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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Envelhecimento ativo: uma política de múltiplos fatores

ENVELHECIMENTO ATIVO

http://www.oregional.com.br/charges/54


Olá queridos leitores, como estão? 

O que estão achando de nossas publicações? Queremos saber a opinião de vocês, que é muito importante para nós!

Acreditamos que todos vocês, em algum momento, já ouviram o termo "envelhecimento ativo". E hoje o post será para falar um pouco a respeito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) "envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas". Esse termo não se refere apenas ao aspecto físico da pessoa mas também à participação da mesma nas questões sociais, culturais, econômicas, espirituais e civis. Assim, aqueles que se aposentam ou que possuem alguma doença podem continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e até mesmo países.

O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais.

Em 2005, a OMS elaborou uma cartEssesobre o tema, denominada "Envelhecimento ativo: Uma política de saúde". Nela são abordados aspectos epidemiológicos e demográficos, que permitem descobrir as causas do envelhecimento populacional,  bem como programas e políticas voltados para essa temática. Nessa cartilha a OMS relata sobre os três pilares nos quais o envelhecimento ativo se apoia, que são eles participação, saúde e segurança, e a relação destes com os determinantes do envelhecimento ativo e os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU). Esses pilares representam que para se alcançar uma condição de saúde para envelhecer bem é necessário a participação e o engajamento dos indivíduos, e acompanhamento, com a finalidade de garantir a segurança da pessoa consigo mesma



Atualmente existem diversos Congressos e Seminários que abordam essa temática. Envelhecimento ativo além de favorecer a saúde, como comentado acima, ela permite que o idoso desenvolva novas habilidades, experiências, sem falar em uma maior satisfação pessoal, pois está intimamente relacionado com sua autoestima.

Envelhecer ativamente é mais do que uma forma para envelhecer é um hábito de vida que pode auxiliar na prevenção de doenças crônicas, como Diabetes, Hipertensão, Doenças Cardiovasculares, dentre outras. Abordaremos mais detalhadamente essas doenças e suas causas em posts futuros.

Esse processo possui alguns determinantes, que possuem suas mais variadas formas, dentre eles: determinantes comportamentais, pessoais, sociais, econômicos e o ambiente no qual as pessoas estão inseridas. Muitas vezes esses fatores estão associados a questões de gênero, e com a cultura dos diferentes países. Ou seja, a pessoa que envelhece no Brasil possui características diferentes do que as que envelhecem na Europa, o idoso brasileiro é diferente do europeu.

A partir desses e de outros indicadores que se é possível determinar a faixa etária da população idosa, que mundialmente é aceita como acima dos 60 anos, porém em alguns países essa idade corresponde somente para a população feminina, enquanto que os homens são considerados idosos a partir dos 65 anos.

Tais aspectos influenciam diversas políticas, como por exemplo a de aposentadoria, assento preferencial em veículos de transporte, Benefícios de Prestação Continuada (BPC), entre outros.

Assim, o envelhecimento ativo é composto por diversos fatores, que associados auxiliam na elaboração de direitos e deveres da população idosa. É uma condição que pode ocorrer desde o nascimento. A forma como envelhecemos, seja ela bem sucedida ou mal sucedida, depende única e exclusivamente de nós mesmos, sendo nossa responsabilidade a autonomia de cuidado com o corpo, com a mente, com as emoções. Afinal somos os únicos responsáveis pelo nosso destino. Porém, o ambiente em que estamos inseridos influencia diretamente nas nossas vidas e do suporte que ele nos proporciona. Por isso, ainda são necessárias muitas adaptações nos diversos equipamentos e instituições para atender melhor a população.

Esperamos que tenham gostado do post de hoje.

Não esqueça de compartilhar nosso blog para seus amigos, colegas e parentes

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse ou outros temas relacionados entre em contato conosco!

Abraços!




terça-feira, 12 de abril de 2016

Dia Mundial da Doença de Parkinson - 11/04






Olá Caros Leitores!

Hoje vamos falar um pouco sobre a Doença de Parkinson (DP), já que o dia 11 de abril é considerado o Dia Mundial desta doença. 

O Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa e acontece devido à degeneração dos neurônios (células do Sistema Nervoso), numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem diversas substâncias, entre elas uma chamada dopamina, que é um neurotransmissor, que sinaliza ao corpo mensagens encaminhadas pelo cérebro, como por exemplo, a realização de contração muscular, entre outras atividades. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os seguintes sintomas:

  • Tremores;
  • Lentidão de movimentos;
  • Rigidez muscular;
  • Desequilíbrio;
  • Alterações na fala e na escrita. 

