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terça-feira, 12 de abril de 2016

Dia Mundial da Doença de Parkinson - 11/04






Olá Caros Leitores!

Hoje vamos falar um pouco sobre a Doença de Parkinson (DP), já que o dia 11 de abril é considerado o Dia Mundial desta doença. 

O Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa e acontece devido à degeneração dos neurônios (células do Sistema Nervoso), numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem diversas substâncias, entre elas uma chamada dopamina, que é um neurotransmissor, que sinaliza ao corpo mensagens encaminhadas pelo cérebro, como por exemplo, a realização de contração muscular, entre outras atividades. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os seguintes sintomas:

  • Tremores;
  • Lentidão de movimentos;
  • Rigidez muscular;
  • Desequilíbrio;
  • Alterações na fala e na escrita. 

Os primeiros sintomas da DP ocorrem de modo quase imperceptível e progridem lentamente, o que impossibilita o próprio paciente, ou seus familiares, de identificarem o início preciso das primeiras manifestações. 

O primeiro sinal pode ser uma sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia. A caligrafia pode se tornar menos legível ou diminuir de tamanho. A fala sofre alterações podendo se tornar lenta e menos articulada. O paciente freqüentemente torna-se deprimido sem motivo aparente. Podem ocorrer lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade. Dores musculares são comuns, principalmente na região lombar.

Muitas vezes, amigos ou familiares são os primeiros a notar as primeiras mudanças: um braço ou uma perna movimenta-se menos do que o outro lado, a expressão facial perde a espontaneidade (como se fosse uma máscara), diminui a freqüência com que a pessoa pisca o olho, os movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais tempo em determinada posição e parece um tanto rígida.

O sinal mais característico dessa doença é o tremor de extremidades, principalmente as mãos, denominado tremor de repouso, ou seja, a pessoa apresenta tremores em momentos que não está realizando atividade, porém no momento de realizar uma ação, ela geralmente tende a não tremer. É claro que com o desenvolvimento do quadro, muitos pacientes acabam desenvolvendo tremores durante atividades, principalmente aquelas que dependem de atenção e de movimentos precisos. A DP é considerada uma síndrome, devido o acúmulo de diversos sintomas.

A doença é muito comum no Brasil, atingindo cerca de 150 mil pessoas por ano, acometendo geralmente os mais velhos, embora possa se manifestar nos jovens porém são casos mais raros.

Ainda não existe a cura, mas existe o tratamento, que auxilia no controle dos sintomas e retarda o progresso da doença.

As estratégias de tratamento podem ser divididas em: medidas não-farmacológicas, medidas farmacológicas e tratamento cirúrgico.

As medidas não-farmacológicas não impedem a progressão da doença, mas preparam os indivíduos para enfrentar as alterações orgânicas e psicológicas ocasionadas pela enfermidade. É necessário informar o paciente a respeito da doença, sua causa e o tratamento que será instituído. Ainda, dentro desta categoria, é indispensável o suporte psicológico tanto para o indivíduo quanto para os seus familiares, que terão de lidar com muitas mudanças e adaptações.

Exercícios físicos são indicados para manter um estado de funcionamento muscular e osteo-articular. Um acompanhamento por um fisioterapeuta e terapeuta ocupacional são imprescindíveis para auxiliar nos movimentos do portador de DP e no auxílio de suas atividades diárias. Além disso, para as questões da fala, é indicado um tratamento fonoaudiológico.

Dentre os medicamentos utilizados para o tratamento o principal chama-se levodopa, além de agonistas dopaminérgicos e outros. Esses medicamentos acabam por regular a quantidade de dopamina liberada pelos neurônios.

Portanto, o tratamento não se restringe apenas a uma medida, devendo ser abordadas em conjunto para que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida durante o desenvolvimento da doença.

É importante informar a população sobre a doença de Parkinson para que a mesma seja identificada o quanto antes, para receber o tratamento e acompanhamento adequado. 

Esperamos que a postagem tenha sido esclarecedora.

Tenham uma ótima semana.

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse tema entre em contato conosco!

Abraços! 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Esquecimento é coisa de velho?

Olá pessoal! Como estão? Esperamos que tenham tido uma ótima semana!

Hoje vamos falar um pouco sobre esquecimentos e perda de memória, discutindo sobre a linha tênue do que é considerado normal e patológico.



Vamos iniciar com algumas questões: Vocês acham que todos os idosos tem problemas de memória? Acham que todos nós vamos ficar esquecidos quando ficarmos velhos?

A maioria da sociedade acredita que sim e, ainda, que esquecer é algo natural. Pois nós afirmamos que não é. Com o processo de envelhecimento acontecem diversas alterações naturais no nosso organismo, bem como no nosso cérebro. Muitas teorias apontam que começamos a apresentar uma alteração cognitiva a partir dos 25 anos de idade. Mas, não é para ficarem assustados! São pequenas alterações que interferem na nossa atenção e na possibilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, por exemplo, o que não é muito indicado de qualquer forma.

