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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Esquecimento é coisa de velho?

Olá pessoal! Como estão? Esperamos que tenham tido uma ótima semana!

Hoje vamos falar um pouco sobre esquecimentos e perda de memória, discutindo sobre a linha tênue do que é considerado normal e patológico.



Vamos iniciar com algumas questões: Vocês acham que todos os idosos tem problemas de memória? Acham que todos nós vamos ficar esquecidos quando ficarmos velhos?

A maioria da sociedade acredita que sim e, ainda, que esquecer é algo natural. Pois nós afirmamos que não é. Com o processo de envelhecimento acontecem diversas alterações naturais no nosso organismo, bem como no nosso cérebro. Muitas teorias apontam que começamos a apresentar uma alteração cognitiva a partir dos 25 anos de idade. Mas, não é para ficarem assustados! São pequenas alterações que interferem na nossa atenção e na possibilidade de realizar várias tarefas ao mesmo tempo, por exemplo, o que não é muito indicado de qualquer forma.

As pessoas geralmente tem medo de envelhecer, pois apresentam uma vaga noção de que vão começar a esquecer objetos em diferentes lugares, do nome dos familiares e de sua fisionomia. É verdade que, em alguns casos, os esquecimentos podem ocasionar acidentes, como por exemplo, deixar a boca do fogão acesa, ou o gás de cozinha. Quando os esquecimentos tornam-se frequentes e colocam o indivíduo ou outras pessoas em risco é necessário prestar atenção e procurar ajuda profissional.

Tais situações são mais frequentes do que imaginamos, e podem ser um indicativo de que a memória já não é como antes. Mas, afinal, o que é memória? Segundo Lent (2010), memória pode ser definida como a capacidade do indivíduo de processar, adquirir e recuperar informações.
Além disso, tem subdivisões e é influenciada pelo nosso sistema sensorial e pelo ambiente em que estamos.

Quando começam a ocorrer falhas no processamento das informações podemos dizer que o indivíduo está sofrendo de declínio cognitivo e, em alguns casos, de síndromes demenciais, que podem ser de vários tipos, como: depressivas, Doença de Alzheimer, Demência Senil, entre outras (Gonçalves e Carmo, 2012).
Porém, atenção! Nem todo esquecimento é causado por alguma demência. Não temos como guardar todas as informações que recebemos ao longo de nossas vidas e nem tudo o que vivenciamos ao longo do dia. Temos que perceber o grau desses esquecimentos e se é algo recorrente.
Todos esses tipos de síndromes podem apresentar em seu estado agudo um momento de delirium (que é quando o indivíduo está no momento de confusão mental), em que há a intensificação de sinais como: agressividade, irritabilidade, inquietude, entre outros sintomas.

Mas, afinal, como reconhecer se o seus familiares possuem um indício de Síndrome Demencial? É simples. Bastam observar alguns sinais relevantes:

- Verifique se o olhar da pessoa permanece estático, sem piscar, de modo que atravessa objetos e pessoas o qual mantêm o foco;

- Verifique se ele repete informações ou se utiliza diversas vezes a mesma expressão, mesmo que em tom baixo;

- Observe a comunicação não verbal do indivíduo (Ex: movimentação, se está agitado ou inquieto, expressão facial, se está irritado ou angustiado, principalmente após episódios de esquecimento ou confusão, entre outros sinais).

Muitos cuidadores, sejam eles familiares ou profissionais, sentem-se incapazes ou impossibilitados de fazer algo pelas pessoas que possuem algum tipo de demência, principalmente quando estão em um momento de delirium.
E, então, o que podemos fazer?

- Primeiramente mantenha a calma e compreenda o que acontece com a pessoa. Ás vezes o que parece normal para quem cuida, é um fator estressante para quem é cuidado;

- Procure identificar o fator estressante, que pode ser um fator ambiental (Ex: um ruído estridente, barulho de máquinas ou eletrodomésticos, aromas, luminosidade...) ou fatores psicossociais (Ex: pessoas, palavras proferidas, gestos e expressões faciais ou corporais,...);

- Se possível, afaste o fator estressante;

- Fale de modo claro e em tom suave;

- Tente trazer o paciente à luz dos acontecimentos, conversar, explicar e orientar a pessoa que está em delirium. Atenção! Algumas vezes essa prática pode acentuar os sintomas. Então procure colocar o indivíduo a frente da situação, para que ele reflita sobre o que está acontecendo;

- Proporcionar atividades prazerosas à pessoa que sofre com alguma demência. Atividades com música costumam ser bem aceitas e proporcionam boas sensações,

- Procure ajuda especializada.

Pessoas com graus intermediários e elevados de demência, possuem momentos de lucidez. É preciso aproveitar esses momentos para tranquilizar a pessoa. Quem pensa que somente idosos possuem demência, estão enganados. Foram relatados alguns casos, na Europa e América do Norte, de jovens a partir de 25 anos, e adultos a partir de 50 anos que possuíam Doença de Alzheimer.

Além disso, outras situações podem causar amnésia e confusão mental nas pessoas, como lesões, quedas e tumores no cérebro. E, a confusão mental (delirium) pode se manifestar como um sintoma de outras doenças, principalmente em idosos, podendo ser alguma infecção ou, até mesmo, desidratação.
Outros fatores que podem ocasionar perda de memória são depressão, ansiedade e estresse. Então, é sempre bom dar uma relaxada realizando exercícios de respiração, por exemplo.

Os nossos hábitos diários interferem diretamente no funcionamento do nosso corpo e da nossa mente. Por isso, cuide-se sempre. Beba muita água, desafie a sua memória, tente aprender algo novo, realize atividades prazerosas, tenha uma boa alimentação e faça exercícios físicos. Sabemos que a vida é corrida e que nem sempre temos tempo ou recursos para realizar tudo o que queremos, mas, sempre podemos melhorar um pouco por vez.

Por isso não é a toa aquele ditado: "Mente sã em um corpo são..." - John A. Locke.

Esperamos que tenham gostado e que as informações tenham sido úteis. Comentem sobre o que acharam e sobre possíveis dúvidas ou curiosidades. A opinião de vocês é muito importante!
Obrigada pela visita e voltem sempre!
Abraços.

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Referências

LENT, Robert. Cem bilhões de neurônios-Conceitos Fundamentais em Neurociência. 2ª. Edição, Editora Atheneu, 2010.

GONÇALVES, Endy-Ara Gouvea; CARMO, João dos Santos. Diagnóstico da doença de Alzheimer na população brasileira: um levantamento bibliográfico.Revista Psicologia e Saúde, v. 4, n. 2, p. 170-176, 2012.

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