Os primeiros sintomas da DP ocorrem de modo quase imperceptível e progridem lentamente, o que impossibilita o próprio paciente, ou seus familiares, de identificarem o início preciso das primeiras manifestações. 

O primeiro sinal pode ser uma sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia. A caligrafia pode se tornar menos legível ou diminuir de tamanho. A fala sofre alterações podendo se tornar lenta e menos articulada. O paciente freqüentemente torna-se deprimido sem motivo aparente. Podem ocorrer lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade. Dores musculares são comuns, principalmente na região lombar.

Muitas vezes, amigos ou familiares são os primeiros a notar as primeiras mudanças: um braço ou uma perna movimenta-se menos do que o outro lado, a expressão facial perde a espontaneidade (como se fosse uma máscara), diminui a freqüência com que a pessoa pisca o olho, os movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais tempo em determinada posição e parece um tanto rígida.

O sinal mais característico dessa doença é o tremor de extremidades, principalmente as mãos, denominado tremor de repouso, ou seja, a pessoa apresenta tremores em momentos que não está realizando atividade, porém no momento de realizar uma ação, ela geralmente tende a não tremer. É claro que com o desenvolvimento do quadro, muitos pacientes acabam desenvolvendo tremores durante atividades, principalmente aquelas que dependem de atenção e de movimentos precisos. A DP é considerada uma síndrome, devido o acúmulo de diversos sintomas.

A doença é muito comum no Brasil, atingindo cerca de 150 mil pessoas por ano, acometendo geralmente os mais velhos, embora possa se manifestar nos jovens porém são casos mais raros.

Ainda não existe a cura, mas existe o tratamento, que auxilia no controle dos sintomas e retarda o progresso da doença.

As estratégias de tratamento podem ser divididas em: medidas não-farmacológicas, medidas farmacológicas e tratamento cirúrgico.

As medidas não-farmacológicas não impedem a progressão da doença, mas preparam os indivíduos para enfrentar as alterações orgânicas e psicológicas ocasionadas pela enfermidade. É necessário informar o paciente a respeito da doença, sua causa e o tratamento que será instituído. Ainda, dentro desta categoria, é indispensável o suporte psicológico tanto para o indivíduo quanto para os seus familiares, que terão de lidar com muitas mudanças e adaptações.

Exercícios físicos são indicados para manter um estado de funcionamento muscular e osteo-articular. Um acompanhamento por um fisioterapeuta e terapeuta ocupacional são imprescindíveis para auxiliar nos movimentos do portador de DP e no auxílio de suas atividades diárias. Além disso, para as questões da fala, é indicado um tratamento fonoaudiológico.

Dentre os medicamentos utilizados para o tratamento o principal chama-se levodopa, além de agonistas dopaminérgicos e outros. Esses medicamentos acabam por regular a quantidade de dopamina liberada pelos neurônios.

Portanto, o tratamento não se restringe apenas a uma medida, devendo ser abordadas em conjunto para que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida durante o desenvolvimento da doença.

É importante informar a população sobre a doença de Parkinson para que a mesma seja identificada o quanto antes, para receber o tratamento e acompanhamento adequado. 

Esperamos que a postagem tenha sido esclarecedora.

Tenham uma ótima semana.

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse tema entre em contato conosco!

Abraços! 

quarta-feira, 23 de março de 2016

A criança de hoje é o idoso de amanhã

Olá Pessoal! Como passaram a última semana? Esperamos que bem. :)

O nosso texto de hoje tem como objetivo fazer com que a gente reflita a respeito de como os idosos são vistos pela sociedade e sobre o nosso próprio processo de envelhecimento. Também, a discutir um pouco sobre como as crianças de hoje se preparam para suas fases adulta e da velhice.

Através de diversas conversas entre nós e com outros colegas e por aulas que já tivemos, nós discutimos e pensamos muito em como a sociedade enxerga as pessoas idosas e sobre o medo em que a maioria tem de envelhecer e de ficar velho. E, principalmente, sobre qual é a visão que as nossas crianças tem a respeito da velhice e do seu próprio processo de envelhecimento.

