Olá queridos leitores!
Como estão?
Finalmente estamos postando por aqui. Vieram as festas de fim de ano e estamos bastante atribulados com nossos trabalhos, por isso a demora. Pedimos desculpas e que não desistam de nós!
Temos postado novidades nas nossas redes sociais, não esqueçam de nos seguirem por lá também!
Por falar em novidades, já conferiram os folders que elaboramos em parceria com as meninas do Singular Idade? São quatro temas bem interessantes. Confiram na seção "Material informativo", no menu principal.
Hoje estamos compartilhando um texto muito bacana, interessante e sensível sobre doença de Alzheimer, escrito por Arthur Ruiz, que também é gerontólogo.
Arthur é graduado em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (2013). Foi colaborador no Laboratório de Bioquímica e Biotecnologia na mesma escola (2011-2013). Mestre pelo programa de Mestrado Acadêmico em Saúde e Envelhecimento da Faculdade de Medicina de Marília e aluno pesquisador no Laboratório de Genética na mesma instituição (2014-2016). Doutorando em Farmacologia pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e membro do Grupo de Pesquisa em Neurofarmacologia do Envelhecimento pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2016-). Atualmente trabalha com vias de neuroproteção na Doença de Alzheimer e longevos.
Como perceberam, ele é super engajado nessa área.
Agradecemos imensamente a sua colaboração!
Lembrando que esse mês é conhecido como Janeiro Branco, com o objetivo de evidenciar temas relacionados à saúde mental. Saiba mais em http://www.janeirobranco.com.br/
Confiram o texto, a seguir:
"E se, de repente, esquece-se dos últimos 5, 10 anos? E se, de repente, o caminho de volta pra casa ficasse irreconhecível? E se aquelas pessoas próximas de longa data já não tivessem um rosto tão familiar?
Tais suposições parecem absurdas, mas o que realmente se mostra absurdo é que isso acontece com milhares de pessoas pelo mundo. Segundo dados da Alzheimer’s Disease International (ADI), em 2012, cerca de 35,6 milhões de pessoas eram acometidas pela Doença de Alzheimer. E uma projeção para 2050 de 115,4 milhões.
Tais números sofrem influência do fenômeno tão comentado hoje em dia, o envelhecimento populacional. E como essa doença é quase que exclusiva à população idosa, sua incidência é diretamente proporcional ao número de idosos em todo mundo.
Por se tratar de uma doença neurodegenerativa, o comprometimento do sistema nervoso é certo, e sinais e sintomas como alteração comportamental, perturbação de processos relacionados à linguagem (afasia) e perda da capacidade de realizar movimentos simples, até então (apraxia) são, comumente, relatados. Mas o sintoma que ficou e continua marcado como sendo clássico na Doença de Alzheimer, é a perda de memória.
Pesquisadores e profissionais de diversas áreas têm voltado suas atenções a essa doença nos últimos anos e avanços importantes já foram realizados. É como se revirássemos um quarto em busca de algo que precisássemos muito.
Logo na entrada, numa cadeira, sobre algumas mudas de roupa, encontrou-se que a Doença de Alzheimer não é um sinônimo de senilidade, houve a diferenciação entre as alterações cognitivas normais da velhice e a doença em si quando se descobriu indivíduos de meia idade com sintomas e fisiopatologia características da Doença de Alzheimer. Grande parte do séc. XX foi marcado por pesquisas localizacionaistas que tinham como objetivo delimitar áreas para facilitar a didática e tentar compor relações com comportamentos e doenças. E assim foi feito com a Doença de Alzheimer. Parecia que a charada teria seus dias contados quando a ligação entre hipocampo, memória e a doença foi feita.
Mas não, ainda se tinha muito pra descobrir!
Características moleculares, clivagem de proteína, alterações em neurotransmissores, características genéticas, hábitos de vida, avanço nos diagnósticos, possíveis meios de tratamento. Uma chuva torrencial de novos conhecimentos e aplicações. Mas como num quarto típico de debutante, quanto mais se revira, mais se descobre. E que bom que mais se descobre.
A Doença de Alzheimer é mais multifatorial do que se imagina, desde suas bases moleculares etiológicas até a necessidade de confecção de uma rede de suporte social, no mínimo, estável para o enfrentamento da doença.
Não se sabe em que gaveta está guardada a tão sonhada cura para a Doença de Alzheimer, mas como num típico quarto de debutante, deve estar muito bem escondida ao lado do diário."
E então, o que acharam?
Deixem seus comentários e compartilhem com seus amigos.
Agradecemos a visita e a companhia!
Um grande abraço. Voltem sempre!
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| Imagem retirada do Google |

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