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terça-feira, 29 de março de 2016

Falando sobre o inevitável


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O tema de hoje é muito evitado pela maioria das pessoas mas presente na vida de todos nós, sendo a única certeza que temos: a morte, que é um grande tabu na nossa sociedade.

Vocês tem medo dela? Tem medo de perder quem vocês amam? Sentir medo é natural, pois é claro que sofremos com a partida de alguém. Mas, não falar a respeito ou deixar de refletir não minimiza ou evita esse processo. 

Para iniciarmos a nossa reflexão nós lançamos uma pergunta: O que é vida para vocês?
Realizando uma rápida busca pelo Google, ele nos traz diversas definições (veja aqui) como: 
- período de um ser vivo compreendido entre o nascimento e a morte; existência;
- motivação que anima a existência de um ser vivo, que lhe dá entusiasmo ou prazer; alma, espírito.
De todas as definições essas duas nos chamaram mais a atenção porque a vida é multidimensional, ou seja, influenciada por diversos aspectos, como os biológicos, sociais, psicológicos emocionais, econômicos, culturais e religiosos. Bem como a morte.
A maneira como cada um enfrenta essa circunstância depende muito de sua história de vida e dos aspectos que foram citados acima.
Na nossa sociedade é muito comum associarem a morte às pessoas mais velhas e aos idosos, o que é um grande mito, pois, querendo ou não, "para morrer basta estar vivo", como o próprio ditado diz.

Geralmente, sofremos mais com as mortes inesperadas: a morte de uma criança ou de uma pessoa jovem ou que está saudável e sofre um acidente. Quando uma doença está presente, algumas pessoas vão se preparando durante o processo e a ajuda profissional (como a de um psicólogo) é muito válida e auxilia muito no enfrentamento de uma situação como essa.

Com a perda de um ente querido, nós passamos por um processo de luto, que é marcado por um conjunto de reações emocionais, físicas, comportamentais e sociais, que aparecem como uma resposta a uma perda, seja ela real (causada por alguma morte, perda de uma oportunidade, quando passamos por alguma mudança, enfrentamos uma separação) ou fantasiosa (quando criamos um ideal ou uma expectativa em nossa mente). Então, podemos vivenciar um processo de luto por diversas situações que vivenciamos ao longo de nossas vidas. E, cada indivíduo o vivencia de maneira única, pois o sofrimento é algo muito subjetivo. Além disso, quanto mais forte forem os laços estabelecidos ao longo da vida, maior será o sofrimento presente após uma possível separação ou perda (ruptura afetiva, morte, divórcio ou mudança).

Falando sobre luto, uma psiquiatra chamada Elizabeth Kübler-Ross, criou um modelo denominado "As cinco fases do Luto", que propõe uma descrição de cinco estágios discretos pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia. Segundo esse modelo, pacientes com doenças terminais tendem a entrar em estado de auto-depreciação e por isso necessitam se apoiar em alguns conceitos de conscientização de seu estado. Resumidamente, as fases são as seguintes: 

  1. Negação: "Isso não pode estar acontecendo."
  2. Raiva: "Por que eu? Não é justo."
  3. Negociação: "Deixe-me viver apenas até meus filhos crescerem."
  4. Depressão: "Estou tão triste. Por que me preocupar com qualquer coisa?"
  5. Aceitação: "Tudo vai ficar bem.", "Eu não consigo lutar contra isso, então é melhor me preparar.".

Este vídeo retrata essas fases de maneira mais descontraída. Confiram!

Como já dissemos algumas vezes ao longo do texto, cada ser humano reage de uma maneira. Sendo assim, devemos nos atentar àqueles que estão passando por um processo como esse, pois o luto pode tornar-se mal elaborado ou até mesmo patológico, com a presença de sintomas ansiosos e depressivos de maneira exacerbada e por um longo período. Em casos parecidos é necessário recorrer a ajuda de profissionais. Também é muito comum o luto antecipado, quando já se espera que um ente que está com uma doença grave vai morrer e antecipa-se o sofrimento, deixando de aproveitar os momentos que ainda restam.

Diante de todas essas informações, como podemos ajudar uma pessoa que está passando por um momento assim?
Para Worden (1998), é essencial que a pessoa enlutada realize quatro tarefas básicas, antes que o processo de luto possa ser completado (leiam mais aqui). Segundo ele, tarefas de luto não elaboradas podem prejudicar o crescimento e desenvolvimento futuros. Diz que essas tarefas não precisam ser necessariamente seguidas, em ordem especifica, mas ele sugere a seguinte ordem:
1 – Aceitar a realidade da perda;
2 – Elaborar a dor da perda;
3 – Ajustar-se a um ambiente onde está faltando a pessoa que faleceu;
4 – Reposicionar, em termos emocionais, a pessoa que faleceu e continuar a vida.

Outras estratégias podem ajudar bastante as pessoas nesses momentos, como as crenças e a espiritualidade, que podem auxiliar no processo de elaboração do luto.

Ainda é muito assustador para a maioria da sociedade conversar sobre esses temas, mas, falar a respeito é muito útil para trabalharmos em nós mesmos esses aspectos, nos preparando melhor para esse processo natural que faz parte da vida de todos. Muitos evitam de conversar com seus filhos e com as crianças sobre a morte e seus aspectos, mas é importante educar a criança para lidar com essas questões. Assim, tornam-se mais bem resolvidas e o processo torna-se menos impactante.

Qualquer perda nos traz e trará sofrimentos, sem dúvidas. Porém, nos afastarmos e deixarmos de enfrentar essas situações não irá nos blindar da dor. Cada um tem uma personalidade e lida de uma maneira, mas quanto mais guardamos os sentimentos ruins dentro de nós mais eles podem nos consumir.

Esse tema merece e necessita de outras postagens. Tentamos abordar uma introdução, de maneira sucinta e clara.
A Mayara já ministrou aulas com esses temas diversas vezes. Então, caso tenham interesse de saber mais podem entrar em contato conosco.
Esperamos que tenhamos ajudado a esclarecer um pouco a respeito da única certeza que temos nessa vida. Comentem o que acharam e compartilhem como vocês já enfrentaram as perdas que presenciaram.
Fechamos o post com a seguinte frase: “A melhor maneira de se preparar para a última despedida é viver o dia presente, pleno de significado. Essa é a reflexão mais profunda que a morte traz.” Franklin S. Santos

Um forte abraço!

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