Olá, leitores!
Estamos de volta trazendo um tema que preocupa muita gente: a memória.
Nos dias de hoje, é comum ouvirmos as pessoas se queixando de esquecimento. E não apenas os idosos mas também jovens e adultos. E olhem que interessante: as falhas de memória entre os idosos frequentemente tem as mesmas causas que em jovens, a não ser que alguma doença que a comprometa esteja instalada.
Existem muitos estereótipos e mitos com relação à memória das pessoas mais velhas, como a generalização de que todo velho é esquecido, que não são capazes de aprender novas informações ou de recordar fatos. É verdade que alguns aspectos da memória são afetados ao longo do envelhecimento mas não podemos associar as dificuldades que surgem com a senilidade (processo patológico do envelhecimento).
E quais são as causas em comum que podem prejudicar a memória de jovens e velhos? Algumas delas são: pouco esforço ou pouco uso da memória; cansaço; sobrecarga mental, estresse e preocupação em excesso; problemas de saúde; depressão; ansiedade; dificuldade em prestar atenção; não utilizar estratégias de memória; uso de alguns medicamentos; má alimentação; insônia; sedentarismo, dentre outros aspectos. Lembrando que não estamos falando de idosos acometidos por alguma demência, como o Alzheimer, ou que tenham algum tipo de sequela!
A memória possui subsistemas (que não iremos detalhar nesse texto) e todos eles interagem entre si e são inter-relacionados. Alguns aspectos começam a sofrer alterações por volta dos 25 anos de idade e outros não são afetados ao longo do envelhecimento. Geralmente, a área da linguagem e da cognição social são aspectos mais preservados em idosos sem demência e as funções relacionadas à atenção e às funções visuo-espaciais sofrem maior declínio.
As mudanças que ocorrem podem dificultar no aprendizado de novas informações e no resgate do que já sabemos, mas não se torna impossível. Muitas situações demandam mais de nossa memória e tornam-sem mais desafiadoras quando ficamos velhos e é preciso mais esforço para aprender algo novo e, se aprendermos bem a nova informação, não iremos esquecê-la. Não nos esquecemos de nossas atividades rotineiras justamente por repeti-las com frequência. Então, uma vez que nos dedicamos a aprender algo novo, provavelmente essa informação será armazenada.
Existem maneiras de minimizar o impacto dessas alterações se estivermos dispostos a nos esforçar. Porém, devemos escolher tarefas e formas que sejam melhores para cada um de nós, que façam sentido e que nos ajude a manter as habilidades de memorização.
Algumas medidas que podem melhorar o potencial de nossa memória são:
- Exercitem-se e mantenham-se saudáveis;
- Reduzam o estresse sempre que possível. Tirem um tempo para fazer algo prazeroso e que te proporcionem tranquilidade;
- Diminuam medicamentos que possam afetar a sua memória e a sua atenção. Conversem com o seu médico a respeito;
- Reduzam a sobrecarga da sua mente. Coloquem as suas coisas sempre nos mesmos lugares e utilizem calendários, listas, agendas e lembretes.
- Realizem desafios mentais. Podem ser jogos ou aprender algo novo, como uma língua ou instrumento musical;
- Mantenham uma auto-concepção positiva a respeito do potencial de sua memória. Celebrem novas conquistas e não enfatizem os estereótipos relacionados à idade;
- Conheçam seus pontos fortes e fracos. Busquem técnicas que possam ajudar.
E, para lembrar o que é muito importante, tentem fazer o seguinte:
- Se necessário, utilizem seus óculos e aparelhos auditivos;
- Prestem muita atenção;
- Eliminem distrações externas e internas. Foquem totalmente nas suas atividades;
- Listem suas prioridades;
- Respeitem o seu tempo. Aprender e recordar demandam maior tempo quando vamos ficando mais velhos;
- Repitam as informações para criar uma nova memória;
- Pensem estrategicamente. Encontrem estratégias que geralmente funcionam para vocês. Alguns exemplos são: elaborar lembretes, organizar as informações em categorias, conectar novos itens com itens significativos que já estavam em suas memórias, identificar os principais pontos de uma história, repetir o que se deseja memorizar, escrever as informações, criar imagens mentais.
Essas são algumas dicas que podem ser úteis para pessoas de todas as idades. Além disso, existem programas de estimulação cognitiva que utilizam várias ferramentas para aprimorar a nossa memória e cognição. Não existe idade certa para iniciar, e melhores resultados são obtidos o quanto antes começar. Se vocês tem interesse entrem em contato conosco.
Esperamos que tenham gostado do texto e que tenha sido útil e informativo. Comentem a respeito e compartilhem conosco as suas estratégias para manter o bom funcionamento da memória. Estamos à disposição para qualquer esclarecimento.
Agradecemos a visita!
Um abraço.
Um abraço.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Gostou? Deixe seu comentário ou entre em contato conosco