Por que, no nosso país, valorizamos mais as crianças do que os idosos? Na verdade, não pensamos que as crianças de hoje serão os idosos de amanhã, porque ninguém pára para pensar que um dia vai envelhecer, como desejam envelhecer ou o real significado do processo de envelhecimento. Nem nos preparamos para fazer dessa fase a melhor possível, pensamos principalmente nas dificuldades e declínios que essa fase apresenta ou, então, achamos que somente os outros envelhecem, que continuaremos a ser jovens eternamente.

Para que este cenário se transforme, é necessário que antigos valores sejam repassados para as crianças, que são replicadoras de informações dentro dos seus lares e precisam de esclarecimentos relacionados ao tema. 

Uma proposta é introduzir assuntos e disciplinas que abordem o envelhecimento e a velhice nas escolas para iniciar a conscientização da sociedade, desde os mais jovens, bem como a preparação dos professores.

Outra maneira de ensinar as crianças a valorizarem e a respeitarem os idosos é promover encontros intergeracionais, ou seja, encontros que ocorrem entre indivíduos pertencentes a diferentes grupos etários, não se restringindo apenas ao contexto familiar mas, também, envolvendo todo o campo social. 

Visitas à Instituições de Longa Permanência já acontecem, mas, por vezes, visitar apenas esse tipo de Instituição pode construir e reforçar uma imagem negativa da velhice para as crianças, que podem generalizar que todos os velhos irão necessitar desse tipo de cuidado. A velhice é heterogênea e cada um possui necessidades individuais, ou seja, não existe um padrão.

Para promover relações intergeracionais há diversos modos, como convidar idosos da comunidade a visitarem escolas e a participarem de dinâmicas com os alunos, a compartilharem histórias de vida e, também, a levar os alunos para visitarem outras instituições, como Núcleos de Convivência, que atendem um publico de idosos mais ativos.
Além disso, informar as crianças e os jovens sobre o próprio processo de envelhecimento, a longo prazo, é muito importante, pois, pode propiciar à aquisição de hábitos mais saudáveis de vida, como alimentação saudável e prática regular de exercícios.

Segundo a Política Nacional do Idoso (lei 8.842/94) o processo de envelhecimento diz respeito à sociedade em geral, devendo ser objeto de conhecimento e informação para todos. Para garantir a inserção social dos idosos, propõe, ainda, a inclusão nos currículos mínimos, nos diversos níveis do ensino formal, conteúdos voltados para o processo de envelhecimento, de forma a eliminar preconceitos e a produzir conhecimentos sobre o assunto. A intergeracionalidade é prevista a partir da viabilização de formas alternativas de participação, ocupação e convívio do idoso, que proporcionem sua integração às demais gerações.

O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003) no art. 3 prevê o estabelecimento de mecanismos que favoreçam a divulgação de informações de caráter educativo sobre os aspectos biopsicosociais do envelhecimento, para isso sugere a inclusão do tema envelhecimento nos currículos mínimos da educação formal (art. 22). Ressalta, também, no art. 21, a importância do idoso quanto à transmissão de conhecimentos e vivências às demais gerações, no sentido da preservação da memória e da identidade culturais.

É previsto por lei que informações, conhecimento e preparação de profissionais a respeito de temas gerontológicos sejam abordados desde o ensino básico. É necessário mostrar que envelhecer não é sinônimo de declínio e que existem muitos pontos positivos.

Atualmente, vivemos em um mundo e em uma sociedade que cada vez mais notícias tristes e caóticas são veiculadas, o que nos faz pensar a vida como sinônimo de desgraça, tragédia ou então sofrimento. E acabamos nos esquecemos que existem coisas boas na vida, como, por exemplo, estudar, formar, namorar, casar, passar momentos e festas com os familiares e amigos, ter um emprego, ser um profissional, utilizar o conhecimento para ajudar o próximo, viajar e conhecer novas culturas, entre outros diversos valores que podemos enunciar aqui, mas que em verdade muitas vezes não pensamos, seja pela vida automatizada que levamos, seja pelo o que o ambiente nos oferece.

Envelhecer não é apenas uma preparação para a morte. É conseguir transmitir experiências de vida às gerações futuras de modo a auxiliar os mais jovens a desenvolverem suas habilidades e competências. A vida, muitas vezes, não é fácil, mas existem pessoas que cruzam nossos caminhos para nos ensinar o quanto vale à pena passar pelas dificuldades. Afinal, só temos alegrias se temos dificuldades para superar e aprender com as mesmas.

Esperamos que tenham gostado dessa matéria. Se você quer saber mais sobre o nosso trabalho entre em contato conosco!

