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domingo, 30 de abril de 2017

Alcoolismo parental e envelhecimento: quais as consequências?

Olá leitores! 
Primeiramente queremos agradecer a todos que tem nos acompanhado. O apoio de vocês é a nossa maior motivação. O nosso muito obrigado de coração!

Hoje estamos trazendo um tema que já comentamos antes em nossas redes sociais: o alcoolismo. Abril é considerado o mês da consciência do álcool com o objetivo de reduzir os preconceitos relacionados à essa doença crônica que é tratável.
A Mayara realizou seu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado "Alcoolismo parental e Grupos de Apoio: Repercussões Psicossociais sobre Filhos Adultos" e iremos discorrer um pouco a respeito.

Segundo vários estudos e instituições, é considerado alcoolismo a partir do momento que o uso repetitivo de álcool começa a trazer problemas para a vida do indivíduo, tanto nos aspectos clínicos quanto nos sócio-econômicos e familiares. Além disso, é considerado como uma patologia e que afeta a todos que convivem direta ou indiretamente com ela, sendo considerado um problema de saúde pública. 
O número de idosos tem aumentado no mundo todo, bem como o número de idosos que abusam de álcool e outras drogas. Então, é necessário maior atenção a essa parcela da população pois os efeitos do álcool são mais rápidos e acentuados na velhice, devido às alterações fisiológicas do envelhecimento.

Parentes de primeiro grau tem de quatro a nove vezes mais chances de desenvolverem um distúrbio relacionado ao álcool (Souza & Carvalho, 2013).
O alcoolismo é considerado uma doença da família, trazendo, assim, consequências para os filhos de alcoólatras, podendo desenvolver comportamentos saudáveis ou disfuncionais. Conviver com um pai ou mãe alcoólatra pode interferir no processo de envelhecimento e no desenvolvimento do indivíduo, além de impactar na sua qualidade de vida.

De acordo com as pesquisas da área, filhos de pais que abusam de álcool podem desenvolver depressão, ansiedade, déficit no desenvolvimento escolar e dificuldade em se relacionar, mas, também podem desenvolver características resilientes, o que depende muito da história de vida de cada um, do suporte que tiveram de outros membros da família ou da comunidade e de aspectos subjetivos e internos. 

Grupos de apoio que acolhem tanto o alcoólatra quanto seus familiares tem desempenhado papel importante no tratamento e na conscientização sobre esse transtorno, além de proporcionar que os participantes​ troquem experiências e criem novos vínculos. 

Portanto, entendemos que o alcoolismo é uma doença que afeta o indivíduo em vários aspectos, além de influenciar àqueles que o cercam e seu tratamento deve ser multifatorial, sendo necessário incluir a família nesse processo.
É importante que informações relacionadas ao abuso de álcool e ao seu tratamento sejam cada vez mais divulgadas pois quanto maior o conhecimento da população e dos familiares melhor será o resultado do tratamento. 
Lembramos que o tratamento deve ser realizado através do acompanhamento por uma equipe multiprofissional, levando em consideração aspectos biopsicosócio-culturais e que os grupos de apoio são de grande importância.
O gerontólogo pode atuar em conjunto com a equipe auxiliando no esclarecimento de dúvidas e questões relacionadas ao processo de envelhecimento, em diferenciar o que é natural e patológico na fase da velhice, a esclarecer que o alcoolismo não é algo natural da velhice e que existe tratamento. Além disso, reforçar que a família precisa e deve acompanhar esse processo. Pode participar da discussão de casos e realizar palestras e programas que alertem sobre as consequências do alcoolismo ao longo do envelhecimento.

Esse é um resumo do tema. Se quiserem saber mais, entrem em contato conosco que teremos o prazer de conversar com vocês.
Agradecemos a visita e, se gostaram, compartilhem a informação!
Um abraço.

Imagem: http://vencendo-o-alcoolismo.blogspot.com.br/2013/07/alcoolismo-e-o-impacto-sobre-os-filhos.html?m=1

terça-feira, 12 de abril de 2016

Dia Mundial da Doença de Parkinson - 11/04






Olá Caros Leitores!

