Olá leitores!
Primeiramente queremos agradecer a todos que tem nos acompanhado. O apoio de vocês é a nossa maior motivação. O nosso muito obrigado de coração!
Hoje estamos trazendo um tema que já comentamos antes em nossas redes sociais: o alcoolismo. Abril é considerado o mês da consciência do álcool com o objetivo de reduzir os preconceitos relacionados à essa doença crônica que é tratável.
A Mayara realizou seu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado "Alcoolismo parental e Grupos de Apoio: Repercussões Psicossociais sobre Filhos Adultos" e iremos discorrer um pouco a respeito.
Segundo vários estudos e instituições, é considerado alcoolismo a partir do momento que o uso repetitivo de álcool começa a trazer problemas para a vida do indivíduo, tanto nos aspectos clínicos quanto nos sócio-econômicos e familiares. Além disso, é considerado como uma patologia e que afeta a todos que convivem direta ou indiretamente com ela, sendo considerado um problema de saúde pública.
O número de idosos tem aumentado no mundo todo, bem como o número de idosos que abusam de álcool e outras drogas. Então, é necessário maior atenção a essa parcela da população pois os efeitos do álcool são mais rápidos e acentuados na velhice, devido às alterações fisiológicas do envelhecimento.
Parentes de primeiro grau tem de quatro a nove vezes mais chances de desenvolverem um distúrbio relacionado ao álcool (Souza & Carvalho, 2013).
O alcoolismo é considerado uma doença da família, trazendo, assim, consequências para os filhos de alcoólatras, podendo desenvolver comportamentos saudáveis ou disfuncionais. Conviver com um pai ou mãe alcoólatra pode interferir no processo de envelhecimento e no desenvolvimento do indivíduo, além de impactar na sua qualidade de vida.
De acordo com as pesquisas da área, filhos de pais que abusam de álcool podem desenvolver depressão, ansiedade, déficit no desenvolvimento escolar e dificuldade em se relacionar, mas, também podem desenvolver características resilientes, o que depende muito da história de vida de cada um, do suporte que tiveram de outros membros da família ou da comunidade e de aspectos subjetivos e internos.
Grupos de apoio que acolhem tanto o alcoólatra quanto seus familiares tem desempenhado papel importante no tratamento e na conscientização sobre esse transtorno, além de proporcionar que os participantes troquem experiências e criem novos vínculos.
Portanto, entendemos que o alcoolismo é uma doença que afeta o indivíduo em vários aspectos, além de influenciar àqueles que o cercam e seu tratamento deve ser multifatorial, sendo necessário incluir a família nesse processo.
É importante que informações relacionadas ao abuso de álcool e ao seu tratamento sejam cada vez mais divulgadas pois quanto maior o conhecimento da população e dos familiares melhor será o resultado do tratamento.
Lembramos que o tratamento deve ser realizado através do acompanhamento por uma equipe multiprofissional, levando em consideração aspectos biopsicosócio-culturais e que os grupos de apoio são de grande importância.
O gerontólogo pode atuar em conjunto com a equipe auxiliando no esclarecimento de dúvidas e questões relacionadas ao processo de envelhecimento, em diferenciar o que é natural e patológico na fase da velhice, a esclarecer que o alcoolismo não é algo natural da velhice e que existe tratamento. Além disso, reforçar que a família precisa e deve acompanhar esse processo. Pode participar da discussão de casos e realizar palestras e programas que alertem sobre as consequências do alcoolismo ao longo do envelhecimento.
Esse é um resumo do tema. Se quiserem saber mais, entrem em contato conosco que teremos o prazer de conversar com vocês.
Agradecemos a visita e, se gostaram, compartilhem a informação!
Um abraço.
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| Imagem: http://vencendo-o-alcoolismo.blogspot.com.br/2013/07/alcoolismo-e-o-impacto-sobre-os-filhos.html?m=1 |

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