As pessoas geralmente tem medo de envelhecer, pois apresentam uma vaga noção de que vão começar a esquecer objetos em diferentes lugares, do nome dos familiares e de sua fisionomia. É verdade que, em alguns casos, os esquecimentos podem ocasionar acidentes, como por exemplo, deixar a boca do fogão acesa, ou o gás de cozinha. Quando os esquecimentos tornam-se frequentes e colocam o indivíduo ou outras pessoas em risco é necessário prestar atenção e procurar ajuda profissional.

Tais situações são mais frequentes do que imaginamos, e podem ser um indicativo de que a memória já não é como antes. Mas, afinal, o que é memória? Segundo Lent (2010), memória pode ser definida como a capacidade do indivíduo de processar, adquirir e recuperar informações.
Além disso, tem subdivisões e é influenciada pelo nosso sistema sensorial e pelo ambiente em que estamos.

Quando começam a ocorrer falhas no processamento das informações podemos dizer que o indivíduo está sofrendo de declínio cognitivo e, em alguns casos, de síndromes demenciais, que podem ser de vários tipos, como: depressivas, Doença de Alzheimer, Demência Senil, entre outras (Gonçalves e Carmo, 2012).
Porém, atenção! Nem todo esquecimento é causado por alguma demência. Não temos como guardar todas as informações que recebemos ao longo de nossas vidas e nem tudo o que vivenciamos ao longo do dia. Temos que perceber o grau desses esquecimentos e se é algo recorrente.
Todos esses tipos de síndromes podem apresentar em seu estado agudo um momento de delirium (que é quando o indivíduo está no momento de confusão mental), em que há a intensificação de sinais como: agressividade, irritabilidade, inquietude, entre outros sintomas.

Mas, afinal, como reconhecer se o seus familiares possuem um indício de Síndrome Demencial? É simples. Bastam observar alguns sinais relevantes:

- Verifique se o olhar da pessoa permanece estático, sem piscar, de modo que atravessa objetos e pessoas o qual mantêm o foco;

- Verifique se ele repete informações ou se utiliza diversas vezes a mesma expressão, mesmo que em tom baixo;

- Observe a comunicação não verbal do indivíduo (Ex: movimentação, se está agitado ou inquieto, expressão facial, se está irritado ou angustiado, principalmente após episódios de esquecimento ou confusão, entre outros sinais).

Muitos cuidadores, sejam eles familiares ou profissionais, sentem-se incapazes ou impossibilitados de fazer algo pelas pessoas que possuem algum tipo de demência, principalmente quando estão em um momento de delirium.
E, então, o que podemos fazer?

- Primeiramente mantenha a calma e compreenda o que acontece com a pessoa. Ás vezes o que parece normal para quem cuida, é um fator estressante para quem é cuidado;

- Procure identificar o fator estressante, que pode ser um fator ambiental (Ex: um ruído estridente, barulho de máquinas ou eletrodomésticos, aromas, luminosidade...) ou fatores psicossociais (Ex: pessoas, palavras proferidas, gestos e expressões faciais ou corporais,...);

- Se possível, afaste o fator estressante;

- Fale de modo claro e em tom suave;

- Tente trazer o paciente à luz dos acontecimentos, conversar, explicar e orientar a pessoa que está em delirium. Atenção! Algumas vezes essa prática pode acentuar os sintomas. Então procure colocar o indivíduo a frente da situação, para que ele reflita sobre o que está acontecendo;

- Proporcionar atividades prazerosas à pessoa que sofre com alguma demência. Atividades com música costumam ser bem aceitas e proporcionam boas sensações,

- Procure ajuda especializada.

Pessoas com graus intermediários e elevados de demência, possuem momentos de lucidez. É preciso aproveitar esses momentos para tranquilizar a pessoa. Quem pensa que somente idosos possuem demência, estão enganados. Foram relatados alguns casos, na Europa e América do Norte, de jovens a partir de 25 anos, e adultos a partir de 50 anos que possuíam Doença de Alzheimer.

Além disso, outras situações podem causar amnésia e confusão mental nas pessoas, como lesões, quedas e tumores no cérebro. E, a confusão mental (delirium) pode se manifestar como um sintoma de outras doenças, principalmente em idosos, podendo ser alguma infecção ou, até mesmo, desidratação.
Outros fatores que podem ocasionar perda de memória são depressão, ansiedade e estresse. Então, é sempre bom dar uma relaxada realizando exercícios de respiração, por exemplo.

Os nossos hábitos diários interferem diretamente no funcionamento do nosso corpo e da nossa mente. Por isso, cuide-se sempre. Beba muita água, desafie a sua memória, tente aprender algo novo, realize atividades prazerosas, tenha uma boa alimentação e faça exercícios físicos. Sabemos que a vida é corrida e que nem sempre temos tempo ou recursos para realizar tudo o que queremos, mas, sempre podemos melhorar um pouco por vez.

Por isso não é a toa aquele ditado: "Mente sã em um corpo são..." - John A. Locke.

