sintomas, como foi citado anteriormente, desencadeiam no organismo uma diminuição da serotonina, que está relacionada com as sensações de prazer e felicidade. Os medicamentos antidepressivos buscam justamente estimular o organismo a produzir mais serotonina no cérebro, de modo a fazer com que o paciente tenha uma sensação de bem-estar.

Um bom acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para tratar a depressão e evitar novas recaídas. Esse tipo de doença, bem como outros transtornos psiquiátricos, são carregados de preconceitos e resistência do indivíduo que sofre com isso e daqueles que o cercam. Quando idosos são acometidos, esses estereótipos podem aumentar, pois o isolamento social é muito associado à algo natural da fase da velhice.

O gerontólogo também possui papel primordial no acompanhamento e identificação dos primeiros sintomas depressivos, através da aplicação de escalas, escuta ativa, elaboração de dinâmicas e práticas diárias para a manutenção do bem-estar, agindo na prevenção do quadro depressivo. Além disso, pode dialogar e orientar os familiares a respeito, oferecendo suporte e informações a respeito.
A socialização do idoso é muito importante para evitar a depressão e até mesmo auxiliar àqueles que já apresentam sintomas. O gerontólogo também pode estimular o idoso a participar de grupos e atividades de sua comunidade a fim de promover o convívio social do mesmo.

Fiquem de olho na nossa próxima postagem, ela falará a respeito da importância da socialização na fase da velhice e terá a participação especial de uma gerontóloga.

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Até a próxima postagem!
Abraços.

Imagem retirada do Google






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