Translate

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Atuação do Gerontólogo na atenção de alta complexidade


Olá leitores. Esperamos que estejam bem.
Atrasamos a postagem devido aos nossos compromissos profissionais e pessoais. Mas estamos tentando divulgar informações nas nossas redes sociais, por isso sigam-nos no Facebook e no Instagram para nos acompanharem.


Hoje vamos falar sobre a atuação do gerontólogo na atenção terciária ou de alta complexidade, tanto no aspecto social quanto na saúde.


Atenção de alta complexidade ou terciária refere-se ao conjunto de terapias e procedimentos de elevada especialização e acompanhamento constantes.

Os hospitais são os equipamentos que, na área da saúde, atendem demandas mais complexas, como alguns exames e procedimentos. Além disso, possuem equipe qualificada para atender os casos de urgência e emergência. Nesse contexto, como o gerontólogo pode atuar? Por ser um ambiente amplo e com diversos setores, o gerontólogo pode fazer parte da equipe multidisciplinar, auxiliando na comunicação com o paciente idoso e seus familiares, na qualidade de mediador oferecendo suporte aos familiares,  esclarecimento de dúvidas que possam surgir de acordo com cada caso e, orientar nos cuidados recomendados ao idoso pós alta hospitalar. Por termos uma formação com habilidades da gestão também podemos trabalhar nesse sentido, utilizando ferramentas e indicadores para a melhoria do sistema e otimização dos recursos do local.

Já na área social, são as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) que atendem idosos com necessidades mais complexas, e que geralmente não dispõem de condições de permanecerem na família ou para aqueles que se encontram com vínculos familiares rompidos ou fragilizados.

Muitos idosos que vão para essas instituições são encaminhados por terem vivenciado situações de negligência familiar, sofrendo abusos, maus tratos e outras formas de violência, e até mesmo a perda da capacidade de auto cuidado. As ILPIs possuem caráter residencial e, antigamente, eram conhecidas como "asilos". O gerontólogo pode atuar na inclusão dos idosos nas ILPIs, auxiliando-os e acompanhando a adaptação deles na instituição. Tem habilidades para gerir esse tipo de equipamento, além de promover atividades e projetos para que os idosos participem da rotina da instituição, de modo a garantir a autonomia dos idosos residentes.

Muitas vezes as ILPIs são confundidas com Clínicas Geriátricas ou Casas de Repouso, em que os idosos residentes permanecem para receber cuidados de saúde. Na verdade, as ILPIs deveriam ser apenas um local que os idosos permanecessem, caso apresentem dificuldades ou atendimentos específicos. Tal semelhança acaba gerando confusão ao encaminhar o idoso. Basicamente as ILPIs deveriam uma extensão da residência dos idosos, onde, caso necessário, seriam oferecidos serviços de saúde. Enquanto as Clínicas Geriátricas seriam locais de longa permanência, em que os idosos poderiam ter atendimento especializado de saúde com acompanhamento médico integral.

Legalmente, ainda, não possui nenhuma restrição para a definição e diferenciação dessas instituições. Afinal as Clínicas Geriátricas também podem ser consideradas ILPIs.

Então, o papel do gerontólogo é amplo e versátil, visando contribuir, através de seus conhecimentos e habilidades, na melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento aos idosos e seus familiares, a fim de trazer satisfação e bem-estar à todos os envolvidos.

O que acharam? Queremos saber a opinião de vocês! Participem!
Agradecemos a visita de vocês e contamos com a colaboração de cada um para espalhar a Gerontologia.
Um grande abraço!

4 comentários:

  1. A meu ver

    Gerontologia deveria ser uma especialização obrigatória para nos enfermeiros, e todas as instituições que contratam deveria exigir este curso. O que vejo é enfermeiro dizendo vou cuidar e idoso pq ganho muito mais, com eles eu faço o que quero... são idosos mesmo... é lamentável. É uma curso que quero fazer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Rosimeyre! Agradecemos seu comentário. Com certeza, trabalhar com idosos exige conhecimentos e habilidades específicas e, que, acima de tudo, deve ser um trabalho que se goste de fazer e que tenha amor não é mesmo? Continue nos acompanhando. Abraços.

      Excluir
  2. Gostei das argumentações que trouxeram, porém, como aluna de Gerontologia, me sentiria mais confiante em trabalhar na Alta Complexidade se vocês trouxessem algo mais específico, como por exemplo, análise de prontuário para acompanhamento na gestão de caso (apenas um exemplo). Enfim gostaria que vocês especificassem mais o papel deste profissional. Obrigada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Amanda! Agradecemos seu comentário e sugestão. Ótima observação! Vamos trabalhar isso em postagens futuras. Continue opinando e nos acompanhando. O blog é construído junto com vocês. Abraços.

      Excluir

Gostou? Deixe seu comentário ou entre em contato conosco