Leia mais a respeito em: http://portaldoenvelhecimento.com/revista-nova/index.php/revistaportal/article/viewFile/196/196


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Mas, afinal, o que é Gerontologia?

Olá pessoal !
Como post inicial nada mais justo do que contarmos um pouco sobre o que é a Gerontologia. Vamos tentar relatar de maneira clara e resumida. 


A Gerontologia é um campo relativamente novo no Brasil, mas historicamente ela é bastante difundida nos países da Europa Ocidental e Ásia, pelo fato de sua população ter envelhecido precocemente, por conta de fatores epidemiológicos, como a diminuição das taxas de fecundidade, natalidade, mortalidade e o controle de doenças crônicas e epidemiológicas. 

Mas, afinal, o que é Gerontologia?

A Gerontologia é a ciência que estuda o envelhecimento nos aspectos biológicos, psicológicos e sociais (biopsicossociais), sendo um fenômeno que se inicia desde o nascimento até o óbito, passando por todas as fases do desenvolvimento humano (o ciclo vital). Essa ciência leva em conta a cultura e a espiritualidade do indivíduo, de modo a se adaptar à realidade em que o mesmo vive, não sendo uma ciência médica, mas sim com uma abrangência multi e interdisciplinar.

Existem diferentes tipos de profissionais: aqueles oriundos de outras áreas do conhecimento com pós-graduação em Gerontologia, que são denominados gerontologistas (ou especialistas em gerontologia) e aqueles que fizeram graduação do tipo bacharelado em Gerontologia, denominados de gerontólogos, além dos profissionais que realizam cursos técnicos na área, denominados de técnicos em gerontologia. 

"Mas, afinal...qual é o papel desse profissional? O que faz um gerontólogo? É tipo cuidador?"

O gerontólogo é um profissional generalista capacitado para compreender, criar, planejar, desenvolver e avaliar formas de apoio ao idoso, seus cuidadores familiares e ações de promoção do envelhecimento saudável. O gerontólogo pode trabalhar na gestão de casos, atuando individualmente ou como membro de uma equipe multiprofissional, fornecendo uma visão generalista e integral sobre o processo de cuidado. Preocupando-se com os aspectos biopsicossociais envolvidos nesse processo e, com a promoção da qualidade de vida e bem estar, tanto de uma pessoa idosa, de um familiar ou de uma pessoa mais jovem.

Podendo atuar também na área da gestão organizacional, em instituições que prestam serviços à população idosa e voltando-se para a promoção do envelhecimento ativo.


O gerontólogo possui a habilidade de planejar e acompanhar ações voltadas para a linha do cuidado e para a promoção do envelhecimento ativo e bem-sucedido, conferindo-lhe a atuação na coordenação de grupos e equipes.


Outro papel importante desse profissional é na área de socioeducação, atuando na educação permanente de profissionais e cuidadores, bem como na educação para o envelhecimento, podendo trabalhar com diferentes grupos etários, visando a construção de conhecimento sobre o processo de envelhecimento e a valorização da pessoa idosa. 

Olha só quanta coisa podemos fazer! E como podemos colaborar para melhorar diversos aspectos na sociedade. Você pode não gostar de atuar nessa área e não se identificar. Mas você não pode negar o fato de que está envelhecendo, pois todos estamos envelhecendo, o tempo todo. Além disso, todos temos familiares, sejam eles pais ou avós que são mais idosos e, que em algum momento, podem necessitar de uma atenção específica.

Então, criamos este blog para ajudar a entender e compreender o processo de envelhecer das pessoas que nos cercam e o nosso próprio. Procuraremos trazer diversos assuntos que nos rodeiam todos os dias sob a perspectiva gerontológica. Buscaremos trazer informações científicas e novidades sobre o envelhecimento, sempre com qualidade. Afinal, conhecimento nunca é demais e sempre nos ajuda em diversos momento de nossas vidas. É algo que sempre iremos carregar conosco.

Por isso o blog foi criado, com a intenção de informar a população e disseminar os conhecimentos gerontológicos. A opinião de vocês é muito importante. Comentem sobre o que acharam e sobre qual tema vocês tem curiosidade de saber mais.

Participem!!:D Assim, podemos construir junto com vocês uma página mais interessante e que atenda às suas necessidades.

Esperamos que tenham gostado e que visitem sempre a nossa página. Qualquer dúvida, crítica ou sugestão estamos a disposição. Nossos contatos podem ser encontrados no menu do blog.

Obrigada e abraços!