Hoje vamos falar um pouco sobre a Doença de Parkinson (DP), já que o dia 11 de abril é considerado o Dia Mundial desta doença. 

O Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa e acontece devido à degeneração dos neurônios (células do Sistema Nervoso), numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem diversas substâncias, entre elas uma chamada dopamina, que é um neurotransmissor, que sinaliza ao corpo mensagens encaminhadas pelo cérebro, como por exemplo, a realização de contração muscular, entre outras atividades. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os seguintes sintomas:

  • Tremores;
  • Lentidão de movimentos;
  • Rigidez muscular;
  • Desequilíbrio;
  • Alterações na fala e na escrita. 

Os primeiros sintomas da DP ocorrem de modo quase imperceptível e progridem lentamente, o que impossibilita o próprio paciente, ou seus familiares, de identificarem o início preciso das primeiras manifestações. 

O primeiro sinal pode ser uma sensação de cansaço ou mal estar no fim do dia. A caligrafia pode se tornar menos legível ou diminuir de tamanho. A fala sofre alterações podendo se tornar lenta e menos articulada. O paciente freqüentemente torna-se deprimido sem motivo aparente. Podem ocorrer lapsos de memória, dificuldade de concentração e irritabilidade. Dores musculares são comuns, principalmente na região lombar.

Muitas vezes, amigos ou familiares são os primeiros a notar as primeiras mudanças: um braço ou uma perna movimenta-se menos do que o outro lado, a expressão facial perde a espontaneidade (como se fosse uma máscara), diminui a freqüência com que a pessoa pisca o olho, os movimentos tornam-se mais vagarosos, a pessoa permanece por mais tempo em determinada posição e parece um tanto rígida.

O sinal mais característico dessa doença é o tremor de extremidades, principalmente as mãos, denominado tremor de repouso, ou seja, a pessoa apresenta tremores em momentos que não está realizando atividade, porém no momento de realizar uma ação, ela geralmente tende a não tremer. É claro que com o desenvolvimento do quadro, muitos pacientes acabam desenvolvendo tremores durante atividades, principalmente aquelas que dependem de atenção e de movimentos precisos. A DP é considerada uma síndrome, devido o acúmulo de diversos sintomas.

A doença é muito comum no Brasil, atingindo cerca de 150 mil pessoas por ano, acometendo geralmente os mais velhos, embora possa se manifestar nos jovens porém são casos mais raros.

Ainda não existe a cura, mas existe o tratamento, que auxilia no controle dos sintomas e retarda o progresso da doença.

As estratégias de tratamento podem ser divididas em: medidas não-farmacológicas, medidas farmacológicas e tratamento cirúrgico.

As medidas não-farmacológicas não impedem a progressão da doença, mas preparam os indivíduos para enfrentar as alterações orgânicas e psicológicas ocasionadas pela enfermidade. É necessário informar o paciente a respeito da doença, sua causa e o tratamento que será instituído. Ainda, dentro desta categoria, é indispensável o suporte psicológico tanto para o indivíduo quanto para os seus familiares, que terão de lidar com muitas mudanças e adaptações.

Exercícios físicos são indicados para manter um estado de funcionamento muscular e osteo-articular. Um acompanhamento por um fisioterapeuta e terapeuta ocupacional são imprescindíveis para auxiliar nos movimentos do portador de DP e no auxílio de suas atividades diárias. Além disso, para as questões da fala, é indicado um tratamento fonoaudiológico.

Dentre os medicamentos utilizados para o tratamento o principal chama-se levodopa, além de agonistas dopaminérgicos e outros. Esses medicamentos acabam por regular a quantidade de dopamina liberada pelos neurônios.

Portanto, o tratamento não se restringe apenas a uma medida, devendo ser abordadas em conjunto para que o indivíduo tenha uma melhor qualidade de vida durante o desenvolvimento da doença.

É importante informar a população sobre a doença de Parkinson para que a mesma seja identificada o quanto antes, para receber o tratamento e acompanhamento adequado. 

Esperamos que a postagem tenha sido esclarecedora.

Tenham uma ótima semana.

Qualquer dúvida, ou se você quer saber mais sobre esse tema entre em contato conosco!

Abraços!