Esperamos que tenham gostado e que as informações tenham sido úteis. Comentem sobre o que acharam e sobre possíveis dúvidas ou curiosidades. A opinião de vocês é muito importante!
Obrigada pela visita e voltem sempre!
Abraços.

Essa matéria foi baseada em nossas palestras, se você gostou do conteúdo, entre em contato conosco.

Se você deseja saber mais sobre nossa atuação, ou sobre os conteúdos que abordamos, envie-nos um email.



Referências

LENT, Robert. Cem bilhões de neurônios-Conceitos Fundamentais em Neurociência. 2ª. Edição, Editora Atheneu, 2010.

GONÇALVES, Endy-Ara Gouvea; CARMO, João dos Santos. Diagnóstico da doença de Alzheimer na população brasileira: um levantamento bibliográfico.Revista Psicologia e Saúde, v. 4, n. 2, p. 170-176, 2012.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É Carnaval! Tempo de redobrar os cuidados!

Oooolá pessoal! Todos preparados para o Carnaval?
Sei que nem todos gostam de "pular Carnaval", mas a gente sempre acaba aproveitando o feriado de algum jeito.
Aproveitando a época de folia, é importante relembrar que devemos redobrar o cuidado nessa época. Não se esqueçam de tomar bastante água, passar protetor solar e repelente! ;)
E falando em prevenção, é bom reforçar o uso de preservativos. Sabemos que é importante o seu uso, não só para evitar uma gravidez não planejada mas também para evitar doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), como a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Humana Adquirida) e até o Zika vírus, que, infelizmente, está muito presente e estudos estão demonstrando que pode ser transmitido através de relações sexuais.
A AIDS é causada pelo vírus HIV, que ataca as células de defesa do nosso corpo e que está presente no sangue, no sêmen, na secreção vaginal e no leite materno, podendo ser transmitido das seguintes formas:
  • Sexo sem camisinha. Podendo ser vaginal, anal ou oral;
  • De mãe infectada para o filho durante a gestação, no parto ou através da amamentação;
  • Uso da mesma seringa ou agulha contaminada por mais de uma pessoa;
  • Transfusão de sangue contaminado com o HIV;
  • Instrumentos que furam ou cortam, não esterilizados.

    Para evitar o contágio/transmissão da doença basta usar preservativo em todas as relações sexuais 
    e não compartilhar seringa, agulha e outro objeto cortante com outras pessoas. O preservativo está disponível na rede pública de saúde!

    Segundo o Portal Brasil, d
    urante o carnaval haverá distribuição de 5 milhões de preservativos em ações especiais nos blocos, com a presença do Homem Camisinha, em cidades como Recife, Olinda, São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Ouro Preto. Serão enviados, a bares selecionados, dispensers com preservativos e cartazes para sinalização dos pontos de distribuição gratuita
    Então não tem desculpa, hein! ;)

    Segundo o mesmo portal, em seis anos, dobrou o número de pessoas que realizam tratamento contra a AIDS no Sistema Único de Saúde (SUS). Isso indica que ainda é preciso tomar muito cuidado e cada um fazer a sua parte.
    A AIDS vem crescendo dentre o público da terceira idade (pessoas com 60 anos ou mais). De acordo com o Boletim Epidemiológico do Departamento de DST e Aids, do Ministério da Saúde, de 1980 até junho de 2011, foram notificados 16.838 casos de Aids em pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Em 2000, foram registrados 702 casos nesta faixa etária. O aumento da doença nessa faixa etária se deve a diversos motivos, como idosos que tem relações sexuais extraconjugais e não se previnem, por questões culturais, por não precisarem se preocupar com gravidez, preconceitos por parte do próprio idoso e da sociedade e também por falta de informação. Leiam mais em: http://www.brasil.gov.br/saude/2012/04/sexualidade.

    Ainda, o IBGE 2015, aponta que a população de idosos infectados com o vírus HIV é três vezes maior do que a população de jovens de 18 a 24 anos, representando 11,9%.

    O portal DST- AIDS e Hepatites Virais, informa que os sintomas da Aids nessa faixa etária podem ser confundidos com outras infecções, tornando o diagnóstico um pouco mais difícil. 
    Tanto a pessoa idosa quanto os profissionais da saúde tendem a não pensar na Aids e, muitas vezes, negligenciam a doença nessa faixa etária. O diagnóstico tardio permite o aparecimento de infecções cada vez mais graves e compromete a saúde mental da pessoa idosa (podendo causar até demência). Dados do IBGE 2015 mostram que a população idosa é a maior com diagnóstico tardio da doença.
    Quanto antes começar o tratamento correto, mais o soropositivo ganha em qualidade de vida. Por isso, recomenda-se fazer o teste. É rápido, seguro e pode ser feito em qualquer unidade pública de saúde.
    Então, divirtam-se e curtam muito esse carnaval mas com muita responsabilidade! É importante para você e para o próximo.
    Espero que tenham gostado das informações e queremos que nos contem suas histórias de Carnaval e como irão curtir esse feriadão. E não se esqueçam de compartilhar e comentar o que acharam.
    Um abraço e até o próximo post! (: